Crédito escasso e juros altos são do passado, diz Mantega

Compartilhe:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, felizmente, o País está superando a situação de crédito escasso e de alta taxa de juros, graças a melhorias no sistema financeiro. Em audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor, Mantega reconheceu que o crédito bancário continua escasso, mas ressaltou que seu volume apresenta uma trajetória crescente.


Atualmente, segundo o ministro, o volume de crédito corresponde a 44% do PIB.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, felizmente, o País está superando a situação de crédito escasso e de alta taxa de juros, graças a melhorias no sistema financeiro. Em audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor, Mantega reconheceu que o crédito bancário continua escasso, mas ressaltou que seu volume apresenta uma trajetória crescente.


Atualmente, segundo o ministro, o volume de crédito corresponde a 44% do PIB. Para Mantega, o patamar satisfatório seria entre 60% e 70%, o “suficiente para estimular o desenvolvimento econômico de longo prazo”.


Em relação ao crédito imobiliário, o ministro lembrou que essa modalidade ficou estagnada durante muito tempo. Ele considera que o acesso da população a esse crédito ainda é baixo, mas tem crescido a taxas expressivas e ainda há espaço para crescer. “Estamos liberando entre R$ 18 e R$ 20 bilhões por ano em crédito imobiliário”, disse.


Sobre a taxa básica de juros (Selic), o ministro destacou que ela caiu de 25% em 2003 para 12% em 2007. “Mais importante que a Selic é a taxa de juros de médio prazo, que hoje está próxima de 10% e tem caído mais que a Selic.” Mantega afirmou que a TJLP também tem sofrido forte queda e hoje se encontra em 6,5%, “índice já condizente com as taxas cobradas nos países mais avançados”.


A respeito do spread bancário no País, Mantega ressaltou que é um dos maiores do mundo e citou alguns instrumentos adotados para reverter essa situação, como a consignação em folha de pagamento (Lei 10.820/03), a isenção de Imposto de Renda para títulos de crédito imobiliário (Lei 11.033/04) e o aperfeiçoamento da alienação fiduciária de automóveis (Lei 10.931/04). O spread se refere ao lucro do banco a partir da diferença entre os juros que a instituição bancária paga para captar recursos e a taxa cobrada dos clientes.


“No mercado de financiamento de automóveis e no mercado imobiliário, já há uma concorrência salutar, com competição de fato. O desejado seria essa competição para todos os produtos financeiros”, disse o ministro.


Outra medida citada pelo ministro é a criação da conta salário, que vai possibilitar ao correntista transferir seu salário sem custo para a instituição financeira de sua preferência. Mantega disse que essa medida ainda não teve efeito, mas vai aumentar a competição no sistema financeiro.


O ministro informou que a inadimplência responde por 34% do custo do spread, seguido pelo custo administrativo, que responde por 22%.


Crédito pessoal

Sobre crédito pessoal, o ministro avaliou que a criação do crédito consignado com desconto na folha de pagamento foi um avanço importante para a redução de juros, que caíram de 41,37% em janeiro de 2004 para 32,4% em março de 2007. “Claro que 32,4% é um juro exagerado para o consumidor brasileiro. Ainda dá para descer mais desse patamar. Iríamos ampliar o consumo da população se essa taxa caísse.”


CNC, 20 de junho de 2007.


 




 

Leia mais

Rolar para cima