Monitor – 26 de outubro de 2023

Compartilhe:

Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo26/10/23 | nº 1018 | ANO V |  www.cnc.org.br
A coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC e publicada hoje em O Globo, trata sobre o auxílio das Federações do Comércio de Bens, Serviços e Turismo às populações atingidas pelos fenômenos do clima que vêm assolando o Norte e o Sul do Brasil.Em função da seca, o Sesc Amazonas promove campanha de arrecadação de mantimentos. Já em Santa Catarina, a Fecomércio, o Sesc e o Senac se mobilizaram para auxiliar pessoas atingidas pelas fortes chuvas.O conteúdo também pontua que o Sesc Mesa Brasil distribuiu 30 mil cestas de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade. Outra reportagem chama atenção para as Competições Senac de educação profissional em Vitória (ES).Em nota, o Diário Comercial (RJ) aponta que a Reforma Tributária foi tema da primeira reunião da nova composição da Câmara de Tributação e Finanças Públicas da Fecomércio-DF. O conteúdo reforça que a entidade defendeu a Emenda do Emprego, elaborada pela CNC, como vacina para os possíveis efeitos negativos da mudança no setor de serviços brasileiro.No Correio (RJ), a coluna Farol Econômico atenta que 10 mil vagas temporárias devem ser abertas na Bahia pelo comércio e turismo, para atender a demanda do Natal, Revéillon e o Verão, segundo um levantamento da CNC e da Fecomércio-BA.A coluna Minas S/A, em O Tempo (MG), registra que Nadim Donato, presidente do Sistema Fecomércio MG, será o próximo entrevistado da Minas S/A Liderança. Ele vai falar, entre outros assuntos, sobre a reforma tributária. O texto sublinha que a CNC faz parte do Sistema Fecomércio MG.
Mudanças no SenadoManchetes na Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico destacam que o relator da Reforma Tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou ontem seu parecer após três meses da aprovação na Câmara. O texto ganhou exceções benéficas a setores e atividades, além de garantir a estados mais R$ 20 bilhões anuais. Braga ainda propôs nova categoria de alíquota para profissionais liberais como advogados e médicos que estão fora do Simples Nacional. Entre exceções, há regimes diferenciados para serviços de saneamento e de concessão de rodovias. No setor automotivo, o texto prevê prorrogar, até 31 de dezembro de 2032, para empresas já habilitadas, benefícios fiscais para projetos aprovados até 31 de dezembro de 2024. CriseO Estado de S. Paulo trata sobre iniciativa do relator da Reforma Tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM) de dividir o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) segundo dois critérios. Dessa forma, 70% dos recursos serão distribuídos de acordo com o FPE (Fundo de Participação dos Estados), enquanto os 30% restantes serão destinados segundo o tamanho da população. A divisão privilegia estados do Nordeste e Norte, que recebem a maior parte dos recursos do FPE. Para evitar a discordância dos estados mais populosos, Braga decidiu incluir o critério populacional, o que desagradou os estados do Centro-Oeste. A medida também deverá desagradar os estados do Sul e ao Espírito Santo. A oposição às medidas representa um risco ao avanço da reforma, devido à proporção de representação dos estados no Senado. GovernadoresEm análise, Valor Econômico menciona que a Reforma Tributária ganhou ajustes para problemas que vinham incomodando os governadores. Primeiro, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) foi reforçado, passando de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões. Além disso, o Conselho Federativo foi redesenhado, perdendo os pontos que o faziam ser percebido como uma ameaça ao pacto federativo. Mudou de nome, passando a chamar Comitê Gestor, o que reforça seu caráter meramente técnico. Novas alteraçõesValor Econômico acrescenta que congressistas cogitam novas mudanças no texto da Reforma Tributária e não descartam um adiamento da votação, prevista para 7 de novembro na Comissão de Constituição e Justiça. O líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA), afirmou que o relator da proposta, Eduardo Braga, chegou a um texto “melhor do que o da Câmara”. Segundo ele, muitos trechos já foram combinados com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que foi o relator na outra Casa. Braga atendeu a pleito do próprio Alencar e recolocou a prorrogação por sete anos dos incentivos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para montadoras de veículos instaladas no Nordeste e Centro-Oeste, rejeitada por um voto na Câmara. CrescimentoValor Econômico comunica que a aprovação da Reforma Tributária pelo Senado pode fazer a economia brasileira crescer 2,4% anualmente, em média, pelos próximos dez anos, segundo o cenário básico do relatório Cenários de Longo Prazo da Tendências Consultoria. Já em cenário otimista, a projeção indica crescimento de até 3,1% ao ano. O principal elemento que guiou o novo relatório é a previsão de aprovação da reforma pelo Senado.  