Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-4
A inadimplência das empresas aumentou 2,1% nos oito primeiros meses deste ano, em comparação a igual período de 2006. No mês passado, o aumento foi de 7,6% em relação a agosto do ano passado. Já a variação mensal de agosto sobre julho apontou estabilidade na inadimplência, com apenas 0,2% de elevação.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-4
A inadimplência das empresas aumentou 2,1% nos oito primeiros meses deste ano, em comparação a igual período de 2006. No mês passado, o aumento foi de 7,6% em relação a agosto do ano passado. Já a variação mensal de agosto sobre julho apontou estabilidade na inadimplência, com apenas 0,2% de elevação. Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica.
Os títulos protestados foram os que tiveram maior participação na inadimplência das pessoas jurídicas, no acumulado de janeiro a agosto, com participação de 40,1% no indicador. Em igual período de 2006, os eventos representaram 40,5% da inadimplência.
Os cheques sem fundos ficaram em segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência, com participação de 38,3% nos oito primeiros meses deste ano, abaixo da registrada de janeiro a agosto de 2006, quando foi de 39,8%. Por último, ficaram as dívidas com os bancos, responsáveis por 21,5%. De janeiro a agosto de 2006, as dívidas com o sistema financeiro representaram 19,7%a.
O valor médio dos títulos protestados subiu para R$ 1.474,15 nos oito primeiros meses de 2007, alta de 6,1% sobre período equivalente do ano passado. Já os cheques sem fundos tiveram valor médio de R$ 1.146,86 no acumulado de janeiro a agosto deste ano, queda de 7,4% em relação a 2006. No acumulado de janeiro a agosto de 2007, o valor médio das dívidas com as instituições financeiras foi de R$ 4.124,99, com 15% de aumento na comparação anterior.
Segundo os técnicos do Serasa, as empresas mais dependentes do capital de terceiros, como empréstimos e financiamento de capital de giro, ainda enfrentam dificuldades em relação às altas taxas de juros, com reflexos negativos sobre a própria rentabilidade.
Outro fator preocupante, para o Serasa, são as dificuldades que as empresas exportadoras, principalmente as de médio porte, têm em garantir rentabilidade frente ao real valorizado. Há as que competem diretamente com produtos importados e que encontram problemas para manter suas receitas, e outras que sofrem com a inadimplência dos clientes quando concedem crédito sem metodologia adequada. Em todos esses casos, as empresas enfrentam problemas na administração do fluxo de caixa e dificuldades para cumprir seus compromissos dentro do prazo, resultando em aumento na inadimplência.
O volume de crédito para as empresas tem crescido a taxas superiores à da inadimplência. Segundo os dados do Banco Central, até agosto de 2007 o crédito para a pessoa jurídica cresceu 15,4%, definindo uma relação favorável para o crédito, aumentando assim, as chances de reduzir a inadimplência.