BNDES Quer repasse maior do FAT

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O Globo Editoria: Economia  Página: 38


O BNDES negocia com o Ministério do Trabalho o repasse de uma parcela maior de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O objetivo é reforçar o caixa do banco para 2008 e dar conta da demanda crescente por novos financiamentos.

O Globo Editoria: Economia  Página: 38


O BNDES negocia com o Ministério do Trabalho o repasse de uma parcela maior de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O objetivo é reforçar o caixa do banco para 2008 e dar conta da demanda crescente por novos financiamentos. Hoje, cerca de 40% dos recursos liberados pelo BNDES vêm do FAT.    – O BNDES está encarecidamente solicitando ser melhor aquinhoado – afirmou o ontem o presidente do banco, Luciano Coutinho.    O banco estuda ainda fazer nova captação no mercado interno ainda no primeiro semestre do próximo ano. Coutinho não quis adiantar o valor da emissão, que deve ser na forma de debêntures da BNDESPar. Ele afirmou que, com o anúncio do grau de investimento para o Brasil, estimado por ele para o primeiro semestre de 2008, as condições de financiamento externo ficarão mais atraentes.    Outra estratégia é negociar o repasse de linhas de financiamentos de organismos multilaterais, como o Banco Mundial e o BID. Segundo Coutinho, o Brasil vive hoje “o problema da retomada do crescimento”, que exige mais recursos para financiamentos de projetos.    Todo esse esforço está voltado para o Orçamento de 2008, que ainda não está fechado (este ano, o teto é de R$65 bilhões). Sem dar números, Coutinho ressaltou que há um “gap (diferença) muito forte” entre valores de aprovação e pagamento. Em 12 meses encerrados em agosto, o BNDES desembolsou R$61,7 bilhões, mas os projetos aprovados totalizaram R$89,7 bilhões. Coutinho reconheceu que a burocracia tem atrasado projetos do PAC, mas que “as coisas estão se movendo”.    – O PAC está deslanchando, apesar da má vontade da imprensa – afirmou.    A Norberto Odebrecht recorreu ontem ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a decisão da Secretaria de Defesa Econômica (SDE) que proibiu a empreiteira, por meio de medida preventiva, de prosseguir com cláusula de exclusividade no contrato com a General Electric. A SDE abriu um processo administrativo para investigar a construtora por infração à ordem econômica. Para o órgão, a empresa é suspeita de fechar o mercado para acesso dos concorrentes a fornecedores de máquinas e equipamentos nos leilões das hidrelétricas do Rio Madeira (RO).  


 


 


 


 


 

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