Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2
Os brasileiros gastaram como nunca no exterior em 2007. De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central, a conta de viagens internacionais em 2007 registrou despesas de brasileiros no exteror da ordem de US$ 8,21 bilhões, o maior nível da série histórica do BC, iniciada em 1947.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2
Os brasileiros gastaram como nunca no exterior em 2007. De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central, a conta de viagens internacionais em 2007 registrou despesas de brasileiros no exteror da ordem de US$ 8,21 bilhões, o maior nível da série histórica do BC, iniciada em 1947. O resultado reflete a combinação de um real valorizado, que torna mais baratas as viagens internacionais, com o aumento na renda dos brasileiros, proporcionado pelo crescimento econômico acelerado.
Mas o Brasil também faturou como nunca com os estrangeiros que visitaram o País no ano passado: US$ 4,953 bilhões. O BC tem atribuído este movimento à melhora na infra-estrutura turística. O saldo líquido da conta de viagens internacionais em 2007 foi negativo em US$ 3,258 bilhões. E essa conta já iniciou 2008 com novo déficit. Em janeiro, até ontem, as saídas somam US$ 325 milhões. O resultado foi gerado pelas receitas obtidas com estrangeiros no Brasil de US$ 475 milhões e a despesa de brasileiros no exterior de US$ 800 milhões.
Turismo
“Esta é uma ótima notícia para se começar o ano e evidencia o peso do turismo na balança comercial brasileira, atualmente o quinto item da pauta de exportações”, disse a ministra do Turismo, Marta Suplicy, por intermédio de sua assessoria de imprensa. O setor fica atrás de minério de ferro, petróleo bruto, soja em grão e automóveis, de acordo com o ministério. Segundo a Embratur, um visitante estrangeiro gasta em média US$ 91,74 por dia. As estadas duram cerca de 18 dias.
Outro destaque na conta de serviços foi a rubrica aluguel de equipamentos, que no ano passado teve um forte saldo negativo de US$ 5,37 bilhões, ante US$ 4,88 bilhões em 2006. Segundo Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC, o movimento foi reflexo da expansão dos investimentos no Brasil. Em janeiro, até ontem, essa rubrica registrava saída de outros US$ 201 milhões.