Preços de alimentos in natura aceleram a alta do IPC-S

Compartilhe:

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


Com a elevação mais intensa dos preços dos alimentos in natura, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S) teve alta de 0,34% na primeira semana de outubro, ante 0,23% na última semana de setembro.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


Com a elevação mais intensa dos preços dos alimentos in natura, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S) teve alta de 0,34% na primeira semana de outubro, ante 0,23% na última semana de setembro. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou ontem o índice, os alimentos in natura devem continuar pressionando o indicador, que tende a manter a alta na próxima apuração.


O economista da FGV André Braz informou que, entre a última semana de setembro e a primeira de outubro, houve intensificação da inflação de frutas (de 4,72% para 8,57%) e queda mais fraca nos preços das hortaliças e legumes (de -3,24% para -1,55%).


Segundo Braz, caso fossem retirados os alimentos in natura do cálculo do indicador, o IPC-S teria subido 0,20% na quadrissemana encerrada em 7 de outubro. “Se repetíssemos a taxa de 0,19% para o aumento de preços do grupo Alimentação (que subiu 0,58%), o IPC-S teria subido 0,24%. Essa classe de despesa (Alimentação) respondeu por quase 100% da aceleração do IPC-S”, disse.


Entre as frutas, o destaque ficou por conta dos preços do mamão papaya, que aumentaram 33,1%, ante 19,01% na verificação anterior. O economista disse que houve um verdadeiro “choque de oferta” no setor de frutas na passagem do IPC-S de até 30 de setembro para o de até 7 de outubro. “Dos 27 subitens pesquisados (em frutas) 20 estão em aceleração”, disse Braz. Já no setor de hortaliças e legumes, a pressão não é tão generalizada: de 21 itens pesquisados no segmento, 10% estão com aceleração de preços no período.


O IPC-S poderia ter subido mais, não fosse o comportamento benéfico dos laticínios, que continuam em queda (de -1,33% para -2,80%), favorecidos pela variação negativa dos preços de leite tipo longa vida (de -7,80% para -10,81%).


Verão


O setor varejista começa a reajustar preços para cima, de olho na proximidade do verão. A FGV já começa a detectar aumentos de preços no varejo em produtos relacionados a essa estação. De acordo com o economista da fundação, houve acelerações de preços em aparelhos de ar condicionado (de 0,71% para 1,28%); ventilador (de 2,35% para 2,41%), e refrigerador (de 0,42% para 0,58%).


Braz explicou que, antes do verão, os comerciantes começam a elevar os preços de produtos mais procurados nessa estação para evitar reajustes na época em que o calor efetivamente começa. Isso faz com que os aumentos de preços tornem-se menos perceptíveis ao consumidor – que só vai procurar os itens quando o calor do verão realmente começar. “A demanda (por produtos relacionados ao verão) vai subir, e os varejistas estão se preparando para isso”, disse.


 

Leia mais

Rolar para cima