Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 12/01/24 | nº 1070 | ANO VI | www.cnc.org.br |
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Valor Econômico destaca que o endividamento das famílias em 2023 caiu pela primeira vez em quatro anos, na evolução anual. No entanto, a inadimplência registrou maior patamar anual desde 2013.
De acordo com a edição de dezembro de 2023 da Peic, elaborada pela CNC, o endividamento das famílias mensurado pelo indicador ficou em 77,8% na média anual. Essa parcela é 0,1 ponto percentual abaixo da observada em 2022 (77,9%). Porém, esse corte de 0,1 ponto percentual representou contingente de 108 mil a menos de endividados entre 2022 e 2023.
Em comunicado sobre o indicador, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou a melhora no mercado de trabalho ao longo de 2023 como uma das razões para endividamento menor.
O Estado de S. Paulo e Correio Braziliense também repercutem. Entre os veículo regionais, o tema é difundido em A Gazeta (MT), Cruzeiro do Sul (SP), Correio (BA), A Tribuna (SP) e Monitor Mercantil (RJ).
A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) acrescenta ponderação do economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, de que é importante distinguir os conceitos de inadimplência e de endividamento. “Endividamento é algo fundamental para o desenvolvimento econômico, pois o crédito é o trampolim do sistema capitalista”, ressalta o economista.
“A inadimplência é um resultado adverso do endividamento, causado pela renda baixa do brasileiro e pela volatilidade da economia do país”, explica Tavares. A nota detalha que os cinco estados que têm mais gente nessa situação são Paraná, Minas Gerais, Roraima, Espírito Santo e Ceará. Os com menos, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Goiás e São Paulo.
Em artigo na Folha de S.Paulo, o presidente do Sebrae, Décio Lima, afirma que vem monitorando a discussão de limitar o número das parcelas sem juros e a ameaça de extinguir essa possibilidade ao consumidor. O nosso posicionamento é que nada justifica a extinção dessa modalidade, pois a proposta não encontra amparo técnico.
O texto usa como base dados de pesquisa da CNC, de que o parcelamento sem juros movimenta R$ 1 trilhão, correspondente a 10% do PIB do país, além disso, nove em cada dez varejistas no Brasil adotam o parcelamento sem juros no cartão para efetivar ao menos parte de suas vendas.
“Defendemos um ambiente de negócios moderno, competitivo e simplificado, para que as micro e pequenas tenham condições de trabalhar e alcançar a prosperidade. Não aceitaremos ataques ao parcelado sem juros”, sustenta o executivo. |
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Inflação na meta Manchetes na Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico destacam que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, ficou dentro da meta em 2023 após dois anos de estouro. O índice encerrou 2023 com alta de 4,62%. No último mês do ano, o IPCA acelerou e subiu 0,56%, puxado por alimentos e passagens aéreas. O Globo pontua que para 2024, alimentos e serviços são as principais fontes de preocupação e podem fazer o Banco Central (BC) não acelerar o ritmo de queda dos juros. A meta estabelecida pelo governo, e que orientava a política de juros do BC, era de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo ou seja de 1,75% a 4,75%. O Estado de S. Paulo e Correio Braziliense também registram. Produtos não alimentícios O Estado de S. Paulo registra que alta média de 5,62% nos preços de produtos não alimentícios respondeu por 95% da inflação oficial do país em 2023, de acordo com os dados divulgados ontem pelo IBGE. Entre os 10 itens com maior impacto para o resultado geral do IPCA, apenas dois foram alimentos: arroz (24,54%) e refeição fora de casa (alta de 4,34%). Os demais foram não alimentícios. A reportagem mostra que os transportes, em geral, pesaram mais no orçamento doméstico. A alta na gasolina fez o item exercer a maior pressão no ano, responsável por 0,56 ponto percentual do IPCA. Corte de gastos O Estado de S. Paulo ressalta que a desaceleração da inflação em 2023 representa um alerta para o governo, que terá um espaço menor para gastos em 2024. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, esse ajuste será de R$ 4,4 bilhões. Conforme a reportagem, o corte de gastos será necessário porque o IPCA fechou o ano passado em 4,62%, abaixo dos 4,85% usados como referência no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Folha de S.Paulo e O Globo avançam em frente semelhante. Compras internacionais Ainda em O Estado de S. Paulo, técnicos do Ministério da Fazenda avaliam alternativas de arrecadação que possam compensar a eventual manutenção da política de desoneração da folha de pagamentos, devido à resistência ao fim do programa. Uma das sugestões aventadas por parlamentares e membros do governo é a taxação de compras on-line de sites no exterior com valor inferior a US$ 50. Atualmente, a tributação federal nesses casos está zerada – só há incidência de ICMS de 17%. A reportagem cita que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), colocou a possibilidade sobre a mesa, assim como o remanejamento de parte dos recursos hoje destinados ao fundo eleitoral (R$ 4,9 bilhões). Folha de S.Paulo aborda o tema. Previsão Folha de S.Paulo traz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem previsão de que 2024 será um ano “primoroso” para o Brasil e afirmou que a economia crescerá mais do que tem sido estimado por especialistas. “Vai crescer porque as coisas estão acontecendo”, justificou. Folha cita que estimativa do boletim Focus, do Banco Central, para avanço do PIB neste ano é de 1,59%. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, por sua vez, prevê alta de 2,2%. |
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Eletroeletrônicos Valor Econômico noticia que os preços de eletroeletrônicos no varejo on-line do país caíram 6,3% no ano passado. É o que mostra o Índice de Preços Fipe/Buscapé para Eletroeletrônicos, indicador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal comparador de preços Buscapé.
