ENTREVISTA: Carlos Massa Ratinho Junior

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No início do seu governo foi realizado o lançamento do programa Voe Paraná. Que avanços citaria?

O Voe Paraná foi uma iniciativa do governo reduzindo custos para a operação. Com isso, as empresas estão ampliando voos em grandes aeroportos, como Curitiba e Foz do Iguaçu, chegando a aeroportos médios, como Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel, e também chegando até pequenos aeródromos como Guaíra, União da Vitória, Telêmaco Borba, Pato Branco e Toledo. Em paralelo, estamos trabalhando na melhoria dos aeroportos. Estamos construindo um novo terminal em Ponta Grossa, e a nova concessão dos aeroportos prevê investimentos de mais de  R$ 1,5 bilhão, em Foz, Londrina, Curitiba/ Bacacheri e Afonso Pena.

O turismo foi o setor mais impactado pela pandemia. Como estavam os avanços do setor?

O turismo foi, sim, um dos primeiros setores a sentir o forte impacto econômico da pandemia da Covid-19. Em 2019, os números eram muito positivos, mas, infelizmente, as medidas de restrições e suspensão de serviços foram necessárias para conter a doença. Até outubro de 2019, o Paraná apresentava o segundo maior crescimento turístico do Brasil (5,4%), superando, inclusive, a média nacional (1,5%). No período, o estado também teve um aumento de 23% de empresas que aderiram ao cadastro de prestadores de serviços turísticos (Cadastur), o que representa mais 1.183 registradas. O estado também marcou presença em pelo menos 30 eventos do setor.

Como estão os esforços do governo para incentivar a retomada das atividades?

Em março do ano passado, quando a pandemia atingiu o País, começamos um trabalho por meio da Paraná Turismo, autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), com levantamento de trabalhos específicos, visando à retomada da atividade. A primeira iniciativa foi firmar parcerias com as principais instituições envolvidas com o setor no estado. O projeto de retomada do turismo envolve também o apoio para o cadastramento junto ao selo do turismo responsável; a elaboração conjunta dos manuais de conduta segura para enfrentamento da Covid-19; e a estruturação das campanhas de promoção e divulgação do  turismo nos 12 polos emissores mapeados com base nas regiões turísticas do estado.

Quais as expectativas para essa retomada?


Seguimos as experiências de países que entraram na pandemia antes do Brasil, que indicavam que o turismo em áreas naturais, a uma distância de 200 quilômetros do mercado emissor, seria por onde reiniciaria a atividade, com pessoas viajando com seu grupo social, família ou amigos. Ou seja, o turismo que mais vai crescer no País é o turismo com atividades ligadas à natureza, ao meio ambiente. E o Paraná tem muitas áreas que podem ser exploradas com o turismo de natureza.

 

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