Jornal do Commercio Editoria: País Página: A-8
O Palácio do Planalto abriu os cofres para aprovar a emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Entre a última segunda-feira e a última quarta-feira, quando foi aprovado o projeto, o Palácio do Planalto liberou R$ 68,8 milhões do Orçamento de 2006 e 2007 e autorizou o pagamento de outros R$ 37,9 milhões referentes ao Orçamento deste ano.
Do Orçamento de 2007, foram liberados nos três primeiros dias da semana R$ 47,2 milhões.
Jornal do Commercio Editoria: País Página: A-8
O Palácio do Planalto abriu os cofres para aprovar a emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Entre a última segunda-feira e a última quarta-feira, quando foi aprovado o projeto, o Palácio do Planalto liberou R$ 68,8 milhões do Orçamento de 2006 e 2007 e autorizou o pagamento de outros R$ 37,9 milhões referentes ao Orçamento deste ano.
Do Orçamento de 2007, foram liberados nos três primeiros dias da semana R$ 47,2 milhões. As emendas contempladas foram principalmente as feitas pelas bancadas de partidos da base aliada, de acordo com levantamento feito pelo DEM e pelo PSDB no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), onde são registradas todas as operações com o dinheiro do Tesouro. Nos partidos, o que mais recebeu dinheiro nos últimos três dias foi o PDT, que obteve R$ 500 mil. O PT ficou com R$ 125,5 mil. No mês de setembro nenhum partido tinha recebido um mísero centavo até a véspera da votação.
Verbas
Nas verbas empenhadas, o PSDB foi o mais bem aquinhoado: R$ 7,5 milhões, seguido do PMDB, com R$ 1,28 milhão e do PT, com R$ 1,22 milhão. O PC do B ficou com R$ 1 milhão. O PR obteve R$ 700 mil e o DEM, R$ 332,5 mil. Os partidos restantes não foram beneficiados com empenho de verbas. O PP chegou a ficar devendo. De acordo com os documentos do Siafi, ele está com um buraco de R$ 14,9 mil no Tesouro. Em compensação, a bancada do PP recebeu R$ 56,9 entre segunda e quarta-feira.
Além das verbas do Orçamento de 2007, o governo liberou também restos a pagar de 2006. Só nos três primeiros dias da semana, foram R$ 21,6 milhões, quantia igual a tudo o que tinha sido pago nos primeiros 16 dias de setembro. Ao todo, neste mês, o Planalto já entregou para as emendas dos parlamentares R$ 43,3 milhões.
O partido que mais recebeu dinheiro de 2006 em setembro foi o PMDB, coincidentemente, o dono da maior bancada, com 93 deputados, e também o que criou mais caso antes de votar a CPMF. Ao todo, em setembro o PMDB recebeu R$ 2,3 milhões. Entre segunda e ontem, o partido ficou com R$ 245 mil, atrás do PT, que recebeu R$ 509,7 mil, do PSDB, que levou R$ 343,3 mil e do DEM, com R$ 341,2 mil. No PSDB, houve uma dissidência, a de Manoel Salviano (CE), ligado ao ex-governador Lúcio Alcântara, agora no governista PR; no DEM, foram três os infiéis.
Apesar de ter aberto o cofre nos últimos dias, e de ter se comprometido a fazer as nomeações de apadrinhados para cargos nas estatais e no segundo escalão, o governo não conseguiu nesta quinta-feira dar continuidade à votação das emendas à proposta que prorroga a CPMF.
As batalhas seguintes ficaram para a semana que vem. Sem a garantia de votos, o deputado José Genoino (PT-SP) apresentou nesta quinta-feira requerimento que adiou a votação da proposta da CPMF.