Jornal do Commercio Editoria: Rio de Janeiro Página: A-24
A falta de conhecimento e treinamento de funcionários é responsável por 80% das fraudes no comércio, segundo análise apresentada nesta quinta-feira, em palestra realizada pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio).
Jornal do Commercio Editoria: Rio de Janeiro Página: A-24
A falta de conhecimento e treinamento de funcionários é responsável por 80% das fraudes no comércio, segundo análise apresentada nesta quinta-feira, em palestra realizada pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio). De acordo com o consultor Adilson da Silva Barros, especialista em concessão de crédito de risco e negociação de cobrança, 60% das fraudes com utilização de documentos falsos só são detectadas quando o devedor não é encontrado ou quando um terceiro de boa fé aciona a empresa judicialmente. A maioria delas (90%) ocorre por meio de utilização da identidade falsa.
Para que fraudes não sejam constantes, Adilson Barros afirmou que é necessário treinar pessoal e aplicar ferramentas tecnológicas aliadas à informação adequada. As precauções servem principalmente para as vendas à vista. “Toda venda tem risco. O risco da venda à vista é o dinheiro ser falso ou o cheque ser fraudado. No caso da venda a prazo, o comerciante poder ser vítima de fraude ou inadimplência. Nesse último caso, podemos recuperar valores por meio de uma ação”, disse.
Para o especialista, o ideal seria haver um banco de fraudes em toda empresa. “As informações sobre endereços e documentos falsos poderiam ser compartilhados entre as empresas”, afirmou. Na ocasião, o público teve a oportunidade de aprender a verificar a veracidade das informações com relação a números de conta e assinatura cometidos por falsificadores em cheques. Explicações sobre a verificação de dados da Carteira de Identidade, como impressão digital, posição da fotografia e cálculo do dígito verificador também foram dadas.
Orientação
O presidente do CDL-Rio, Aldo Carlos de Moura Gonçalves, disse que a palestra teve como objetivos alertar, informar e orientar lojistas para evitar prejuízos aos seus negócios. “Nossa idéia é alertar a sociedade e o comércio sobre a questão das fraudes. Acreditamos ser importante que todos percebam os prejuízos causados pela falsificação de documentos. Campanhas não são eficazes sem uma análise mais profunda sobre o assunto”, explicou.
Ao traçar o perfil do estelionatário, Barros explicou que mesmo pessoas bem vestidas, compradoras de produtos de fácil revenda, podem ter atitudes suspeitas durante uma negociação. “Elas acabam dando dicas sobre as suas reais intenções. Podem até fingir realizar ligações do celular para evitar conversas com um funcionário. Também são capazes de fazer escândalo no estabelecimento para que o funcionário não faça muitas perguntas”, disse.
Na avaliação do especialista, funcionários devem focar no atendimento ao cliente. Isso pode ser feito por meio da abertura de cadastro de clientes e da correta observação de documentos apresentados. “É preciso ter os dados do cliente para conhecê-lo melhor e criar um vínculo com ele. A prevenção contra fraudes deve ser feita mantendo esse clima. Caso haja suspeitas sobre algo errado, o comerciante deve ser sincero e pedir a informação necessária para melhor atender o cliente”, explicou.