De acordo com a Pesquisa de Avaliação Nacional dos Egressos Senac, ano base de 2019, sete em cada dez ex-alunos formados pelo Senac entram no mercado de trabalho. Os dados, que refletem a importância da valorização da qualificação dos trabalhadores, foram apresentados pelo diretor-geral do Departamento Nacional do Senac, Sidney Cunha, durante audiência pública que comemorou o Dia Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, celebrado anualmente em 23 de setembro.
m comemoração aos 112 anos da Educação Profissional, senadores e deputados debateram avanços e desafios do ensino técnico no Brasil. O evento foi uma iniciativa da deputada e professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), autora do projeto de lei que originou a Lei nº 14.139/21, que instituiu a data comemorativa, e do Senador Izalci Lucas, vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação.
Em seu discurso, o diretor-geral do Senac ressaltou a importância da Educação Profissional como política de desenvolvimento econômico e social no Brasil, destacando os 75 anos de atividades da instituição, que correspondem a 2/3 da trajetória da educação profissional no Brasil. Cunha lembrou que, de 1947 a 2020, o Senac formou cerca de 72 milhões de brasileiros.
Ao agradecer à deputada Dorinha pela proposta legislativa, Cunha apontou a importância da data para uma profunda reflexão sobre os rumos da educação profissional e tecnológica no Brasil. Ele destacou a presença do Senac também na Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, especialmente na exposição de projetos, pesquisas e tecnologias educacionais.
De acordo com o diretor-geral, as recentes mudanças no Ensino Médio, na Lei no 13.415/2017, são uma oportunidade de inserir ainda mais jovens no mercado, mas advertiu: “Somos, por força regulamentar, ente de apoio do Poder Público em assuntos relacionados à formação de trabalhadores. Estamos abertos a todas as políticas de Estado que, responsavelmente, busquem a equidade e a qualidade da educação básica, técnico-profissional ou superior”, explicou.
Os desafios da pandemia e a adequação da Instituição aos novos tempos foram citados por Cunha. “Mergulhamos firmes na inserção de tecnologias digitais em salas de aula, capacitamos nossos docentes e estamos avançando na oferta da educação flexível, apoiado em nossa expertise na Educação a Distância, na qual orgulhosamente fomos pioneiros com a Universidade do Ar”, afirmou.
Ele também citou o novo Programa de Aprendizagem Profissional, as novas trilhas formativas para TI, a atualização contínua do portfólio de cursos e o Programa Senac de Gratuidade (PSG), que atendeu a cerca de três milhões de pessoas de baixa renda em cursos gratuitos, de 2009 a 2020, com 71,7% de taxa de inserção produtiva.
Além do executivo do Senac, participaram do evento, como palestrantes, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC), Tomás Sant’Ana; o vice-presidente de Assuntos Acadêmicos do Conselho Nacional da Rede Federal de Institutos Federais de Educação, Cícero do Nascimento Lopes; o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi; a diretora nacional do Sest/Senat, Nicole Goulart; o diretor de Inovação e Conhecimento do Senar, André Vicente de Sanches; a diretora-presidente do Fórum BrasilTec, Cleunice Matos Rehem; e o coordenador do Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza (Governo de SP), Almério Melquíades de Araújo.