Por outro lado, num cenário pessimista, a instabilidade política afetaria a agenda econômica, com vitória eleitoral de grupos mais ortodoxos, o ambiente internacional fica mais adverso e há desaceleração mais brusca da atividade global. Taxação de fundosFolha de S.Paulo noticia que a Câmara aprovou ontem projeto de lei sobre a tributação dos chamados fundos exclusivos e das offshores, que só avançou após o governo confirmar a troca do comando da Caixa para beneficiar o centrão. Estimativa do governo com a proposta original era que, em 2024, os ganhos com as mudanças em fundos passariam de R$ 13 bilhões. O governo defende que a proposta, além de garantir mais arrecadação, busca alcançar mais justiça tributária. Com a aprovação, os lucros obtidos com recursos em offshores serão tributados em 15% sobre os ganhos, e integra pacote da uma vez por ano, independentemente de o indivíduo resgatar ou não esses investimentos e trazê-los ao Brasil. O Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense tratam sobre o tema. TetoCorreio Braziliense pontua que uma das novidades apresentadas pelo relator da Reforma Tributária no Senado, Eduardo Braga, é a criação de uma “trava” para impedir que haja elevação da carga tributária.  Conforme a proposta, a trava vai funcionar a partir de um teto de referência, definido com base na média da arrecadação de 2012 a 2021, apurada como proporção do PIB.  A criação do dispositivo permitirá que a alíquota de referência dos tributos seja reduzida, caso a carga total exceda o teto. Desoneração da folhaFolha de S.Paulo relata que o plenário do Senado aprovou ontem projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia. A proposta estende o benefício fiscal para 31 de dezembro de 2027. Na sessão de ontem, o relator do projeto, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), apenas fez ajustes pontuais no parecer que havia sido apresentado na semana passada e aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos. O Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense tratam sobre o tema. CompensaçãoO Globo situa que a equipe econômica tem medidas compensatórias para eventuais frustrações na expectativa de arrecadação com as propostas encaminhadas pelo governo ao Congresso, segundo a ministra do Planejamento, Simone Tebet. Uma das formas de redução das receitas previstas é a mudança de alíquotas pelos parlamentares. Ainda há a possibilidade de a projeção inicial de arrecadação dos projetos não se confirmar quando entrarem em vigor. GMFolha de S.Paulo registra que o corte da General Motors atingiu 800 funcionários na fábrica de São José dos Campos (SP), 200 na planta de São Caetano do Sul (SP) e 100 na de Mogi das Cruzes (SP), de acordo com sindicatos dos metalúrgicos. A montadora confirmou os desligamentos, mas não informou o número de demitidos. De acordo com a GM, a medida foi adotada em razão da queda nas vendas e nas exportações. O diário paulista cita que as três unidades da GM estão totalmente paradas, por tempo indeterminado, por causa da greve iniciada nesta segunda-feira (23). O Estado de S. Paulo também aborda o assunto.
ContribuiçõesValor Econômico expõe que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou julgamento que pode reduzir a arrecadação do Sistema S. Os ministros decidem se a base de cálculo das chamadas “contribuições de terceiros” ou “parafiscais” deve ficar limitada a 20 salários mínimos. São essas contribuições que financiam o Sistema S – como Sesc, SENAI e Sebrae. Têm peso de, em média, 5,8% para os contribuintes e a Receita Federal exige que esse percentual seja aplicado sobre toda a folha de salários. O que se discute é se essa exigência está correta e deve permanecer ou se os contribuintes têm razão em defender um limite para a cobrança. Prevalecendo a limitação, a alíquota de 5,8% teria de ser calculada sobre um teto máximo de R$ 26,4 mil.Capital humanoJosé Pastore, em O Estado de S. Paulo, trata sobre capital humano e formação profissional, citando que desde a década de 1940, milhões de trabalhadores e seus familiares vêm sendo atendidos pelo SENAI, Senac, Senar, SESI e Sesc. Ainda assim, essas entidades