Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-5
O Papai Noel mais generoso dos últimos tempos presenteou os varejistas com vendas fartas neste Natal. E sem surpresas como aconteceu em 2006. Apesar de o último final de semana ter sido tranqüilo para quem foi às compras, inclusive abaixo da expectativa de público dos lojistas, nada parece comprometer a meta de crescimento de 10% a 12% nas vendas divulgada pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop).
Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-5
O Papai Noel mais generoso dos últimos tempos presenteou os varejistas com vendas fartas neste Natal. E sem surpresas como aconteceu em 2006. Apesar de o último final de semana ter sido tranqüilo para quem foi às compras, inclusive abaixo da expectativa de público dos lojistas, nada parece comprometer a meta de crescimento de 10% a 12% nas vendas divulgada pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop).
De acordo com levantamento feito pela entidade juntamente a 70 shoppings da capital paulista, no domingo (23), 3,7 milhões de pessoas passearam pelos corredores dos shoppings em busca das compras de última hora. Na segunda-feira (24), data em que os shoppings funcionaram até às 18 horas, mais 2 milhões de pessoas foram às compras.
“As pessoas fizeram suas compras mais cedo em função das viagens de final de ano”, afirma o presidente da entidade, Nabil Sahyoun. Além do mais, aqueles que tiveram a impressão de shopping vazio devem considerar um outro fator: no último ano, 20 novos shoppings centers foram abertos no País, sem prejuízo para os mais antigos. “Houve uma melhor divisão de público”, afirma Sahyoun, que continuará acontecendo em 2008. “Pelo menos mais 17 shoppings serão abertos nos grandes centros.”
De acordo com ele, “a taxa de juros mais baixa e a massa de população de renda baixa que voltou a comprar”, é responsável pela recuperação no consumo. Até então, o “melhor resultado do varejo de shoppings tinha sido um crescimento de 9% em 200¨0”, explica o empresário.
Performance
Em 2006, as vendas nos shopping centers registraram crescimento médio de 5% em relação à mesma data do ano anterior, segundo a Alshop.
A entidade chegou a estimar crescimento de 7% para as vendas, mas reduziu para cerca de 4% a 5%, devido as vendas fracas. Aliás, o ano passado chegou a ser chamado pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) do Natal da “oferta relâmpago”, devido ao grande número de promoções utilizadas pelos lojistas para tentar melhorar as vendas.
Bem diferente deste ano, que deve marcar o fim das lembrancinhas. “Os eletroeletrônicos tiveram o melhor desempenho de vendas, especialmente câmeras digitais e TVs de plasma”, afirma Sahyoun. Computadores, com destaque para os “laptops”, e vestuário também estão na lista dos mais vendidos pelos lojistas associados à Alshop.