Emprego industrial cresce pelo 4º mês

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Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


O emprego industrial cresceu 0,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, segundo informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro da Geografia e Estatística (IBGE). A expansão foi a quarta consecutiva nessa base de comparação. Em relação a abril de 2006, o número de pessoas ocupadas aumentou 1,7% – o décimo resultado positivo consecutivo nessa comparação e o mais elevado desde maio de 2005. Os resultados foram positivos também no acumulado do ano (1,4%) e em 12 meses (0,6%).



Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


O emprego industrial cresceu 0,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, segundo informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro da Geografia e Estatística (IBGE). A expansão foi a quarta consecutiva nessa base de comparação. Em relação a abril de 2006, o número de pessoas ocupadas aumentou 1,7% – o décimo resultado positivo consecutivo nessa comparação e o mais elevado desde maio de 2005. Os resultados foram positivos também no acumulado do ano (1,4%) e em 12 meses (0,6%).


O rendimento também mostrou expansão no mês. Segundo o IBGE, o valor da folha de pagamento real do setor cresceu 1,4% em abril ante março e 5,9% ante abril de 2006, sob estímulo do controle da inflação e da própria reação do emprego.


Para Denise Cordovil, economista da coordenação de indústria do IBGE, o mês de abril mostrou uma “resposta do emprego à maior atividade industrial, a qual, por sua vez, está respondendo aos estímulos da economia, num cenário mais favorável, com redução de juros e crescimento da renda e da produção agrícola”.


O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avalia, em relatório sobre a pesquisa, que os dados revelam “um patamar ainda baixo de evolução” do emprego. A justificativa para o desempenho insatisfatório, segundo o Iedi, é que o crescimento da produção industrial tem nos segmentos que não estão entre os mais empregadores a sua principal base de sustentação, exceto no caso de alimentos e bebidas.


De fato, segundo concorda Denise, os resultados do emprego têm sido heterogêneos entre os segmentos pesquisados. A economista do IBGE observou que os mais intensivos em mão-de-obra, como calçados, vestuário e têxteis, continuam prejudicados pelo câmbio e reduzindo a ocupação. Na comparação com abril do ano passado – não há detalhamento ante mês anterior – o segmento de calçados e artigos de couro reduziu o número de empregados em 5,7% e o de vestuário, em 5,8%.


No sentindo contrário, os impactos positivos foram dados por setores que se destacam na atividade industrial, como refino de petróleo e produção de álcool (8,4%, com estímulo da demanda por etanol); alimentos e bebidas (4,4%, impulsionados pela safra e o consumo interno e produtos de metal (5,3%, embalados pela reação da construção civil) e máquinas e equipamentos (5,0%, com maior produção de bens de capital).


Para Denise, apesar do fraco desempenho de alguns segmentos, a indústria mostra um momento positivo no mercado de trabalho. “A atividade industrial está tendo efeitos mais visíveis no emprego”, disse. Porém, para o Iedi, “o crescimento do emprego industrial de somente 1,4% no acumulado desse ano até abril revela que seu patamar ainda é baixo para uma indústria e economia que segundo o governo podem crescer 4,5% no corrente ano”.


Em termos regionais, 13 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE aumentaram o contingente de trabalhadores em abril último ante abril de 2006. A única queda ocorreu no Rio Grande do Sul (-1,3%), devido, principalmente, ao recuo do emprego no setor de calçados e artigos de couro (-15,3%). As indústrias de São Paulo (2,4%), região Nordeste (2,3%) e Santa Catarina (2,7%) contribuíram com as pressões mais relevantes no resultado geral.

 


 

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