Monitor – 11 de outubro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo11/10/23 | nº 1008 | ANO V |  www.cnc.org.br
Folha de S.Paulo expõe que uma cesta com 11 bens e serviços associados ao Dia das Crianças deve acumular, em 12 meses até outubro, inflação de 7%, conforme a CNC. A entidade fez a estimativa a partir dos dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), disponíveis até setembro e divulgados pelo IBGE.A reportagem pontua que a inflação acumulada pela mesma cesta de 11 bens e serviços do Dia das Crianças em 2022 havia alcançado 9,9% nos 12 meses até outubro. A alta prevista para 2023 (7%) é a menor em três anos. Apesar da desaceleração, a inflação da data tende a ficar acima do IPCA-15 como um todo.Fabio Bentes, economista sênior da CNC, atribui a desaceleração dos brinquedos a uma combinação de dois fatores. O primeiro é o nível elevado dos juros, que esfria a demanda por bens e serviços, dificultando o aumento dos preços. O segundo é a trégua do dólar, que alivia os custos de produção na indústria.O tema é repercutido, com manchete, no Diário do Litoral (SP)Tribuna Independente (AL) e Gazeta de Alagoas (AL).Em paralelo, Monitor Mercantil (RJ) atenta que as vendas do comércio varejista para o Dia das Crianças devem somar R$ 8,44 bilhões este ano, uma alta de 1,2% em relação ao desempenho do ano passado, já descontada a inflação do período, segundo dados da CNC.
Renda e consumoManchete no Valor Econômico situa que o crescimento de agregados de renda importantes para a economia ajuda a explicar a força e a surpresa com o desempenho da atividade e, especificamente, do consumo das famílias brasileiras em 2023. O próprio Banco Central tem destacado o cenário, ao se preocupar com os impactos do movimento sobre a inflação. Na ata de sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) listou a “elevação da renda disponível” como um dos motivos para o crescimento ter se mostrado mais resiliente nos últimos trimestres. Segundo o Copom, uma possibilidade “é que a elevação de renda disponível, seja em função do dinamismo do mercado de trabalho, da queda de preços de alimentos ou de programas de transferência de renda, também tenha fornecido algum suporte para o consumo”. AdiamentoCorreio Braziliense registra que o relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019, da Reforma Tributária, adiou mais uma vez o cronograma de trabalho, transferindo do dia 18 para dia 24 deste mês a data de apresentação do parecer. O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), vê a criação do Comitê Gestor, em substituição ao Conselho Federativo, como consenso entre as 388 emendas que recebeu ao texto. Valor Econômico também aborda o tema. Conselho FederativoFolha de S.Paulo comunica que relator da Reforma Tributária no Senado, Eduardo Braga, propôs ontem a limitação dos poderes do Conselho Federativo. Ele defende que o conselho seja transformado em “comitê gestor”, como o Comitê Gestor do Simples Nacional. No caso do Simples, a função é de regulamentar apenas determinados aspectos previstos na legislação relacionada ao tema. Segundo Braga, a mudança tem sido bem recebida por governadores. O Globo avança em frente semelhante. ExceçõesO Estado de S. Paulo publica que boa parte das emendas apresentadas pelos senadores à proposta de Reforma Tributária cria novas exceções e regimes diferenciados. Conforme levantamento do movimento Pra Ser Justo, das 310 emendas apresentadas, 65,5% possuem um teor considerado negativo e prejudicariam o funcionamento do novo imposto que será criado com a reforma. A pesquisa detalha que 46% das emendas apresentadas, se aprovadas pelo Senado, aumentariam a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para o consumidor final. GovernadoresO Globo traz que os governadores de estados do Sul e do Mato Grosso do Sul se reuniram com o relator da Reforma Tributária, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) para discutir detalhes do texto. Eles pediram que os critérios de distribuição do Fundo de Desenvolvimento Regional já estejam determinados na PEC e que seja considerado o peso populacional das regiões para divisão dos recursos. Correio Braziliense também trata sobre o assunto. FATO Globo veicula que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) busca internamente o apoio da Fazenda para pôr fim ao direcionamento de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a