Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Editoria: A-6
Resultado está bem próximo da meta para todo o ano, que é de R$ 50 bilhões. O superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) até julho foi de R$ 47,7 bilhões, equivalente a 3,35% do PIB (Produto Interno Bruto).
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Resultado está bem próximo da meta para todo o ano, que é de R$ 50 bilhões. O superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) até julho foi de R$ 47,7 bilhões, equivalente a 3,35% do PIB (Produto Interno Bruto).
Esse resultado superou com folga a meta de economizar R$ 43,7 bilhões até agosto para pagar os juros da dívida pública e foi 14,6% maior em relação ao valor economizado de janeiro a julho de 2006, quando o superávit primário somou R$ 42,5 bilhões ou 3,27% do PIB.
O resultado até o mês passado ficou bem próximo da meta para todo o ano, de R$ 50 bilhões. No entanto, o governo tende a aumentar os gastos nos últimos meses.
A economia cresceu, mas as despesas também. Até julho, os gastos somaram R$ 238,6 bilhões, 12,86% a mais do que a soma das despesas no mesmo período do ano passado.
O acúmulo de gastos do governo de janeiro a julho equivale a 16,75% do PIB. No ano passado, a proporção foi de 16,25% do PIB no período.
Somente com o pagamento da folha de pessoal, o governo aumentou as despesas em 14% neste ano.
Com relação às despesas de custeio e capital, os gastos somaram R$ 6,7 bilhões nos primeiros sete meses do ano ou 22% a mais do que os R$ 5,5 bilhões registrado nos primeiros sete meses de 2006.
“Estamos ampliando o superávit primário e ao mesmo tempo ampliando os investimentos. E estamos conseguindo isso pois as despesas totais estão crescendo em ritmo inferior à evolução da arrecadação”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
O aumento da arrecadação do governo não tem se refletido em investimentos em infra-estrutura previstos no Plano Piloto de Investimento (PPI), pelo menos não na mesma velocidade. De janeiro a julho, a receita total cresceu 13,2% e ficou em R$ 346,3 bilhões ou 24,3% do PIB.
No mesmo período do ano passado, o governo arrecadou com impostos R$ 307 bilhões.
Já os investimentos previstos pelo Plano Piloto de Investimento (PPI), cujos gastos não são considerados para o cálculo do superávit primário, atingiu até o mês passado R$ 1,5 bilhão, contra R$ 979 milhões em 2006.
No entanto, estão previstos R$ 11,3 bilhões para PPI neste ano, o que significa que até o momento foram liquidados apenas 13,3% do total. Segundo Augustin, o planejamento de longo prazo dos investimentos explica a baixa execução.
Segundo o secretário do Tesouro Nacional, o aumento da arrecadação ocorreu principalmente por causa da maior lucratividade das empresas e como resultado da recuperação de débitos tributários em atraso, além de refletir o aumento da massa salarial.
O secretário destacou ainda que o superávit aumenta em paralelo ao crescimento dos investimentos.
“O superávit primário cresce de forma positiva porque há investimentos crescentes, não estamos deixando de investir para cumprir as metas de superávit”, afirmou.
A Dívida Líquida do Tesouro Nacional chegou a R$ 635,5 bilhões, o que corresponde a 26% do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado nos últimos 12 meses.
O resultado é R$ 39,4 bilhões menor do que o registrado no mês de junho.
A explicação para a queda são os resgates de títulos da dívida mobiliária e a valorização cambial.
A dívida interna líquida fechou o mês de julho com saldo de R$ 519,9 bilhões, o equivalente a 21,2% do PIB.
Houve redução e 1,5 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.
Em valores nominais a queda foi de R$ 32,4 bilhões.
Já a dívida externa líquida caiu de R$ 122,5 bilhões em junho para R$ 115,5 bilhões no mês de julho. A queda é resultado das turbulências nos mercados internacionais nas últimas semanas.