Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-4
A cidade de São Paulo é o 48º centro de comércio global de um ranking de 50 cidades, segundo pesquisa divulgada ontem, pela primeira vez, pela Mastercard. Santiago do Chile (39ª) e Cidade do México (42ª) são as outras duas cidades da América Latina que fazem da lista, liderada por Londres. A capital inglesa é seguida por Nova York, Tóquio, Chicago, Hong Kong, Cingapura, Frankfurt, Paris, Seul e Los Angeles. Das dez primeiras cidades, três são americanas e quatro estão na região Ásia-Pacífico.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-4
A cidade de São Paulo é o 48º centro de comércio global de um ranking de 50 cidades, segundo pesquisa divulgada ontem, pela primeira vez, pela Mastercard. Santiago do Chile (39ª) e Cidade do México (42ª) são as outras duas cidades da América Latina que fazem da lista, liderada por Londres. A capital inglesa é seguida por Nova York, Tóquio, Chicago, Hong Kong, Cingapura, Frankfurt, Paris, Seul e Los Angeles. Das dez primeiras cidades, três são americanas e quatro estão na região Ásia-Pacífico.
São Paulo se destaca como grande centro financeiro comercial na lista das dez cidades com maior número de contratos de derivativos negociados, ao lado da Cidade do México, à frente inclusive de Nova York. A capital paulista também tem destaque como criadora de conhecimento e fluxo de informações, por estar no ranking das dez com maior número de universidades.
Ampla avaliação
O primeiro Índice MasterCard de Centros do Comércio Global (MasterCard Worldwide Centers of Commerce Index) avalia seis dimensões (estrutura política e jurídica, estabilidade econômica, facilidade de conduzir negócios, fluxo financeiro, centro comercial e criação de conhecimento/fluxo de informações), levando em consideração mais de 100 conjunto de dados. O estudo é realizado por oito especialistas em economia, desenvolvimento urbano e ciências sociais.
A idéia é verificar o desempenho das principais cidades em funções críticas que interligam mercados e impulsionam o comércio global. “A tendência atual, dentro da qual o comércio depende mais do conhecimento e se torna menos tangível, aumentou a importância das cidades como centros de circuitos complexos que alimentam a economia global, criando conexões que viabilizam o comércio global de verdade”, apontou o coordenador da pesquisa, Yuwa Hedrick-Wong.
A avaliação dos organizadores é de que a presença de três cidades da América Latina no ranking mostra que a região está mais competitiva e global, ampliando seu papel na economia global.
Londres, o maior centro comercial do mundo, ficou à frente de Nova York em quatro das seis dimensões avaliadas. É um ambiente operacional flexível para atividades comerciais, fortes conexões financeiras e altíssimos níveis de comércio internacional, viagens e conferências e está muito à frente de Frankfurt (7ª) e Paris (8ª), as outras cidades européias entre as dez primeiras colocadas.
Nova York perdeu na categoria de Fluxo Financeiro para Londres, principalmente porque as regras do mercado de valores mobiliários em Nova York afetam o volume de transações listadas, segundo o estudo. A falta de estabilidade da economia americana e a volatilidade do dólar também contribuíram para esta segunda posição.