Índice de Confiança do Consumidor sobe 1%

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A Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1% em agosto ante julho e também teve saldo positivo, de 6,5% em relação a agosto de 2006. Entretanto, ao analisar o resultado do índice por faixas de renda, houve queda em relação a julho de 3,3% entre os consumidores com renda familiar acima de R$ 9.600 – a única registrada entre as quatro faixas pesquisadas. Os economistas da FGV atribuíram este resultado à turbulência no mercado financeiro.


Também contribuiu para o saldo negativo a tragédia com o avião da TAM em São Paulo.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1% em agosto ante julho e também teve saldo positivo, de 6,5% em relação a agosto de 2006. Entretanto, ao analisar o resultado do índice por faixas de renda, houve queda em relação a julho de 3,3% entre os consumidores com renda familiar acima de R$ 9.600 – a única registrada entre as quatro faixas pesquisadas. Os economistas da FGV atribuíram este resultado à turbulência no mercado financeiro.


Também contribuiu para o saldo negativo a tragédia com o avião da TAM em São Paulo. Juntos, os dois eventos derrubaram o humor dos consumidores de maior poder aquisitivo em agosto. A crise no mercado financeiro não chegou, porém, às classes menor remuneradas. Para cálculo do índice, foram pesquisados, entre os dias 1º a 20 de agosto, mais de 2 mil domicílios, em sete capitais.


Cada faixa de renda representa um quarto do total dos entrevistados. A fundação informou ainda que essa queda na confiança foi mais intensa em São Paulo – cujo ICC regional caiu 0,5% em agosto, com taxa negativa de 6,4% na confiança dos consumidores paulistanos com faixa de renda familiar acima de R$ 9.600.


“A queda do ICC nessa faixa de renda impediu um avanço mais intenso do indicador total”, afirmou o coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Aluisio Campelo. Ele considerou que a população com renda mais abastada, normalmente, é a que tem maior número de aplicações no mercado financeiro, que foi o setor mais atingido pela crise originada do mercado hipotecário nos Estados Unidos.


Além disso, o economista ressaltou que o período de coleta de informações para cálculo do ICC abrangeu toda a semana passada – o período mais crítico da crise nos mercados internacionais. “Essa crise no mercado financeiro causou muita incerteza”, afirmou. Isso derrubou a avaliação do consumidor sobre o cenário atual. O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que subiu 1,3% em agosto, ante alta de 2,2% em julho; e o Índice de Expectativas, que teve aumento de 0,8% em agosto, ante queda de 2,4% em julho.


No caso de São Paulo, Campelo observou que a capital é o centro nevrálgico da economia do País, e que é a localidade onde existe maior número de pessoas trabalhando no mercado financeiro.


Além disso, paulistano teve que lidar, de forma mais direta do que o resto do País, com o desastre do avião da TAM ocorrido no aeroporto de Congonhas (SP). O acidente afetou mais aqueles que costumam viajar de avião com freqüência, ou seja, as famílias mais abastadas, ou seja: também ajudou a reduzir a confiança entre as famílias mais ricas. “Esse tipo de desastre afeta muito esse tipo de pesquisa”, disse, lembrando que, durante a passagem do furacão Katrina nos Estados Unidos, a confiança do consumidor naquele país despencou.

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