Previdência Social. A intenção é destinar mais dinheiro para o BNDES. A pasta também quer a devolução de R$ 76 bilhões ao Fundo até 2032. O banco apoia a proposta e tenta usar o Ministério do Trabalho para convencer o restante do governo. O MTE propõe que a mudança seja prevista no texto da Reforma Tributária e a finalidade seria “reconstituir” a função do FAT, nas palavras do ministério, pois a vinculação para cobrir parte do rombo da Previdência tira recursos e enfraquece os projetos do BNDES. Taxação de fundosO Globo relata que projeto de lei que vai taxar fundos de investimentos exclusivos e offshore será votado na terça-feira (17), segundo líderes partidários. Até a semana passada, a previsão era que a votação ocorresse apenas no dia 24, após o retorno do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ao Brasil. No entanto, em acordo fechado ontem, partidos da base do governo e do Centrão decidiram votar a matéria sob a presidência do vice Marcos Pereira (Republicanos-SP). O Estado de S. Paulo trata sobre o tema. FMINa Folha de S.Paulo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou projeção para o crescimento da economia do Brasil em 1 ponto percentual para refletir resultados surpreendentes do primeiro semestre, com alta também na estimativa para 2024. No relatório Perspectiva Econômica Global nesta terça-feira (10), o FMI citou “agricultura dinâmica e serviços resilientes no primeiro semestre de 2023”, como motivos para elevar a projeção de expansão do PIB este ano a 3,1%. Em julho, a previsão do fundo foi de 2,1%. O Fundo também melhorou seu cenário para 2024, vendo agora um crescimento do PI B de 1,5%, contra 1,2% antes. O Estado de S. Paulo e Valor Econômico também repercutem. Reação da indústriaValor Econômico destaca reação da indústria em agosto, espalhada por todo o país, segundo dados do IBGE. Dos 15 locais pesquisados, nove tiveram alta, em relação a julho, embora a principal influência tenha vindo de São Paulo, com expansão de 3% da produção. Na média brasileira, o crescimento foi de 0,4%. Valor ressalta que desempenho não repõe perdas recentes. O patamar de produção está abaixo do que era observado antes da pandemia em oito dos 15 locais. Conforme os dados do IBGE, a indústria brasileira como um todo opera em nível 1,8% abaixo de fevereiro de 2020. E essa situação ainda é melhor que em julho, quando só três locais operavam acima do nível de fevereiro de 2020.Formação profissionalEm suplemento Especial – 360º Época NegóciosValor Econômico expõe que companhias têm destacado a importância de suas equipes para a atividade. A reportagem menciona o exemplo da RIP, que tem “escolinhas” de refratários, pintura, mecânica, entre outros, em parcerias com organizações como prefeituras, SENAI e Senac.
Vendas sobemApós cinco quedas consecutivas, as vendas no varejo brasileiro subiram 1,6% em setembro ante setembro do ano passado, segundo o Índice de Atividade Econômica Stone Varejo, cujo resultado foi antecipado ao Valor EconômicoEm agosto, as vendas no indicador haviam caído ante 2,1% ante mesmo mês em 2022. Na comparação com agosto, as vendas subiram 0,7% em setembro.Para o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone responsável pelo indicador, Matheus Calvelli, os resultados indicam melhora de vendas no setor no quarto trimestre de 2023. “O varejo é muito resiliente. ‘Sofreu’ o ano inteiro e agora está se recuperando no fim do ano.”DeflaçãoNo Estado de S. Paulo, a Coluna do Broadcast avança que os preços de brinquedos e de calçados caíram no período que antecede o Dia das Crianças. Os brinquedos tiveram deflação de 6,56%. Já o preço dos calçados recuou 8,3%. O levantamento foi realizado em agosto e em setembro pela empresa de monitoramento Precifica em 24 plataformas de comércio eletrônico do Brasil com 845 vendedores. O preço médio dos brinquedos ficou em R$ 291,67, enquanto o dos calçados, em R$ 218,73.Azul e GolValor Econômico traz que a Azul registrou crescimento de 18,7% no tráfego de passageiros (RPK, na sigla em inglês) em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2022, enquanto a concorrente Gol teve aumento de 6,7% na demanda. Os números foram divulgados nesta terça-feira, nas prévias operacionais das duas companhias.No resultado consolidado do terceiro trimestre, a Gol registrou alta de 8,2% na demanda. Pelo lado da oferta de assentos, a Azul registrou avanço 15% e