Mais de 3 milhões de pequenas e microempresas aderiram ao Simples Nacional, também conhecido como Supersimples, até esta quinta-feira. De acordo com o secretário-executivo do Comitê Gestor do imposto, Silas Santiago 1,685 milhão dessas empresas optaram por fazer parte do novo regime depois de 2 de julho, quando as atuais regras entraram em vigor. Já 1,337 milhão migraram automaticamente do antigo Simples Federal.
O número de adesões ao Supersimples deve aumentar até o próximo dia 15, prazo final.
Mais de 3 milhões de pequenas e microempresas aderiram ao Simples Nacional, também conhecido como Supersimples, até esta quinta-feira. De acordo com o secretário-executivo do Comitê Gestor do imposto, Silas Santiago 1,685 milhão dessas empresas optaram por fazer parte do novo regime depois de 2 de julho, quando as atuais regras entraram em vigor. Já 1,337 milhão migraram automaticamente do antigo Simples Federal.
O número de adesões ao Supersimples deve aumentar até o próximo dia 15, prazo final. Isso deve ocorrer principalmente por conta das modificações feitas na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa pelo Projeto de Lei Complementar 43/07, aprovado pelo Senado na última terça-feira.
Depois da sanção presidencial ao projeto, indústrias que atuam nas áreas de cosméticos, sorvetes e fogos de artifício poderão aderir ao Supersimples. Só na área de cosméticos, 1,3 mil empresas devem ser beneficiadas com as mudanças. O número é apontado pelo diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Perfumaria (ABIHPEC), Manoel Simões.
Segundo Simões, essa modificação foi muito importante para o setor. “Se não fosse permitido aderir ao sistema, a maioria das empresas fecharia as portas ou iria para a informalidade”, destaca Simões. “Estaríamos caminhando na contramão da Lei Geral, que prega a formalidade”, completa.
Na Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis), das 10 mil empresas associadas, cerca de 8 mil são pequenas e microempresas e devem aderir ao Supersimples. Para essas indústrias, a adesão vai ajudar no crescimento do setor.
INVESTIMENTOS. Eduardo Weisberg, presidente da Abis, afirma que serão feitos mais investimentos nas empresas por conta da redução na carga tributária. “Com os benefícios da Lei Geral, poderemos investir mais em gestão empresarial e tecnológica”, diz. Segundo Weisberg, essas empresas também pretendem aumentar o investimento na qualidade dos produtos.
Além da inclusão das empresas de fogos de artifício, cosméticos e sorvetes, o projeto trouxe alterações importantes para outros setores. Com o projeto, cerca de 550 mil empresas, como salões de beleza, hotéis e restaurantes, foram reenquadradas para uma tabela de tributação menos onerosa.
Antes, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa havia colocado esses setores na tabela de tributação nº 5, reajustando para cima os impostos. Agora, o projeto retorna essas empresas para a tabela Nº 3, corrigindo o problema e tornando o Supersimples mais atrativo a esses segmentos.
No projeto aprovado pelo Senado foram incluídas, para efeito de renegociação, as dívidas vencidas até 31 de maio de 2007.