O indicador, cujo resultado de 2023 foi divulgado para o Valor, mostra que os preços no setor operaram bem abaixo da média nacional ao longo do ano. Nesta quinta-feira, 11, o IBGE anunciou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, subiu 4,62% em 2023.
Varejo e serviços Valor Econômico aponta que o varejo fechou 2023 emitindo novos sinais de fraqueza, enquanto os serviços voltaram a registrar contração no último mês do ano, apontam os indicadores IGet de dezembro. Desenvolvidos pelo Santander com a GetNet, os índices acompanham mensalmente as receitas de estabelecimentos que utilizam, recorrentemente, a maquininha da marca.
O IGet do varejo ampliado (inclui veículos e material de construção) caiu 0,7% ante novembro, quando já havia recuado 1,7%. O IGet restrito foi de queda de 2,4% para contração de 1,9%. “A sinalização tem vindo mais fraca nos últimos meses, e dezembro não foi muito diferente”, diz Gabriel Couto, economista do Santander.
Perse Na Folha de S.Paulo, Painel S.A. indica que comer fora de casa deve pesar mais no bolso se o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mantiver o cancelamento do Perse, programa de retomada voltado a bares, restaurantes e eventos, para subsidiar a desoneração da folha. É o que afirma a ANR, associação dos restaurantes. A entidade critica a destinação de R$ 6 bilhões em isenções do Perse para bancar a desoneração. Sem esse dinheiro, sinaliza com alta de preços.
Além do refinanciamento de dívidas com descontos, o Perse concedeu isenção de PIS, Cofins, CSLL e Imposto de Renda até 2027. Fernando Blower, diretor-executivo da ANR afirma que esse pacote permitiu que o setor, endividado pela pandemia, mantivesse um fluxo de amortização de dívidas, absorvendo a alta da inflação dos alimentos.
Brasil-China O Globo avança sobre a realização do Brazil China Meeting, iniciativa LIDE e Valor Econômico, que aconteceu em Shenzhen e Hong Kong. Conforme o jornal, evento aponta caminho para estreitar relações comerciais entre o Brasil e o país asiático. No evento, empresas chinesas relataram investimentos já feitos no Brasil, projetos em andamento e o interesse de participar de leilões e parcerias público-privadas (PPPs). Além disso, grande parte dos palestrantes chineses destacou os bons resultados da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China em abril.
Exportação da indústria Valor Econômico relata que o comércio entre Brasil e Estados Unidos fechou 2023 com queda de receita de exportação e de corrente de comércio em relação a 2022, mas os embarques de bens industriais somaram US$ 29,9 bilhões – patamar histórico nas trocas bilaterais. A fatia de bens da indústria da transformação na pauta brasileira aos americanos subiu de 78,8% para 81% de 2022 para 2023. Os dados foram elaborados pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) com base na divulgação oficial da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic). As exportações de bens industriais aos EUA cresceram 1,2% no ano passado, enquanto que os embarques totais brasileiros nesse tipo de produto caiu 2,3%. O país se mantém como o maior destino da exportação brasileira de bens da indústria de transformação, com fatia de 16,9%.
Formação profissional O Globo assinala que o Brasil vai precisar formar novos quadros qualificados se quiser preencher vagas que vêm sendo abertas em inovação e tecnologia. A abordagem detalha que setor é considerado promissor para novas parcerias entre o país e a China, e a falta de pessoal é um dos problemas enfrentados pelas companhias que já atuam no país. O assunto foi discutido no Brazil China Meeting. Ao se referir ao problema, o presidente da Inovetech, Patrick Bumett, citou estudo recente da Google que aponta 750 mil postos na área de tecnologia que não são ocupados no Brasil por falta de trabalhadores qualificados.
123milhas Valor Econômico anota que a 123milhas conseguiu aval do Tribunal de Justiça de Minas Gerais para a liberação de mais R$ 23 milhões para cobrir despesas entre o fim de janeiro e maio deste ano. A liberação chegou mesmo diante dos peritos da recuperação judicial terem apontado que parte dos desembolsos de quantias liberadas anteriormente ainda não foram devidamente comprovados.
A falta de comprovação se refere a outra liberação, feita em novembro, no valor de R$ 25,5 milhões para o pagamento de despesas com vencimento até o dia 29 de janeiro. Ou seja, a 123milhas quer mais dinheiro antes de esclarecer o que fez com a quantia anterior. |
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‘Cabeça política’ O Estado de S. Paulo repercute na manchete que o presidente Lula apresentou o ex-presidente do STF Ricardo Lewandowski como futuro ministro da Justiça e Segurança Pública – ele assumirá o cargo em fevereiro.
Durante a cerimônia, Lula aproveitou para enaltecer a “cabeça política” de Flávio Dino, que vai deixar o cargo para assumir uma cadeira no STF. “Eu sempre sonhei que a gente deveria ter na Suprema Corte um ministro com a cabeça política, que tivesse vivenciado a política”, afirmou Lula.
“Ninguém que está lá tem a experiência política que tem o Flávio Dino. A experiência de deputado, de perder eleição, de ganhar eleição, de ser deputado federal, de ser governador duas vezes e, depois, senador”, disse o presidente. Demais impressos também noticiam o assunto. |
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| Ontem, o Ibovespa fechou com queda de 0,15%, aos 130.648 mil pontos. Wall Street também viu os índices ficarem próximos da estabilidade. O dia foi marcado pela inflação mais quente tanto aqui no Brasil, quanto nos EUA. O dólar caiu 0,34%, a R$ 4,874 na compra e a R$ 4,875 na venda. O euro, por sua vez, fechou o dia cotado a R$ 5,353 na compra e na venda, em queda de 0,23%. |
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