Cartão deve ter recorde de receita no mês do Natal

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Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-3


O mês do Natal responderá por R$ 20,7 bilhões do total de R$ 181,5 bilhões estimados para o faturamento da indústria de cartões de crédito em 2007. Será uma marca histórica para faturamentos mensais e deverá ser atingida com compras de valor médio de R$ 84, bem acima da média anual de R$ 76 até agora.

Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-3


O mês do Natal responderá por R$ 20,7 bilhões do total de R$ 181,5 bilhões estimados para o faturamento da indústria de cartões de crédito em 2007. Será uma marca histórica para faturamentos mensais e deverá ser atingida com compras de valor médio de R$ 84, bem acima da média anual de R$ 76 até agora. Segundo Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Banco Itaú, do total de operações previstas para dezembro, 54% devem ser parceladas sem juros. 


Conforme dados do setor divulgados ontem pelo Departamento de Marketing do Itaú Cartões, o uso cada vez mais freqüente de cartões de crédito em operações triviais e de menor valor, em substituição a outros meios de pagamento, continua sendo o fator determinante para que esse setor cresça a taxas de 20% ao mês. 


Em outubro essa variação deve se repetir, e levar o faturamento da indústria de cartões a R$ 144,5 bilhões entre janeiro e outubro. Para 2008, a previsão é de que o setor atinja outros 20% de crescimento. Além de condições econômicas mais favoráveis para o consumo, a substituição de cheques e dinheiro por cartões é a principal variável para essa expansão. 


O uso de plásticos neste mês deve gerar 211 milhões de transações, quase o mesmo número de operações registrado em dezembro de 2006 (213 milhões), período mais aquecido para o setor. São 90 milhões de cartões de crédito em circulação, total que deve ser elevado para 91 milhões até o final de dezembro. 


Segundo Chacon, no acumulado deste ano o parcelamento sem juros já supera as operações pagas à vista. Apesar de se financiarem mais, os usuários de cartões não têm demonstrado dificuldades para honrar compromissos. De acordo com Chacon, o uso do crédito rotativo, que já correspondeu a mais da metade das operações de pagamento, está atualmente com uma fatia inferior a 40% do número de transações. 


Mesmo sem dar números específicos do setor, Chacon lembra ainda que a inadimplência nessa indústria está em trajetória declinante. “Na época do Plano Real o consumidor havia perdido o controle do uso de crédito, mas hoje ele está mais consciente da necessidade de adaptação do pagamento mensal ao consumo”, avalia Chacon. 


Vale destacar que nesse cenário de inadimplência declinante no mundo dos plásticos boa parte dos usuários é formada por população de baixa renda, que ganha menos de R$ 1.500,00 por mês. Esse perfil de consumidores detém atualmente 67% dos cartões em circulação e será responsável em outubro por quase metade do faturamento previsto de R$ 16 bilhões. 


O aumento da renda e da oferta de emprego, bem como o alongamento dos prazos de financiamento, vêm permitindo maior participação dessa classe de consumo nas compras com cartão. “Em outubro, o faturamento dos cartões com essa faixa de renda cresceu 24%, enquanto na parcela de alta renda o crescimento foi de 18%”, diz Chacon. 


 


 


 


 


 

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