Negócios cresceram 67% no Brasil até agosto

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Gazeta Mercantil  Editoria: Finanças  Página: B-2


As fusões e aquisições no Brasil continuaram exibindo fôlego em agosto: segundo levantamento da Thomson Financial, nos primeiros oito meses deste ano os negócios completados somaram R$ 20,6 bilhões, 66,8% acima do mesmo período do ano anterior. Já as operações anunciadas mas ainda não concluídas somaram US$ 32 bilhões – um crescimento de 56,2%.

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As fusões e aquisições no Brasil continuaram exibindo fôlego em agosto: segundo levantamento da Thomson Financial, nos primeiros oito meses deste ano os negócios completados somaram R$ 20,6 bilhões, 66,8% acima do mesmo período do ano anterior. Já as operações anunciadas mas ainda não concluídas somaram US$ 32 bilhões – um crescimento de 56,2%. Considerando todos os negócios em que empresas brasileiras estão envolvidas (na ponta de compra ou na de venda, aqui ou no exterior), o total completado sobe para US$ 26,8 bilhões, 86% mais do que nos primeiros oito meses de 2006. Já o volume anunciado ficou estável em US$ 40,8 bilhões.

No mundo, as operações completadas também cresceram, para US$ 2,3 trilhões (25,5% mais do que entre janeiro e agosto do ano passado); e as anunciadas, para US$ 3,4 trilhões (aumento de 59,3%). Já na América Latina, os negócios efetivamente concluídos ficaram em US$ 80,2 bilhões (um aumento de nada menos do que 154,1% no período) e os anunciados, em US$ 65,3 bilhões (44,3% acima do mesmo período ano passado).


Crise ajuda


Para executivos dos bancos mais ativos no mercado de fusões e aquisições, a turbulência internacional provocada pelos problemas com crédito em hipotecas de alto risco nos Estados Unidos vem ajudando a acelerar os negócios. “O mercado não está sentindo os efeitos da volatilidade”, nota Matheus Villares, responsável pela área de fusões e aquisições do Citi. O banco liderou os negócios no período, no Brasil e na América Latina; no mundo, ficou em terceiro lugar. “Temos muitos mandatos em andamento”, afirma. Entre os negócios que o banco assessorou, estão a compra do Atacadão pelo Carrefour, em abril, por US$ 1,1 bilhão.


Segundo ele, de modo geral as operações que dependem de financiamento ficaram um pouco mais difíceis, mas ainda assim o executivo afirma que não teve problema para obter recursos nos negócios dos quais participou.


“A queda dos preços facilitou a viabilização de operações de qualidade, aquelas em que as empresas compradoras estão capitalizadas, com bom plano de negócio”, acrescenta João Teixeira, vice-presidente do ABN Amro, que aparece em segundo no ranking de operações anunciadas no Brasil da Thomson. Segundo Teixeira, nos últimos três anos o banco esteve sempre entre os três primeiros no ranking brasileiro.


Apesar do otimismo, os executivos evitam fazer previsões: para ambos, podem surgir transações gigantes, que sempre desequilibram o ranking.


 

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