Monitor – 29 de agosto de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo29/08/23 | nº 977 | ANO V |  www.cnc.org.br
Mídia online (Agência BrasilValor OnlineIstoÉ Dinheiro OnlineBOL) noticia que, segundo a CNC, o nível de endividamento do brasileiro caiu pela primeira vez em sete meses e chegou a 78,1% das famílias em julho. É o menor índice desde janeiro (78%). Um dos fatores que levaram a essa diminuição, segundo a CNC, é o programa Desenrola Brasil, criado pelo governo federal para estimular e renegociação de dívidas e limpar o nome do consumidor de cadastros restritivos de crédito.
Super-ricos Principais jornais destacam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (28) uma medida provisória para taxar rendimentos de fundos exclusivos, dos chamados “super-ricos”, e enviou um projeto de lei para tributar offshores. As medidas foram tomadas para obter novas receitas e, segundo o governo, corrigir distorções na legislação. Parte dos recursos será usada para compensar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.As medidas para apertar a tributação dos investimentos da parcela mais rica da população atingem aplicações que somam quase R$ 2 trilhões e têm potencial de arrecadação de R$ 45 bilhões de 2023 a 2026. Para 2024, quando o governo tem a meta de zerar o rombo das contas públicas, o governo espera arrecadar R$ 20,33 bilhões com duas propostas. Somente no exterior, os ativos dos chamados offshore somam R$ 1 trilhão. Já os fundos exclusivos acumulam R$ 756,8 bilhões em aplicações no Brasil.DéficitFolha de S.Paulo avança sobre meta de zero déficit em 2024 do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vista com ceticismo não só pelo mercado, mas também por ministros, técnicos do próprio governo e congressistas. Até mesmo a ministra do Planejamento, Simone Tebet, em reunião, já enfatizou os obstáculos de conseguir a aprovação de tantas medidas para ampliar a arrecadação. Tebet chegou a argumentar que uma meta de déficit de 0,5% do PIB seria mais crível. O próprio mercado projeta um resultado negativo de 0,75% do PIB para o ano que vem, segundo o Boletim Focus, do Banco Central. ReformasManchete no Valor Econômico mostra que, para executivos reunidos ontem, no evento de premiação do Valor 1000, que destaca as companhias com melhor desempenho em 27 setores da economia, as reformas em curso trazem sinais positivos. O CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, por exemplo, afirmou que 2024 chegará com “condições muito melhores para expansão do crédito, retomada e expansão da atividade, com uma inflação controlada e condições de mercado melhores”. Já Sérgio Kariya, CEO da Mills, destacou que perspectiva mais positiva para os negócios inclui, além das reformas, iniciativas como o PAC 3 como catalisador de crescimento. MunicípiosO Globo repercute estudo publicado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indicando que se a Reforma Tributária aprovada pela Câmara fosse colocada em prática de uma vez, com base na arrecadação fiscal de 2022, 82% dos municípios do país ganhariam receitas. Ainda conforme o levantamento, no caso dos estados, 60% sairiam ganhando. Dois terços (67%) da população vivem nas cidades ganhadoras. O estudo levou em conta a transição de 50 anos, prevista na proposta em tramitação no Senado. No entanto, 32 municípios correm o risco de perder arrecadação. Os maiores perdedores são as prefeituras com as maiores receitas tributárias por habitante, como São Francisco do Conde (BA), onde fica a Refinaria de Mataripe, principal fabricante privada de combustíveis do país. O Estado de S. Paulo, Valor Econômico e Correio Braziliense abordam o assunto. DesoneraçãoO Globo reporta que a proposta que prorroga a desoneração da folha de pagamentos para os setores que mais empregam na economia brasileira deve ser votada hoje na Câmara. Por outro lado, a ideia de diminuir a contribuição previdenciária dos municípios, “jabuti” inserido posteriormente no projeto de lei, deve ser apreciada de forma separada, como emenda. A informação foi confirmada pelo líder do governo na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), e a relatora do projeto, Any Ortiz (Cidadania-RS). InflaçãoValor Econômico veicula que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, comentou ontem o último número de inflação do IPCA-15, divulgado na sexta-feira (25). Segundo ele, retomada na alta do indicador já era esperada. O dirigente reconheceu a piora em alguns componentes, mas afirmou que serviços não “vieram ruins”. Campos Neto citou, por exemplo, que a “alimentação no domicílio está caindo”. O IPCA-15 fechou agosto com alta de 0,28%, acima do previsto por agentes econômicos. Com isso, o índice acumulou elevação de 4,24% em 12 meses e de 3,38% nos primeiros sete meses de 2023.Rotativo Folha de S.Paulo e O Globo relatam que o juro médio do cartão de crédito rotativo chegou a 445,69% ao ano, considerando o acumulado até julho de 2023, informou ontem o Banco Central. Em junho, a taxa média estava em 437%. Essa alta se dá na contramão da trajetória da Taxa Selic, que no início deste mês foi reduzida em 0,5 ponto percentual, a 13,25% ao ano. O Ministério da Fazenda vem articulando com representantes dos bancos e entidades do setor financeiro alternativas para a taxa de juros cobrada nas operações com o cartão de crédito rotativo.Agora, a pasta está apoiando um projeto de lei no Congresso, que limitará o rotativo do cartão de crédito.A Folha afirma que a solução para os altos juros do rotativo do cartão de crédito esbarra em interesses conflitantes de diferentes segmentos do mercado financeiro e em uma intensa disputa que vem sendo travada nos bastidores nas negociações com o governo Lula, o BC e o Congresso. O grande entrave está no esboço dessa reformulação. De um lado, os bancos defendem que alterações no rotativo passem por um redesenho do parcelamento de compras sem juros. De outro, empresas de maquininhas de cartão contestam a correlação feita entre os dois temas e defendem que o parcelado sem juros não entre em pauta.O grande varejo, por sua vez, admite uma limitação gradual nas compras parceladas sem juros, enquanto representantes da indústria do cartão, que inclui emissores e bandeiras, falam em corrigir distorções e aperfeiçoar a modalidade.Inadimplência Valor Econômico conta que, apontada como uma das alternativas para ajudar a solucionar o problema dos juros altos no cartão de crédito, a modalidade parcelada do instrumento atingiu um nível recorde de inadimplência. Dados do BC mostram que a inadimplência no parcelado atingiu 10,3% em julho, maior nível da série histórica iniciada em março de 2011. A taxa de juros nessa linha está em 198,4% ao ano, bem perto do recorde de 200,5% atingido em abril deste ano.A taxa não fica nem mesmo dentro do teto de 100% que o deputado Alencar Braga (PT-SP) quer estabelecer se os bancos não apresentarem em 90 dias uma proposta para reduzir o juro do rotativo. Relator do projeto de lei do programa de renegociação de dívidas Desenrola, do governo federal, ele fez uma emenda ao texto, que pode ser votado na Câmara nesta semana.
