Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-4
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elevou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no País – para este ano, mas prevê que os consumidores também terão de arcar com preços um pouco maiores.
Segundo o Boletim de Conjuntura divulgado ontem pelo Ipea, o PIB deste ano deve ficar em 4,5%, superando a última previsão, de 4,3%, divulgada em junho pelo órgão.
Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-4
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elevou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no País – para este ano, mas prevê que os consumidores também terão de arcar com preços um pouco maiores.
Segundo o Boletim de Conjuntura divulgado ontem pelo Ipea, o PIB deste ano deve ficar em 4,5%, superando a última previsão, de 4,3%, divulgada em junho pelo órgão.
“O que nós estamos constatando é que houve um dinamismo na economia no que se refere aos indicadores de consumo e de investimento”, explicou Fábio Giambiagi, economista do Ipea . “O mais importante é que as previsões indicam uma manutenção desse dinamismo para o ano que vem”, acrescentou.
A previsão de crescimento do consumo das famílias em 2007 foi revisada de 5,7% para 6,2%, e a Formação Bruta de Capital Fixo, correspondente aos investimentos, elevada de 9% para 10% . Já a taxa de crescimento do PIB em 2008 também é estimada em 4,5% pelo Ipea. Segundo Giambiagi, esse terceiro Boletim do ano fez uma projeção conservadora para o crescimento da economia devido às incertezas do setor agropecuário, que teve reduzida, de 4,5% para 3,0%, sua estimativa de crescimento.
“O PIB poderá crescer mais de 4,5%. As notícias que estão sendo veiculadas nos jornais apontam otimismo para o setor agropecuário”, disse o economista. “Mas nós levamos em consideração que o crescimento do PIB do segundo trimestre foi bom, em linhas gerais, para o conjunto da economia, mas bastante ruim para a agropecuária. Isso nos deixou em dúvida em relação ao desempenho do setor no ano como um todo e optamos por ser conservadores”, justificou. Ainda segundo o Boletim de Conjuntura do Ipea, o crescimento previsto para a indústria aumentou de 4,3% para 4,8% e para o setor de serviços, de 4,0% para 4,2%.
“É razoável concluir que se os problemas da economia internacional não suscitarem uma crise de graves proporções, o País poderá dar continuidade ao ciclo expansivo iniciado em 2004, confirmando uma taxa de crescimento robusta também no ano de 2008”, afirmou o Ipea.
A estimativa do Instituto para o desempenho da economia neste ano é inferior ao projetado pelo Banco Central (BC), que espera um avanço do PIB de 4,7%, de acordo com o Relatório de Inflação de junho.
Inflação
Para a inflação, os cálculos do Ipea indicam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano com alta de 4,0%, também acima da previsão passada, que apontava inflação de 3,4%. Para 2008, o índice deve subir 4,3%, também acima dos 4,0% projetados anteriormente pelo Ipea.
Os técnicos do Ipea ressaltam que a inflação vem subindo no País nos últimos meses, com destaque para a pressão vinda dos alimentos, o que justifica a revisão para cima das estimativas. “A aceleração dos alimentos principalmente no bimestre julho-agosto anulou os efeitos positivos do controle inflacionário oriundos da queda dos preços administrados e do bom comportamento dos bens comercializados beneficiados pelo câmbio.”