Fusões e aquisições aumentam 43% no ano

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Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-23


A quantidade de fusões e aquisições de empresas no país cresceu 43% em 2007, com 677 operações registradas, de acordo com estudo divulgado ontem pela consultora KPMG. O número de transações domésticas, que envolvem apenas empresas brasileiras, chegou a 333 -82% em relação a 2006.


Para Cláudio Ramos, sócio da KPMG e responsável pela pesquisa, os dados refletem o bom desempenho da economia.

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-23


A quantidade de fusões e aquisições de empresas no país cresceu 43% em 2007, com 677 operações registradas, de acordo com estudo divulgado ontem pela consultora KPMG. O número de transações domésticas, que envolvem apenas empresas brasileiras, chegou a 333 -82% em relação a 2006.


Para Cláudio Ramos, sócio da KPMG e responsável pela pesquisa, os dados refletem o bom desempenho da economia. Segundo ele, a queda dos juros, a inflação estável, a oferta de crédito, o aumento do consumo e a redução do risco-país influenciaram no resultado.


O consultor ressalta a importância do resultado das transações domésticas, que cresceram 82%, contra um acréscimo de 18% das operações de compra de empresas brasileiras por estrangeiras. “O que se viu em 2007 foi um deslocamento grande do desempenho da conjuntura econômica do Brasil sobre a volatilidade do mercado externo”, afirma.


Resutado por setor


A maior fatia das fusões e aquisições se concentra no ramo de alimentos, bebidas e fumo, com 66 transações. Entre as empresas de alimentos que fizeram aquisições, Ramos destaca as do ramo frigorífico, como Friboi e Perdigão.


Apesar de empatarem em terceiro lugar, os setores imobiliário e de shopping centers são apontados pelo responsável pelo estudo como os que mais cresceram em fusões e aquisições em 2007.


Segundo Ramos, os setores são exemplos de como a abertura de capital influencia na compra de outras empresas. “Não há dúvida de que o desenvolvimento do mercado de capitais oxigenou as fusões, porque deu às empresas recursos que não tinham, e elas partiram para as compras”, conclui.


Além de fornecer recursos para as aquisições, o mercado acionário também é um dos motivos para as empresas se fundirem ou comprarem outras do mesmo setor. “Algumas empresas não têm porte necessário para fazer uma abertura de capital, então captam recursos em fundos de investimento e dão início a um plano de expansão via aquisições”, explica.


O consultor ressalta que as fusões e aquisições são decisões estratégicas. Com as transações, as empresas obtêm ganhos de escala, reduções de custo e melhores resultados.


 

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