PMEsColuna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) registra que a movimentação financeira das pequenas e médias empresas (PMEs) do comércio recuou 8,2% em julho de 2023 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs. É o quarto mês consecutivo de queda e o pior resultado do setor do ano. A redução foi disseminada entre os três grandes segmentos do comércio: atacado, varejo e venda e reparação de veículos.Cartão de créditoA coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) registra que o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), João Galassi, quer que, nas compras feitas com cartão de crédito à vista, as redes varejistas também recebam à vista. Hoje, o dinheiro da compra só bate no caixa do mercado depois de um mês, a menos que o lojista faça uma antecipação junto a maquininhas ou bancos, pagando uma taxa que chega a 15% de desconto.Galassi disse ao jornal que pretende sentar à mesa de negociação comandada pelo Banco Central e pela Febraban (Federação dos Bancos) que hoje discute o fim do rotativo e o parcelamento com juros. Para ele, é uma falácia discutir juros no parcelado.123milhas Valor Econômico relata que a 123milhas realizou demissões em massa nesta segunda-feira em ao menos três setores, de compra, promo e emissão, segundo pessoas a par da situação. A companhia também virou alvo de uma avalanche de ações movidas por consumidores de todo o país. Só em Minas Gerais, onde fica a sede da empresa, foram abertos 708 processos entre 18 de agosto, quando a empresa suspendeu a emissão de passagens e dos pacotes da linha promocional, e o dia 24, segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado. A média foi de 4,2 processos abertos por hora.Natura e The Body ShopPrincipais jornais informam que o conselho de administração da Natura & Co autorizou a diretoria da companhia a explorar “alternativas estratégicas” para a The Body Shop, marca do grupo com atuação predominante na Europa. As opções incluem a venda dessa unidade de negócios.Há cerca de um mês, alguns bancos de investimento já haviam publicado relatórios mencionando a possibilidade de venda desse ativo e reposicionando suas expectativas de preço para a companhia. Com o anúncio, a ação da empresa chegou a ser a segunda mais negociada no pregão de ontem da B3, com ganho de mais de R$ 1 bilhão em valor de mercado em menos de 30 minutos. No fim do dia, os papéis fecharam em alta de 2,22%.
Caixa Nota na coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) afirma que o governo decidiu que a ex-deputada federal Margarete Coelho (PP-PI) será a presidente da Caixa Econômica Federal, substituindo Rita Serrano. A mudança ocorre como parte da reforma ministerial que o presidente Lula quer adiar para o próximo ano, mas que vem sendo forçado a fazer pelo Congresso para destravar votações de projetos importantes. Margarete Coelho foi vice-governadora do Piauí, é ligada a Lira e ao ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Atualmente, ela é diretora de Administração e Finanças do Sebrae STFO Globo expõe que o presidente Lula começou a consultar políticos sobre nomes cotados para a vaga da ministra Rosa Weber, que se aposenta do STF em pouco mais de um mês. Os dois favoritos são o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas. Ambos estão empenhados para mostrar alinhamento a pautas progressistas. O movimento ocorre na esteira das duras críticas recebidas por Cristiano Zanin, após uma série de decisões consideradas conservadoras. Conforme O Globo, pressão da esquerda pela indicação de uma mulher não surtirá efeito.
O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,01% cotado a R$ 4,87. Euro subiu 0,13%, chegando a R$ 5,27. A Bovespa operou com 117.120, altade 1,11%. Risco Brasil em 210 pontos. Dow Jones subiu 0,62% e Nasdaq teve alta de 0,84%.

Valor EconômicoAvanço de reformas é visto com otimismo e cautela por líderes empresariais O Estado de S. PauloGoverno busca R$ 45 bi extras com nova taxação de mais ricosFolha de S.PauloLula assina MP para cobrar imposto sobre fundos de super-ricos O GloboGoverno taxa fundos e corre para viabilizar meta do arcabouço Correio BrazilienseGoverno taxa super-ricos para aumentar arrecadação

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