PIB sobe 4,3% puxado por consumo e serviço

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Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro   Página: B-1


Puxado por duas forças antagônicas -para cima pela demanda interna e para baixo pelo real valorizado-, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 4,3% no primeiro trimestre de 2007 na comparação com igual período de 2006.


Já a variação entre janeiro e março sobre o último trimestre de 2006 foi de 0,8%. Em preços de mercado, o PIB nacional alcançou R$ 596,2 bilhões nos primeiros três meses do ano.


Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado é de 3,8%.

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro   Página: B-1


Puxado por duas forças antagônicas -para cima pela demanda interna e para baixo pelo real valorizado-, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 4,3% no primeiro trimestre de 2007 na comparação com igual período de 2006.


Já a variação entre janeiro e março sobre o último trimestre de 2006 foi de 0,8%. Em preços de mercado, o PIB nacional alcançou R$ 596,2 bilhões nos primeiros três meses do ano.


Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado é de 3,8%. Em 2006, o PIB cresceu 3,7%.

O grande destaque positivo no PIB do trimestre foi o consumo das famílias, que avançou 6% em relação ao primeiro trimestre de 2006 apoiado em mais renda, emprego e crédito.


Foi o 14º aumento consecutivo e o maior percentual desde o segundo trimestre de 1997 (6,9%).


Esse resultado, principalmente, já levou algumas consultorias a revisar para cima suas expectativas de crescimento da economia neste ano -de 4% a 4,5%.


Na contramão, o setor externo pesou negativamente na contabilidade do PIB. Houve um salto de 19,9% nas importações no trimestre, enquanto as exportações subiram 5,9%.


A contribuição do setor externo foi negativa pelo quinto trimestre consecutivo. Segundo cálculos da consultoria LCA, a economia poderia ter crescido 5,7% no primeiro trimestre sem essa influência, com a ressalva de que as importações trazem também benefícios para o crescimento econômico.


Roberto Luís Olinto, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, ressalta que as importações estão garantido que a oferta de bens e produtos no país atenda à maior procura sem pressionar os preços e proporcionando um considerável aumento nos investimentos (outro destaque positivo do PIB), via compras no exterior de máquinas e equipamentos.


“O aumento das importações tem um componente negativo no cálculo final do PIB, mas tem vários aspectos positivos. São prós e contras”, disse.


Olinto frisou que o mesmo comportamento de consumo maior das famílias e de aumento das importações vem se repetindo há vários trimestres. “Não devemos ter grandes oscilações. A tendência é de um crescimento ao redor de 1% de um trimestre para o outro.


Além do consumo das famílias, outro destaque positivo no PIB do primeiro trimestre ficou por conta do setor de serviços (alta de 4,6% e melhor resultado desde o final de 2004).


Esse foi o primeiro PIB calculado após mudanças de metodologia do IBGE, que apuram melhor o setor de serviços.


Dentro dos serviços, a intermediação financeira (puxada por mais operações de crédito) aumentou 9,2%. Serviços de informação (com a telefonia celular à frente) subiram 7,3%, e o comércio atacadista e varejista evoluiu 6% -taxa idêntica à apurada no consumo.


A indústria teve desempenho mais tímido no período, principalmente a de transformação. No geral, houve evolução de 3% na indústria, mas no setor de transformação foi de 2,8%.


“É o efeito do câmbio e das importações sobre a indústria”, disse Edgard Pereira, economista-chefe do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).


Já o setor agropecuário apresentou um crescimento de 2,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2006, com destaque para a produção de algodão, milho e soja.


 




 


 


 




 

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