Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-8
As vendas do comércio cresceram, em volume, 0,4% de março para abril na taxa livre de influências sazonais. Foi a quarta expansão mensal consecutiva, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em março, a alta havia sido maior, de 1,1%. Já em relação a abril de 2007, houve incremento de 7,5%. Em São Paulo, as vendas do varejo cresceram 10,7%.
Em abril, todo o crescimento ficou concentrado no setor de hiper e supermercados -alta de 0,2% ante março.
Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-8
As vendas do comércio cresceram, em volume, 0,4% de março para abril na taxa livre de influências sazonais. Foi a quarta expansão mensal consecutiva, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em março, a alta havia sido maior, de 1,1%. Já em relação a abril de 2007, houve incremento de 7,5%. Em São Paulo, as vendas do varejo cresceram 10,7%.
Em abril, todo o crescimento ficou concentrado no setor de hiper e supermercados -alta de 0,2% ante março. Os demais ramos registraram taxas negativas, com quedas de 1,5% para combustíveis e lubrificantes, de 1,7% para tecidos, vestuário e calçados e de 3,6% para móveis e eletrodomésticos.
Apesar do fraco desempenho de alguns setores, especialistas acreditam que o comércio manterá a tendência de expansão nos próximos meses e que a perda de ritmo em abril foi resultado de um crescimento menor do crédito e conseqüentemente das vendas de móveis e de eletrodomésticos. Nada, porém, capaz de interromper a expansão do setor.
“Não há mudança de trajetória. O comércio vai crescer de 7% a 8% neste ano, mais do que cresceu em 2006 [6,2%]”, disse Carlos Thadeu de Freitas, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio). De janeiro a abril de 2007, o comércio acumula alta de 9,2%.
Segundo Freitas, o que ocorre é uma mudança de padrão do crescimento, que ficará cada vez mais centrado em bens não-duráveis (alimentos e outros), e não mais em duráveis (móveis e eletrodomésticos).
É que, diz, a alta da renda e o emprego sustentam a expansão da massa salarial num ritmo maior do que o crédito, que perdeu fôlego. Tal situação, avalia, explica o descompasso entre os ramos de supermercados e o de eletrodomésticos.
Para o IBGE, o cenário atual também é favorável à ampliação do consumo. “Além do aumento na renda, a queda na taxa de juros e a melhora das condições de crédito, tudo faz com que a confiança do consumidor se intensifique. Ele pensa que o quadro não vai mudar e, então, aumenta a confiança para consumir”, disse Reinaldo Pereira, economista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.
Outro fator que contribuirá crescentemente para o bom desempenho do comércio é a queda do dólar, que barateará ainda mais os importados, de acordo com Freitas.
Alguns ramos já se beneficiam, como os de eletrônicos, informática e supermercados. Em relação a abril de 2006, todas as atividades do varejo registraram crescimento.
Os principais impactos positivos vieram de hipermercados e supermercados (4,2%), móveis e eletrodomésticos (13,1%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (23,5%).