Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 08/08/23 | nº 962 | ANO V | www.cnc.org.br |
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A manchete do Valor Econômico destaca que o potencial de consumo da população, que envolve todo o dinheiro em circulação para gastos, volta a patinar depois da breve recuperação no início da pandemia. Na faixa de quase R$ 4,8 trilhões anuais, o total registra queda real – descontada a inflação -, e ainda sente peso da manutenção dos juros altos na economia, que reduz o poder de compra.
Economistas e consultorias acreditam que o movimento de redução na taxa básica (Selic) após agosto e o ambiente de inflação mais controlado a partir do segundo semestre tendem a aumentar o potencial de renda a ser convertida em consumo, mas ainda haverá desigualdades nesse processo, e ele será lento.
“Crescimento econômico não garante distribuição de renda e amplia consumo, o que garante é qualificação de mão de obra”, resume Fabio Bentes, economista da CNC.
Entre os dez Estados analisados com menores estimativas de aumento no potencial de consumo, seis registraram os piores índices de desigualdade e concentração de renda: Amapá, Rondônia, Amazonas, Pará, Acre e Tocantins.
“Se olharmos a receita nominal do comércio de 2011 a 2021, Estados do Nordeste, Norte e o Rio de Janeiro estão abaixo da expansão média, e os dados são muito aderentes ao material da Rais [relatório de informações sociais do governo] e às pesquisas de potencial de consumo”, diz Bentes, da CNC.
Para o economista, há alguns sinais de maior descentralização econômica, como a expansão de Santa Catarina. Ele cita também o Espírito Santo. “São regiões, do ponto de vista fiscal, com melhor qualidade das contas públicas, e com desenvolvimento de novas atividades”, diz.
Para Bentes, o aumento da digitalização do varejo, com redes espalhando suas estruturas de entrega pelo país, ajuda a democratizar o consumo. A reforma tributária, que desloca a cobrança do imposto da origem para o destino, também deve favorecer mais Estados fora do Sudeste no médio prazo. “Mas ainda dependemos de uma melhora desse cenário de investimentos em mão de obra qualificada e de crescimento econômico geral, que é o que gera ganho mesmo no longo prazo.”
A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) traz que estudo realizado pela Diretoria de Economia e Inovação da CNC aponta que 52,4% do faturamento do varejo no país é de itens com preços finais até R$ 250, valor que, com a nova regra de taxação do e-commerce, é isento de imposto de importação por pessoas físicas. A pesquisa identificou que as lojas de produtos farmacêuticos, cosmétics e perfumarias são potencialmente as mais afetadas (64%). Em seguida, estão as de roupas e calçados e de artigos esportivos e culturais, com 51%. Depois, com 37%, estão o comércio de eletroeletrônicos, informática, móveis e decoração. Coluna acrescenta que o valor que representa a proporção de vendas do varejo nacional a seer afetada pela competição com e-commerce pode chegar a R$ 360 bilhões por mês.
Nota também afirma que o levantamento foi encaminhado ao Ministério da Fazenda. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforçou que a Confederação “defende o comércio justo e com igualdade de condições para competir”. Por conta do impacto negativo, “é fundamental que as empresas brasileiras tenham as mesmas premissas que as demais beneficiadas”, reforçou. |
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consumo Valor Econômico evidencia que o potencial de consumo no país, que envolve todo o dinheiro em circulação para gastos, volta a patinar após recuperação no início da pandemia: atingiu quase R$ 4,8 trilhões em 2022. O montante teve retração de 5,31%, descontada a inflação, sob o peso dos juros altos, que reduzem o poder de compra.
projeção da Selic Folha de S.Paulo avança sobre a pesquisa Focus divulgada ontem pelo Banco Central (BC), indicando que analistas consultados pela autoridade monetária passaram a ver um afrouxamento monetário mais intenso neste ano e no próximo. O movimento se deu após o BC ter cortado a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual e sinalizado novos cortes da mesma magnitude. A expectativa agora é de que a Selic encerre 2023 a 11,75%, contra 12,00% no levantamento anterior. Especialistas passaram a ver corte da Selic a 12,75% na reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), contra taxa de 13,0% esperada antes.
A Folha acrescenta que quatro membros do Copom com trajetórias bastante distintas se uniram na última quarta (2) em torno de uma mesma opinião: destoam da maioria e votaram por uma redução de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião que inaugurou o início do ciclo de cortes. Os divergentes se mostraram mais conservadores até mesmo que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, que deu o voto decisivo para selar a queda de 0,5 ponto percentual em um placar apertado, de 5 a 4.
