A Federação do Comércio de Minas Gerais acaba de divulgar os resultados da Sondagem do Comércio Lojista de Belo Horizonte, realizada pelo departamento econômico da entidade. De acordo com o estudo, 68,8% dos empresários acreditam em vendas melhores em 2008, mesmo com a forte sazonalidade do início de ano.
O consumo interno se manterá ativo este ano, segundo a Fecomércio-MG, sustentado pelo crédito, pela geração de emprego e pelo crescimento da massa salarial. No entanto, destaca a Federação, o grande empecilho poderá vir da possibilidade de crise energética.
A Federação do Comércio de Minas Gerais acaba de divulgar os resultados da Sondagem do Comércio Lojista de Belo Horizonte, realizada pelo departamento econômico da entidade. De acordo com o estudo, 68,8% dos empresários acreditam em vendas melhores em 2008, mesmo com a forte sazonalidade do início de ano.
O consumo interno se manterá ativo este ano, segundo a Fecomércio-MG, sustentado pelo crédito, pela geração de emprego e pelo crescimento da massa salarial. No entanto, destaca a Federação, o grande empecilho poderá vir da possibilidade de crise energética. Outro ponto a ser analisado, mesmo com as perspectivas otimistas, é o comprometimento da renda das famílias, com parcelamentos de prazos mais longos, que restringe a capacidade de endividamento e acentua risco de inadimplência em 2008.
Janeiro, mês da “ressaca natalina”
A mesma sazonalidade que caracteriza o início do ano marca as previsões pouco entusiasmadas para janeiro: na opinião de 73% dos lojistas, as vendas serão piores que as realizadas em dezembro do ano passado; para 20% dos entrevistados, serão iguais às realizadas em dezembro de 2007; 7% acreditam em vendas melhores.
Para os economistas da Fecomércio-MG, janeiro caracteriza-se como um período de entressafra para o comércio, devido à “ressaca natalina” que caracteriza o primeiro mês do ano, combinada com alto comprometimento do orçamento doméstico com a agenda tributária municipal e estadual, com os compromissos com educação (material escolar etc.) e com as despesas do período de férias. Dos lojistas entrevistados, 68% irão fazer liquidações/promoções em janeiro.
Para janeiro, 60% dos lojistas planejam manter sua equipe e 34% pretendem reduzi-la. Já 6% planejam aumentar o quadro de funcionários.
Dezembro de 2007: quadro estável
Em dezembro do ano passado, 55% dos lojistas entrevistados realizaram vendas conforme o esperado e 23% se surpreenderam com os resultados, totalizando 78%, o que revela um quadro relativamente favorável para o comércio varejista. Entretanto, 22% dos empresários registraram vendas abaixo do estimado. Para 63%, as vendas de dezembro/2007 foram melhores do que as realizadas em igual mês de 2006; 32% registraram empate e para apenas 5%, foram piores.
Os preços das mercadorias encomendadas no último mês de 2007, segundo 82% dos lojistas, não experimentaram aumentos. Para 16% os preços foram maiores, na faixa de 10%, abaixo do patamar de 15% de novembro e no mesmo patamar de setembro. Apenas 1% dos entrevistados negociou a preços menores.