sua taxa de ocupação ficou em 81,7%, alta de 2,6 pontos percentuais.CVC sobe A Coluna do Broadcast (Estadão) noticia que a empresa de turismo CVC liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 16,48% ontem, um dia mais positivo com o maior apetite a risco. O economista-chefe da Messem Investimentos, Gustavo Bertotti, disse que “o dólar mais baixo barateia o custo da operação” e que a CVC deve ter um segundo semestre melhor por conta das festas de fim de ano. A companhia de turismo ainda acumula queda de 30,73% em 2023.Passagens de ônibusFolha de S.Paulo aponta que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deve aprovar na sessão desta quarta-feira (11) uma parceria entre a Águia Branca e o grupo JCA para criar a Busco, uma plataforma online para venda de passagens de ônibus interestaduais. A aprovação ocorrerá graças a um acordo firmado entre as empresas e a autoridade antitruste que limita as atividades da Busco.Entre as restrições está a proibição de empresas que não pertencem a um dos dois grupos de vender passagens na plataforma para o eixo Rio-São Paulo por um determinado período. O acordo foi capitaneado pelo relator do caso, conselheiro Luiz Hoffmann, e deve ser ratificado pelos demais integrantes do tribunal administrativo da autarquia.
Orçamento secretoO Globo traz que ministros indicados por MDB, PSD e União Brasil abastecem prefeituras e governos estaduais de aliados com o repasse de recursos que integravam o antigo orçamento secreto.Até agora, foi reservado R$ 1,6 bilhão de um total de R$ 4,8 bilhões herdados pelas pastas das Cidades, da Agricultura e da Integração e Desenvolvimento Regional. Marco temporalO Estado de S. Paulo veicula que a Advocacia-Geral da União (AGU) deve aconselhar o presidente Lula a vetar parte da lei que estabelece o marco temporal para demarcação de terras indígenas.A ideia é respeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu pela inconstitucionalidade do marco no dia 21 de setembro, e evitar atrito com o Senado, retirando o Executivo do palco da disputa.‘Anti-STF’O Globo repercute que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sinalizou que as iniciativas do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSDMG), que articula a votação de pautas incômodas ao STF, não avançarão na Casa comandada por ele.A ministros da Corte, Lira se mostrou contrário a dar andamento aos projetos que limitam as decisões individuais de ministros e impõem mandatos, duas iniciativas que vêm ganhando força entre senadores. Segundo o jornal, Lira tem buscado uma aproximação com o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, a quem fez chegar seu ânimo contrário às propostas.RepatriadosNo noticiário internacional, o conflito no Oriente Médio segue em evidência. Principais impressos destacam a operação da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar brasileiros que estão em Israel e nos territórios palestinos ocupados.Até sábado, pelo menos 900 pessoas devem embarcar em um dos cinco voos previstos para deixar a capital israelense.IsraelSobre a escalada da guerra, O Estado de S. Paulo detalha que, após anunciar que recuperou o controle de cidades do sul do país, Israel dividiu sua atenção com as fronteiras com o Líbano e a Síria, no norte, de onde partiram foguetes e mísseis contra seu território.Projéteis foram disparados do Líbano em direção à Galileia. Não houve danos ou feridos. Pelo menos um desses disparos foi de um míssil antitanque reivindicado pelo Hezbollah.
O Ibovespa fechou em alta de 1,37% ontem,  aos 116.736 pontos, acompanhando o que foi visto no exterior, com notícias positivas provindas dos Estados Unidos e da China minimizando o temor ainda existente de uma escalada dos conflitos no Oriente Médio. Frente ao real, o dólar caiu 1,44%, a R$ 5,056 na compra e na venda. O euro também seguiu em queda, de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,361 na compra e R$ 5,362 na venda.

Valor EconômicoRenda disponível das famílias cresce com força no ano e sustenta consumoO Estado de S. PauloIsrael retoma o sul, mas sofre ataques do Hezbollah no norte
Folha de S.PauloIsrael diz ter matado 1.500 do Hamas; fronteira ainda é riscoO GloboPaís traz 1º voo com brasileiros de Israel e busca saída para os que estão em GazaCorreio BrazilienseBrasil vai resgatar 900 pessoas do horror da guerra

 

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