Agenda econômica Com chamada de capa, O Globo ressalta que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem enfrentado forte resistência, especialmente na Câmara, à agenda de medidas que pode viabilizar o arcabouço fiscal por meio do aumento de receitas. A reportagem lembra que a própria regra fiscal ainda não foi aprovada por completo e a votação final pelos deputados está prevista para terça-feira (22). O Globo cita que “clima azedou” após Haddad reclamar de poder da Câmara. Líderes da Câmara e o presidente Arthur Lira (PP-AL) resistem à aprovação da taxação de fundos offshore, que já está em discussão na Casa. Dificuldades estão previstas também com a mudança na tributação dos fundos exclusivos e no Juro sobre Capital Próprio (JCP) e as discussões sobre os descontos nos impostos federais dados automaticamente quando os estados reduzem o ICMS sobre o custeio de empresas. Offshore O Estado de S. Paulo reporta que debate na cúpula da Câmara avalia enquadrar a taxação de investimentos feitos por empresas e fundos fora do país (offshore) como “jabuti” para retirar proposta defendida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, da medida provisória que corrige o valor do salário mínimo. Um parecer técnico da consultoria da Casa pode ser usado para a retirada do dispositivo que cria a taxação do texto. A discussão ganhou força com as declarações de Haddad sobre a “Câmara estar com muito poder”, que causou mal-estar. Autonomia Valor Econômico destaca que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou ontem que “estamos passando pelo primeiro grande teste da autonomia” da autoridade monetária. De acordo com Campos Neto, a autonomia do BC “é um processo que vai incorporando fundamentos aos poucos” e com o qual “você vai aprendendo a conviver”. Cenário externo Valor Econômico apura que duas reuniões realizadas ontem no Rio de Janeiro, entre economistas de mercado e o Banco Central, foram marcadas por um aumento da preocupação com o cenário externo. A reportagem cita aumento dos juros nos Estados Unidos, disparada das taxas dos Treasuries de longo prazo e desaceleração mais intensa da economia chinesa. Possíveis impactos no câmbio foram discutidos pelos agentes, assim como reflexos no processo desinflacionário. Houve consenso na percepção de que há um desafio maior para o governo cumprir a meta fiscal de 2024. Digitalização Valor Econômico avança sobre relatório recém-concluído pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que criou um grupo de trabalho para auxiliar governo e Congresso no desenho da Reforma Tributária. Conforme o documento, digitalização das ferramentas de gestão e de fiscalização tributária é uma estratégia fundamental para uma implementação bem-sucedida do Imposto Sobre o Valor Agregado (IVA), previsto na proposta que tramita no Senado. O relatório ainda recomenda que todos os estados adotem o governo digital para o melhor funcionamento do IVA, bem como a integração da Nota Fiscal Eletrônica. Segundo o TCU, a emissão de notas no formato é um dos primeiros passos para viabilizar a operacionalização do IVA. Inflação de serviços Valor Econômico informa que, apesar do início do ciclo de queda dos juros, a política monetária ainda está longe de ser expansiva e não deve atingir tão cedo o patamar neutro, aquele que não estimula nem atrapalha o crescimento, avaliam economistas. Dentre os principais obstáculos, apontam, está a inflação de serviços, cuja desaceleração vem ocorrendo de forma lenta e dependerá da diminuição do colchão acumulado pelas famílias durante a pandemia e do mercado de trabalho. Isso porque a categoria de serviços, que em junho teve peso de 34,96% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é influenciada pela renda disponível e a massa salarial, que acabam referendando reajustes de preços.
Consignado do INSS Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico relatam que o CNPS aprovou nova queda nos juros do empréstimo consignado do INSS de 1,97% ao mês para 1,91% em reunião extraordinária ontem. Essa é a terceira vez no ano que a taxa máxima cobrada de aposentados e pensionistas na modalidade tem alteração. O novo patamar valerá para o empréstimo pessoal consignado. No cartão de crédito e no cartão de benefício, também houve redução, de 2,89% para 2,83%.
A medida ocorre poucas semanas depois de o Banco Central ter reduzido a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 13,25% ao ano. Para a Febraban, a redução na taxa do consignado gera “distorções relevantes nos preços de produtos financeiros” e “tende a restringir a oferta de crédito mais barato
Déficit Valor Econômico observa que o governo federal registrou déficit primário de R$ 86,1 bilhões no acumulado de 12 meses até julho, segundo contas divulgadas nesta quinta-feira (17) pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão de monitoramento da política fiscal ligado ao Senado. Os números oficiais de julho ainda não foram divulgados pelo Tesouro Nacional. A IFI realizou os cálculos com base nos sistemas Siga Brasil e Tesouro Gerencial.
