Renda volta a crescer, mas não recupera as perdas

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Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-5


Depois de desacelerar nos últimos meses em razão do repique inflacionário, o rendimento do trabalhador no Brasil voltou a subir com força no mês de novembro: registrou expansão de 1,3% na comparação com outubro, quando o crescimento havia sido de 0,5%.


Já em relação a novembro do ano passado, a renda média dos trabalhadores subiu 2,4%.

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-5


Depois de desacelerar nos últimos meses em razão do repique inflacionário, o rendimento do trabalhador no Brasil voltou a subir com força no mês de novembro: registrou expansão de 1,3% na comparação com outubro, quando o crescimento havia sido de 0,5%.


Já em relação a novembro do ano passado, a renda média dos trabalhadores subiu 2,4%. Em outubro, o crescimento, na mesma base de comparação, havia sido menor: 1,2%.


Na média de 2007 (janeiro a novembro), o rendimento médio teve expansão de 3,3%, menos do que o incremento registrado no mesmo período do ano passado -4%.


A perda de fôlego é resultado da inflação mais alta neste ano, que acabou por corroer o rendimento dos trabalhadores, segundo o economista Fábio Romão, da LCA.


Outro dado negativo é fato de a renda não ter se recuperado ainda do tombo sofrido com a crise pré-eleitoral de 2002, quando o país quase quebrou. Em novembro de 2002, o rendimento médio estava em R$ 1.167,96. No mesmo mês deste ano, ficou em R$ 1.143,97.


Para Cimar Azeredo Pereira, do IBGE, a renda reagiu em novembro, quando comparada aos meses anteriores. Não teve, porém, fôlego para superar o nível de 2002, o que mostra quão intensa foi a crise vivida no país especialmente no final daquele ano e em 2003.


Ainda sob impacto da crise enfrentada no primeiro ano do governo Lula, o rendimento registrou queda de 1,3% em 2004. Reagiu em 2005 -alta de 1,2%-, mas só cresceu com força em 2006.


Pressões


Segundo Romão, o reajuste real do salário mínimo de 13% no ano passado e a “pressão inflacionária menor” favoreceram o comportamento do rendimento em 2006.


O mesmo não ocorreu neste ano, quando o salário mínimo subiu menos (5%) e a inflação ficou mais alta, especialmente no caso dos alimentos.


Pelos cálculos da LCA, a massa salarial crescerá, em todo o país, 5,8% neste ano. Mas com outro perfil: em 2006, foi impulsionada pela expansão do rendimento; neste ano, o principal estímulo virá do aumento do emprego.


Segundo o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), há no fim de 2007 “uma melhora inequívoca do quadro do emprego e interrupção, ao menos parcial, da queda do rendimento real” “São as principais tendências deste final de ano”, diz.


Regionalmente, os melhores resultados do rendimento em novembro vieram de Salvador (4,4%), Belo Horizonte (3,2%) e Rio de Janeiro (2%) na comparação com outubro. Em Porto Alegre, a alta foi de 1,7%. Em São Paulo, ficou em 1,4%. Recife teve o desempenho mais fraco -0,6%.


 




 

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