Alimentos e combustíveis pressionam prévia do IGP-M

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Pressionada por alimentos e combustíveis mais caros no atacado, a inflação medida pela segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,59% neste mês, ante alta de 0,19% em igual prévia em julho, o maior resultado em nove meses. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o resultado sinaliza um IGP-M de agosto bem mais alto do que o de julho (0,28%).


Usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica, o IGP-M acumula elevações de 2,35% no ano e de 4,23% em 12 meses até a segunda prévia de agosto, que vai do dia 21 de julho a 10 de agosto.

Pressionada por alimentos e combustíveis mais caros no atacado, a inflação medida pela segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,59% neste mês, ante alta de 0,19% em igual prévia em julho, o maior resultado em nove meses. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o resultado sinaliza um IGP-M de agosto bem mais alto do que o de julho (0,28%).


Usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica, o IGP-M acumula elevações de 2,35% no ano e de 4,23% em 12 meses até a segunda prévia de agosto, que vai do dia 21 de julho a 10 de agosto.


O coordenador de Análises Econômicas da fundação, Salomão Quadros, explicou que dois terços do indicador já foram apurados, por isso, o aumento na taxa do IGP-M já está bastante consolidado – pressionado por elevações de preços que não vão perder força, até o fim do mês. “Estamos em um cenário, no mês de agosto, onde os Índices Gerais de Preços (IGPs) devem ficar mais elevados do que no mês passado”, afirmou.


Na segunda prévia do IGP-M deste mês, a forte aceleração nos preços dos produtos agrícolas (de 1,13% para 2,29%); e o fim da queda de preços dos produtos industriais no atacado (de -0,17% para 0,26%) são os principais fatores que estão puxando para cima o resultado.


No caso do setor industrial, o Quadros informou que o fim da deflação nos preços dos combustíveis e lubrificantes no atacado (de -1,26% para 0,44%) foi a principal causa para os preços dos produtos industriais voltarem a subir.

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