Mercado financeiro Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico registram que a Bolsa brasileira renovou seu recorde histórico de quedas ontem e fechou no negativo pelo 13° pregão seguido sob pressão da Petrobras e do setor financeiro. O desempenho foi puxado pelo pessimismo no exterior, que fez com que o Ibovespa terminasse o dia em baixa de 0,52%, aos 114.982 pontos.
Já o dólar oscilou em torno da estabilidade no Brasil e no exterior, num cenário de aversão ao risco ainda influenciado por preocupações sobre a economia chinesa e com os juros dos EUA após a divulgação da ata do Fed. Ante o real, a divisa americana teve leve queda de 0,11%, cotada a R$ 4,981. |
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Marketplaces O Estado de S. Paulo afirma que os cinco maiores shoppings virtuais responderam no ano passado por quase 80% das vendas do comércio online brasileiro. Juntos, Mercado Livre, Americanas, Magazine Luiza, Via e Amazon faturaram R$ 203,4 bilhões. A cifra, que inclui vendas de produtos de estoque do próprio varejista e de terceiros, representou no ano passado 78% do e-commerce nacional.
A informação faz parte do ranking das 300 maiores varejistas em faturamento feito pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). O estudo avaliou a fatia dos marketplaces em relação às vendas totais online. Na 9ª edição do levantamento, pela primeira vez o Mercado Livre, o maior marketplace do varejo nacional, informou o volume de vendas. A empresa, de origem argentina, que liderou a lista dos shoppings virtuais, faturou no País R$ 80,5 bilhões no ano passado.
Shopee O Globo conta que a Shopee está ampliando sua malha logística no Brasil. A gigante do e-commerce de Cingapura abriu quatro novos hubs no Rio, aumentando sua penetração no interior do estado com segundo maior PIB do país e o terceiro em número de lojistas registrados na Shopee.
Os novos hubs vão focar na chamada “última milha” — a entrega efetiva dos pacotes no endereço dos consumidores. Eles ficam nos municípios de Volta Redonda, São Pedro da Aldeia, Campos dos Goytacazes e Petrópolis.
Com eles, a Shopee atinge dez hubs de “última milha” no Rio, em cuja capital também mantém um dos seus oito centros de distribuição brasileiros. Os CDs são estruturas que centralizam a distribuição de pacotes para todo o país e processam juntos mais de 1,5 milhão de encomendas por dia.
Os mais recentes foram inaugurados em maio no Nordeste, em Recife e Salvador. Assim como o CD do Rio, eles operam no modelo conhecido como “cross-docking”, em que os produtos coletadas por parceiros logísticos são reorganizados e direcionados aos hubs de “última milha.”
Segundo Shopee, nos últimos meses a companhia inaugurou cerca de 60 hubs no país, ultrapassando 100 bases. |
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Minirreforma ministerial O Estado de S. Paulo atenta que o governo Luiz Inácio Lula da Silva prevê uma minirreforma ministerial com mudanças em pelo menos três pastas no arranjo político para selar o apoio do Centrão e favorecer a aprovação de projetos no Congresso. A principal delas deve atingir Portos e Aeroportos, cobiçada pelo Republicanos, obrigando o Planalto a deslocar o ministro Márcio França (PSB). Já o PP, também contemplado com um cargo na Esplanada nesse desenho previsto pelo governo, deseja o Ministério do Desenvolvimento Social.
CPI dos Atos Antidemocráticos Principais jornais destacam que o hacker Walter Delgatti Neto afirmou, em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos, que, em 2022, Jair Bolsonaro (PL) lhe pediu que invadisse o sistema de urnas eletrônicas e assumisse a autoria de um grampo contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Como garantia, disse ele, recebeu a promessa de indulto caso fosse preso. A defesa de Bolsonaro confirmou que Delgatti esteve no Palácio da Alvorada em 2022, mas negou o teor da conversa e afirmou que o processará por calúnia.
Joias Folha de S.Paulo ressalta que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), vai confessar ter negociado nos Estados Unidos, a mando do ex-presidente, as joias recebidas pelo governo brasileiro e que são alvo de investigação da Polícia Federal. A estratégia de admitir a atuação e indicar Bolsonaro como mandante da negociação foi revelada pela revista Veja e confirmada à Folha pelo seu advogado, Cezar Bitencourt.
O Globo acrescenta que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou ontem a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Moraes também autorizou pedido de cooperação internacional feito pela PF para solicitar aos Estados Unidos a quebra de sigilo bancário das contas de outros investigados no caso das joias presenteadas pela Arábia Saudita: além de Bolsonaro e Cid, o pai do militar, o general Mauro César Lourena Cid, e o advogado Frederick Wassef. |
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| O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,10% cotado a R$ 4,98. Euro caiu 0,14%, chegando a R$ 5,41. A Bovespa operou com 114.983, queda de 0,53%. Risco Brasil em 592 pontos. Dow Jones caiu 0,84% e Nasdaq teve queda de 1,17%. |
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