têm sofrido permanentes ameaças de cortes dos seus recursos. “O Brasil precisa de mais instituições desse tipo. Nada justifica asfixiá-las”, conclui.Remessa ConformeFolha de S.Paulo informa que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou a cobrança de uma alíquota de 28% do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50, hoje isentas, para estimar o potencial de arrecadação do programa Remessa Conforme nos próximos anos.O dado consta em uma nota técnica da Receita Federal, a que a Folha teve acesso depois de a informação ter sido publicada pelo portal Jota, que também prevê queda nas importações.ChinaPainel S.A., na Folha de S.Paulo, revela que um grupo de pequenos e médios empresários retornou ao Brasil nesta semana após cerca de 20 dias na China. A excursão foi liderada por Ricardo Nunes, fundador da Ricardo Eletro que, após deixar o comando do grupo, passou a ajudar empresários a fazerem negócios no exterior.Na China, eles fecharam R$1 bilhão em importações, quase o triplo do que conseguiriam operando o Brasil. Foi o que disseram os empresários do ramo de casas pré-fabricadas, material de construção, máquinas e equipamentos, brindes e utensílios domésticos.Viagens corporativasValor Econômico publica que as passagens aéreas mais caras têm feito a receita do setor de viagens corporativas superar o faturamento do período pré-pandemia. Foram 469 mil bilhetes vendidos em setembro, 16% abaixo do registrado em igual mês de 2019. Mas, em valor, o aumento é de 27%, para R$ 1,264 bilhão.Os dados foram divulgados ao Valor pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). Os serviços aéreos, que representam 60% do mercado de turismo corporativo, faturaram em setembro R$ 818 milhões, frente a R$ 788 milhões em setembro de 2022 e R$ 644 milhões no mesmo mês de 2019.EmpréstimoPainel S.A. (Folha) indica que a farmacêutica mineira Hypofarma é a primeira a obter financiamento do BNDES com juros de TR [Taxa Referenciada], cerca de 2% ao ano. O banco diz que a operação está alinhada com a política de neoindustrialização do governo Lula.Os recursos vão subsidiar o desenvolvimento de 43 novos medicamentos, sendo 13 anti-infeciosos e 6 remédios de combate ao câncer com valor de R$ 11,4 milhões. Além de inovação, o apoio também incluiu a ampliação de capacidade produtiva da fabricante. O empréstimo total é de R$ 37 milhões.Baixa rendaMercado S/A, no Correio Braziliense, divulga que para 30% dos brasileiros, o salário não é suficiente para chegar ao fim do mês e 38% têm dificuldade para gerenciar o dinheiro, segundo estudo feito pela FSB Holding e encomendado pela CNI. A coluna pontua que a baixa renda associada à falta de educação financeira são problemas crônicos do país.
Caixa Econômica FederalManchete no Correio Braziliense ressalta que o presidente Lula demitiu ontem a presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano. Ele indicou o aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e funcionário de carreira, Carlos Antônio Vieira Fernandes. A reportagem lembra que essa era uma das exigências de Lira para fazer parte, definitivamente, do governo. Também é o preço para destravar pautas importantes do Palácio do Planalto no Congresso, como o projeto de lei das offshores e a Reforma Tributária. Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico abordam o assunto.Derrota O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo reportam que o Senado rejeitou ontem a indicação de Igor Roque para o comando da Defensoria Pública da União (DPU), em uma derrota para o governo Lula no Congresso.Foram 35 votos favoráveis à escolha de Roque e 38 contrários. Como a votação é secreta, não é possível saber como cada um dos senadores votou.Foi a primeira indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que foi rejeitada pelo plenário do Senado.
Ibovespa fechou com queda de 0,82%, ontem, aos 112.829,97 pontos. O índice foi puxado, principalmente, pelo mau humor lá fora, com o crescimento do sentimento de aversão ao risco. O dólar encerrou o dia com alta de 0,16%, cotado a R$ 5,002 na venda e R$ 5,001 na compra. Em sentido inverso, o euro caiu 0,08%, sendo comprado a R$ 5,285 e vendido a R$ 5,286.

Valor EconômicoRelator da reforma tributária no Senado acolhe demandas setoriais e de governadoresO Estado de S. PauloRelator cede e amplia brechas para aliviar taxação de setoresFolha de S.PauloReforma Tributária amplia exceções e avança no Senado Globo
Acordo no Senado cria novas exceções na Reforma TributáriaCorreio BrazilienseCaixa sob o comando de Lira e do Centrão

Leia também

Rolar para cima