O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-4
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) bateu neste mês mais um recorde da série histórica iniciada em abril de 1995. Em setembro, o indicador atingiu 123,1 pontos. O resultado foi 1% maior na comparação com agosto e 11,9% acima do registrado em setembro do ano passado.
A demanda interna foi um dos fatores que puxaram para cima o indicador.
O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-4
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) bateu neste mês mais um recorde da série histórica iniciada em abril de 1995. Em setembro, o indicador atingiu 123,1 pontos. O resultado foi 1% maior na comparação com agosto e 11,9% acima do registrado em setembro do ano passado.
A demanda interna foi um dos fatores que puxaram para cima o indicador. A demanda doméstica neste mês atingiu 128 pontos, o nível mais alto desde outubro de 1986. O crescimento foi de 19,6% em relação a setembro de 2006, praticamente o dobro da taxa de variação registrada no mesmo período pela demanda externa, na avaliação dos empresários do setor.
De acordo com a sondagem que consultou 1.109 empresas entre 1º e 26 de setembro, 32% das companhias informaram que a demanda interna está forte e apenas 4% a qualificam como fraca.
Em outubro de 1994, melhor desempenho registrado até agora, 33% das empresas achavam a demanda forte, mas 7% a avaliavam como fraca. Apesar da força dos números, “há uma leve desaceleração em alguns quesitos”, pondera o coordenador da sondagem, Aloisio Campelo, como no caso dos bens intermediários. Esse foi o único setor, entre quatro analisados – bens de consumo, de capital, material de construção e intermediários, que teve um recuo no ICI de agosto para setembro deste ano. A queda foi de 0,3% no período.
Segundo a sondagem, a demanda externa aumentou 10,1% neste mês ante setembro de 2006. O nível da demanda externa é considerado estável. “Não há grande preocupação com queda nas vendas externas, mas também não há indicação de alta”, afirma Campelo.
Inflação alta reduz otimismo do consumidor
Índice de expectativa para próximo semestre, divulgado pela CNI, cai 1,2%
A possibilidade de aumento da inflação deixou os consumidores menos otimistas para os próximos seis meses, segundo apurou o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) do terceiro trimestre, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador ficou em 104,8 pontos, uma queda de 1,2% em relação ao segundo trimestre de 2007 e de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2006.
A sondagem detectou também uma piora nas expectativas do consumidor em relação ao desemprego, à renda geral e à própria renda. Mesmo com a deterioração dos números, a CNI destaca que Inec de 104,8 pontos é maior do que o valor médio para o terceiro trimestre. Por esse motivo, os técnicos da entidade acreditam que o crescimento da demanda manterá o atual ritmo.
“Apesar do recuo, o Inec demonstra a manutenção de um quadro favorável nos próximos meses, com a continuidade do atual ritmo de crescimento da demanda do consumo das famílias”, afirma a CNI.
Piora
Dos entrevistados que responderam à pesquisa, 55% esperam um aumento da inflação nos próximos meses. É o maior porcentual desde março de 2005. Outros 15% esperam uma queda da inflação e 30% acham que o índice não mudará. “Essa percepção dos consumidores certamente foi influenciada pelos aumentos de preço ocorridos a partir de junho, sobretudo no setor de alimentos e bebidas”, diz o documento da CNI.
Em relação ao emprego, também houve uma piora. Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados esperam aumento do desemprego, 27% acham que vai diminuir e 20% apostam na manutenção do quadro atual. A CNI destaca que a piora na expectativa chama a atenção em razão da sazonalidade favorável com a chegada do fim do ano e as recentes quedas no índice de desemprego.
Outro fato destacado pela entidade é que, quando questionado sobre a expectativa de evolução do próprio emprego, o entrevistado se mostra mais otimista do que no levantamento do segundo trimestre de 2007.
Quanto à expectativa de evolução da renda, ambos os indicadores (renda geral e renda pessoal) exibem ligeiro recuo na comparação com junho de 2007. Ainda assim, 40% esperam aumentar a renda nos próximos seis meses, 17% responderam que devem ter uma diminuição na renda e 44% acham que não haverá alteração. O Inec também apurou que 32% das pessoas acham que a renda geral do País vai aumentar nos próximos meses, enquanto 28% esperam uma queda da renda e 40% não esperam alteração.
A pesquisa foi feita com base em entrevistas conduzidas pelo Ibope com 2.002 pessoas de 142 municípios, entre os dias 13 e 18 deste mês.