Expansão de cartões no primeiro semestre fica acima do esperado

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Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


O bom desempenho da emissão de novos cartões de crédito no primeiro semestre deve levar à revisão para cima da projeção de crescimento de 15% no número de cartões em 2007, informou ontem o diretor de Marketing de Cartões do Itaú, Fernando Chacon. O banco, que divulga mensalmente o estudo Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, aguarda o comportamento do mercado nos próximos dois meses para confirmar a nova estimativa.

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O bom desempenho da emissão de novos cartões de crédito no primeiro semestre deve levar à revisão para cima da projeção de crescimento de 15% no número de cartões em 2007, informou ontem o diretor de Marketing de Cartões do Itaú, Fernando Chacon. O banco, que divulga mensalmente o estudo Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, aguarda o comportamento do mercado nos próximos dois meses para confirmar a nova estimativa.


“A revisão estaria concentrada na emissão de cartões, de 15%, para algo entre 17% e 18%, enquanto manteríamos a mesma expectativa de alta de 20% do faturamento em relação ao ano passado. O movimento de emissão de cartões é muito cíclico e nosso objetivo é esperar dois meses para ver se de fato os cartões se efetivaram em cartões ativos”, afirmou Chacon, em teleconferência com jornalistas.


De janeiro a junho, a indústria emitiu 81,7 milhões de cartões de crédito, alta de 17% frente os R$ 69,8 milhões de igual período do ano passado. No mês de junho, o faturamento do setor foi de R$ 14,9 bilhões, valor 18,7% superior ao de junho de 2006. No primeiro semestre, a indústria de cartões faturou R$ 85,9 bilhões, um aumento de 18,81% frente aos R$ 72,3 bilhões de igual período do ano passado. Os dados de junho já incluem os dez primeiros dias do mês e a estimativa do Itaucard a partir deste desempenho.


Projeção.


A projeção atual do Itaucard é de que, no final de dezembro, o Brasil tenha 89,7 milhões de cartões, com faturamento de R$ 188,3 bilhões ao longo do ano.


Grande parte do crescimento da base de cartões, segundo Chacon, está ligada à população de renda mais baixa. Até por conta disso não deve haver mudança na estimativa de faturamento, já que o consumo médio deste público é menor. Os clientes de alta renda também contribuem para esta expansão, mas por acumularem mais de um cartão na carteira.


O tíquete médio das compras subiu de R$ 89 para R$ 92, influenciado principalmente pela popularização do uso dos cartões em compras de menor valor.


Atualmente, a taxa de ativação (percentual dos cartões que são efetivamente utilizados para compras) média no País é algo entre 65% e 70%, segundo o executivo. “Os bancos mais focados em baixa renda têm uma taxa de ativação menor, entre 30% e 40%, enquanto quem olha mais para a alta têm entre 70% e 80% dos cartões ativos”, explica Chacon. No caso do Itaú, a taxa de ativação é de 77% (com compras no próprio mês), mas 92% têm saldo em fatura, ou seja, usaram o cartão nos três meses anteriores.


De acordo com o diretor de marketing de cartões do Itaú, o grande debate no mercado no momento é em que medida a expansão do número de cartões vai se traduzir em maior faturamento. “O xis da questão agora é como será o comportamento da alta renda, se terá uma fidelidade maior a alguns cartões, e como será a ativação dos cartões adquiridos pela baixa renda”, explica.


No Brasil, a média é de pouco mais de dois cartões de crédito por portador, mas isso significa que alguns têm apenas um cartão e outros chegam a ter quatro ou cinco cartões diferentes. Chacon lembra que nos Estados Unidos alguns consumidores têm dez cartões, mas concentram os gastos em dois ou três.


 


 


 

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