IGP-M desacelera em janeiro e fica em 1,09%

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O Estado de São Paulo   Editoria: Economia    Página: B-9


A inflação medida pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) até o dia 20 deste mês ficou em 1,09%, resultado ainda elevado, porém inferior ao de dezembro, que havia sido de 1,76%.


Apesar da perda de fôlego do indicador, por causa da desaceleração dos preços agrícolas e dos combustíveis no atacado, a perspectiva é de que a inflação acumulada em 12 meses, que foi de 8,38% até janeiro, continue elevada durante o primeiro trimestre.


“No primeiro trimes

O Estado de São Paulo   Editoria: Economia    Página: B-9


A inflação medida pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) até o dia 20 deste mês ficou em 1,09%, resultado ainda elevado, porém inferior ao de dezembro, que havia sido de 1,76%.


Apesar da perda de fôlego do indicador, por causa da desaceleração dos preços agrícolas e dos combustíveis no atacado, a perspectiva é de que a inflação acumulada em 12 meses, que foi de 8,38% até janeiro, continue elevada durante o primeiro trimestre.


“No primeiro trimestre deste ano é certo que a inflação em 12 meses medida pelo IGP-M ficará acima de 8%”, prevê o coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros.


Segundo ele, isso significa que os contratos que terão reajuste por esse indicador no curtíssimo prazo, como os aluguéis e as tarifas de energia elétrica, sofrerão um impacto de um índice maior do que no ano passado, quando o IGP-M acumulou alta de 4%.


“O IGP-M não deverá voltar rapidamente para 4% em 12 meses”, diz o economista. Entre os fatores que sustentarão a alta do indicador, Quadros aponta o câmbio.


Na avaliação do economista, diferentemente do ocorrido nos dois últimos anos, quando o real se valorizou em relação ao dólar e ajudou a conter a inflação, agora ele não acredita que essa situação vai se repetir. Isso não quer dizer, segundo ele, que há risco de uma forte desvalorização do real.


Outro fator apontado por Quadros é uma expressiva elevação, no atacado, dos materiais usados em manufaturas, que inclui, por exemplo, os ingredientes usados em fertilizantes.


Os preços desses materiais, que apresentaram deflação de 0,03% em dezembro, subiram em média 1,20% este mês e acumulam aumento de 1,39% em 12 meses.


O Índice de Preços por Atacado (IPA) deste mês, que responde por 60% do IGP, foi o responsável pela desaceleração da inflação. O IPA subiu em janeiro 1,24%, quase a metade da variação de dezembro, que havia sido de 2,36%.


O destaque ficou por conta do recuo do preço dos bovinos (3,2%), do milho (3,94%) e do feijão (4,28%). Em dezembro, o feijão havia subido 43,91%.


A desaceleração dos preços agrícolas no atacado ainda não chegou ao consumidor. Tanto é que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, subiu neste mês 0,96%, com alta de 0,29 ponto porcentual na comparação com dezembro.


A maior elevação no IPC foi verificada no grupo alimentação, de 1,73% em dezembro para 2,25% este mês.

 


 

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