Os membros mais “hawkish” do colegiado foram Diogo Guillen (Política Econômica), Fernanda Guardado (Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos), Renato Dias Gomes (Organização do Sistema Financeiro e Resolução) e Maurício Moura (Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta). A pesquisa Focus divulgada ontem mostra que a expectativa agora é de que a Selic encerre 2023 a 11,75%, contra 12,00% no levantamento anterior.
desoneração da folha Folha de S.Paulo noticia que a relatora do projeto de desoneração, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), irá aceitar todo o texto enviado pelo Senado. Com isso, o benefício aos principais geradores de emprego pode ser mantido até 2027. A deputada apontou no relatório a ser apresentado hoje que a desoneração prevê a “manutenção de importante componente da competitividade internacional, assim como protege a empregabilidade e o consumo das famílias em nível nacional”. O Globo e Valor Econômico avançam em frente semelhante.
real digital Principais jornais noticiam que o nome oficial do real no formato digital será Drex, marca que evoca as palavras “digital”, “real”, “eletrônico” e “transação”. Segundo o coordenador da iniciativa no BC, Fabio Araujo, a nova moeda digital dará “um passo a mais na família do Pix”.
O real digital não é uma criptomoeda, mas uma representação do real na plataforma digital, podendo ser usado para pagamentos, compra e venda de um carro ou um imóvel, para a tomada de empréstimos, dentre outras transações bancárias, explicou ele. Para o coordenador do real digital, as moedas digitais dos bancos centrais é o passo que falta para completar essa transição da economia de forma mais segura.
Petrobras Em manchete, O Globo destaca que um parecer da AGU deve levar a uma inclinação do Planalto na disputa entre Petrobras e Ibama sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
A posição da AGU autorizaria o governo a liberar a exploração mesmo sem a avaliação ambiental de toda a região, e não só do bloco, lacuna que motivou o veto do Ibama. O sinal verde do governo ainda dependeria, porém, do aval do Meio Ambiente, o que aumentará a pressão sobre a ministra Marina Silva. Valor Econômico também aborda o tema.
Folha de S.Paulo acrescenta que a Petrobras se mostra mais otimista com a exploração na Margem Equatorial. Na última sexta-feira, o diretor executivo de Exploração e Produção da petroleira, Joelson Falcão, estimou que pode obter o aval do Ibama ainda neste ano.
Ele afirmou que a companhia já entrou com recurso de reconsideração para iniciar a perfuração no litoral do Amapá. Lembrou que a companhia já fez todos os estudos ambientais necessários. |
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Dia dos Pais Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) conta que, dos consumidores que vão comprar presentes do Dia dos Pais neste ano, 34% pretendem gastar valor maior do que o desembolsado em 2022 e 39% devem gastar o mesmo, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Já 23% devem desembolsar menos. O brasileiro pretende gastar, em média, R$ 176. O meio de pagamento mais citado para comprar o presente é dinheiro (33%), seguido por cartão de crédito (26%) e Pix (23%).
Mercado Play Folha de S.Paulo registra que o Mercado Livre lança este mês no Brasil o Mercado Play, um serviço de streaming que dá acesso gratuito a cerca de 1.600 títulos, com 6.000 horas de conteúdo. A receita virá dos anúncios inseridos ao longo dos filmes (no começo, no meio e ao final da programação), por meio do Mercado Ads, unidade de publicidade digital do grupo.
O serviço será lançado em parceria com as plataformas Disney+, Star+, HBO Max e Paramount+, que darão acesso gratuito a parte do seu conteúdo. Mas parte continuará fechada para assinantes –e o Mercado Livre vai comercializar pacotes de assinatura destes canais. O serviço pretende atingir 77 milhões de usuários brasileiros do Mercado Livre. A partir da próxima quarta-feira (9), cerca de 30% dessa base de usuários, escolhidos de maneira aleatória, terão acesso à programação gratuita. Os demais terão acesso até o final deste mês. |
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Orçamento O Globo traz que o governo enviou ontem ao Congresso uma alteração no projeto que dá as bases para o Orçamento de 2024 para evitar que a proposta orçamentária seja construída com um “buraco” de cerca de R$ 40 bilhões em despesas destinadas à manutenção da máquina e a investimentos – como as obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A mudança do governo se antecipa às discussões do arcabouço na Câmara, onde ainda passará por última votação.
Atos antidemocráticos O Globo informa que o ministro da Justiça, Flávio Dino, viu o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar ontem que ele envie a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ataques Golpistas imagens dos ataques de 8 de janeiro que foram gravadas pelas câmaras da sede da pasta que ele comanda. A decisão foi tomada pelo ministro da Corte Alexandre de Moraes. Com isso, serão compartilhadas gravações feitas pelos circuitos interno e externo do Palácio da Justiça.
O Estado de S. Paulo mostra que a Procuradoria-Geral da República reiterou ontem o teor de 40 denúncias apresentadas na esteira dos atos golpistas de 8 de janeiro, reforçando o pedido de condenação dos réus por crimes cujas penas podem chegar a 30 anos de prisão. Os denunciados são apontados como executores da depredação das dependências do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. |
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| O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,40% cotado a R$ 4,89. Euro subiu 0,39%, chegando a R$ 5,38. A Bovespa operou com 119.379, queda de 0,11%. Risco Brasil em 208 pontos. Dow Jones subiu 1,16% e Nasdaq teve alta de 0,61%. |
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