Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-4
A inadimplência dos consumidores caiu 7,5% em maio deste ano, na comparação com maio de 2006, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física divulgado ontem. Essa queda puxou o recuo de 1,4% na inadimplência das pessoas físicas nos primeiros cinco meses de 2007, ante o igual período do ano passado. Um dos motivos apontados para a queda foi o aumento no nível de emprego.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-4
A inadimplência dos consumidores caiu 7,5% em maio deste ano, na comparação com maio de 2006, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física divulgado ontem. Essa queda puxou o recuo de 1,4% na inadimplência das pessoas físicas nos primeiros cinco meses de 2007, ante o igual período do ano passado. Um dos motivos apontados para a queda foi o aumento no nível de emprego. Quando comparada a abril deste ano, no entanto, a inadimplência dos consumidores aumentou 6,8%, indica a Serasa.
Para os técnicos da Serasa, a queda da inadimplência das pessoas físicas pelo terceiro mês consecutivo, na comparação anual, tem sido determinada pela elevação do nível de emprego, combinado com a recuperação dos salários reais.
As dívidas com bancos representam a maior parte da inadimplência registrada pela Serasa – tiveram uma participação de 37,5% no indicador nos cinco primeiros meses deste ano. Em igual período de 2006, o peso das dívidas com os bancos na inadimplência dos consumidores foi menor, de 31,8%.
Em seguida, aparecem as dívidas com cartões de crédito e financeiras, com participação de 31,2% na inadimplência dos consumidores no acumulado de janeiro a maio. No entanto, o índice é inferior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2006, de 32,2%.
Os cheques sem fundos apareceram em terceiro lugar, com representatividade de 28,6% no acumulado de 2007, abaixo dos 33,1% registrados em igual período de 2006.
Os protestos registram o menor peso na inadimplência das pessoas físicas, com uma participação de 2,7% até maio. No mesmo período de 2006, o peso dos protestos foi de 2,9%.
Em relação ao valor médio das dívidas nos cinco primeiros meses de 2007, o número ficou em R$ 1.280,13 para os bancos. As dívidas com cartões de crédito e financeiras registraram valor médio de R$ 341,34. O valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 605,85 e os registros de títulos protestados, no mesmo período, ficaram em R$ 830,19.