O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-3
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi de 0,36% em maio. A inflação no município de São Paulo ficou acima do índice de abril (0,33%), mas recuou na comparação com a taxa de 0,40% apontada na terceira prévia de maio.
O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-3
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi de 0,36% em maio. A inflação no município de São Paulo ficou acima do índice de abril (0,33%), mas recuou na comparação com a taxa de 0,40% apontada na terceira prévia de maio. Divulgado ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), o IPC ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que oscilavam de 0,35% a 0,45%.
Segundo o coordenador do índice, Márcio Nakane, o comportamento dos preços do leite e seus derivados foi o principal fator de alta da inflação de maio na capital paulista, em relação a abril. A movimentação de preços do leite levou o Grupo Alimentação do terreno negativo (queda de 0,13% em abril) para o positivo (alta de 0,58%).
Para Nakane, a elevação dos preços do leite se deve a dois fatores que vêm prejudicando a oferta do produto, além da já esperada época de entressafra. O primeiro é a interferência do mercado internacional, que provocou a maior exportação do leite em pó. E o segundo é uma mudança na composição da alimentação do gado leiteiro no País.
De acordo com Nakane, a inflação de junho na cidade de São Paulo será ligeiramente menor que a de maio: 0,32%. Na avaliação do coordenador do IPC/Fipe, o índice apresentará elevação menor por causa da queda de preços na maioria dos grupos analisados. A exceção, segundo ele, será o grupo Alimentação, que já foi o maior responsável pela alta de maio.
Segundo o coordenador, a projeção de junho para o grupo é de alta de 1%, bem acima do 0,58% do mês passado. O motivo principal é o comportamento de preços do segmento de leites, que deverá continuar pressionando a inflação em junho.
Entre os demais grupos, Nakane destacou Transportes e Saúde. O primeiro, por causa dos menores preços dos combustíveis, deve, segundo ele, cair 0,5%, ante alta de 0,26% em maio. Para o grupo Saúde, ele estima variação de 0,03%, por causa da redução do impacto do reajuste dos remédios. Em maio, o grupo subiu 0,42%.
Quanto à projeção para 2007, Nakane afirmou que continua esperando uma alta acumulada de 3,7% para a inflação na capital paulista. De janeiro a maio, o IPC-Fipe subiu 1,81%. Nos últimos 12 meses até maio, acumulou 3,98%, a mais expressiva alta desde a segunda quadrissemana de março de 2006, quando subiu 4,03%.