O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-5
O Brasil ficou na sétima colocação num ranking de clima econômico entre 12 países latino-americanos, nos 12 meses encerrados em abril. O resultado é da pesquisa Sondagem Econômica da América Latina, elaborada pelo instituto alemão IFO em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-5
O Brasil ficou na sétima colocação num ranking de clima econômico entre 12 países latino-americanos, nos 12 meses encerrados em abril. O resultado é da pesquisa Sondagem Econômica da América Latina, elaborada pelo instituto alemão IFO em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento mostra que o cenário para negócios é favorável no continente e o desempenho do Brasil em abril foi o melhor desde outubro de 2005.
O resultado do País na média dos quatro últimos trimestres foi de 6 pontos, numa escala que vai de um a nove – quanto mais próximo do máximo, melhor o cenário econômico e de negócios. O País ficou acima da média da região (5,8), mas atrás, no período, de Uruguai (8,5 pontos), Peru (7,6), Costa Rica (7,0), Chile (6,7), Argentina (6,5) e Colômbia (6,4). No resultado da pesquisa de abril, o Brasil registrou 6,4 pontos.
O indicador da pesquisa chama-se Índice de Clima Econômico (ICE). O resultado do ICE para a América Latina em abril mostra que a situação permaneceu favorável aos negócios na região pelo sétimo trimestre consecutivo. O indicador é composto de uma taxa para a situação atual, que foi de 6,1 na região em abril, a maior nos últimos dez anos, e outra de expectativas, que ficou em 5,5 pontos, abaixo da média histórica de 5,6.
Na comparação levando em conta a média dos últimos quatro trimestres, o Brasil aparece na frente de apenas cinco países. ‘É um pouco triste, mas, quanto maior o país, mais difícil manter um ciclo de forte crescimento. Para um país pequeno, qualquer reversão (após períodos de baixo crescimento) parece uma bolha’, afirmou a especialista em Relações Internacionais da FGV Lia Valls.
Entre os países à frente do Brasil no ranking do período, Argentina e Uruguai estão se recuperando a taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mais elevadas, depois de recentes crises econômicas. Nos casos de Chile e Peru, ambos têm forte peso da atividade econômica voltada às exportações, que crescem embaladas pela alta das commodities e pelo ritmo forte da economia global.
Os responsáveis pela pesquisa explicam que as questões da sondagem foram respondidas por especialistas que acompanham a atividade econômica em cada país, como economistas e executivos. Para o levantamento da América Latina, foram consultados 110 especialistas em 15 países. No Brasil, 30 analistas participaram. A sondagem latino-americana faz parte de um levantamento global que inclui 91 países.
Os especialistas brasileiros indicaram que os principais problemas do País, atualmente, são o déficit público, a perda de competitividade internacional e o desemprego.