Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 04/08/23 | nº 960 (atualização) | ANO V | www.cnc.org.br |
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A The Economist publicou a reportagem “Investidores estão cada vez mais otimistas com a economia brasileira”. A matéria trata do atual otimismo de investidores em relação ao Brasil, cenário que contrasta com as expectativas de quando o presidente Lula venceu a eleição. A revista também destaca que a Fitch Ratings elevou a classificação da nota de crédito do Brasil na semana passada. O texto pontua ainda que os bons resultados vão depender do desfecho da reforma tributária e do país conseguir aumentar sua arrecadação e colocar as contas em dia, zerando o deficit primário da União já em 2024, meta vista com desconfiança por investidores.
Na repercussão da redução dos juros, O Globo e Folha de S.Paulo registram que a CNC considerou acertada a decisão do Copom.
A Folha destaca que a entidade indicou que, para o setor varejista, o movimento de ciclo de baixa dos juros já poderá ser sentido em breve. “Mesmo que gradual, esse movimento vai aliviar o orçamento das famílias e das empresas que se endividaram muito na pandemia, abrindo espaço para o aumento do consumo e para a melhoria das condições de crédito”, afirmou a confederação em nota. A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) avança na mesma frente.
A Folha de S.Paulo informa que o presidente Liz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos o projeto de lei que tirava poder da Receita Federal. Um dos vetos impediu a participação de representantes da sociedade civil no Comitê Nacional de Simplificação de Obrigações Tributárias Acessórias (CNSoa). Texto registra que o projeto propunha a participação de seis representantes, indicados pela CNC, CNI, entre outros.
A coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC e publicada hoje no Valor Econômico, relata que diretores da entidade tiveram reunião no Ministério da Fazenda para tratar do programa Remessa Conforme, a fim de buscar condições iguais de competitividade para as empresas brasileiras. O diretor de Economia e Inovação da CNC, Guilherme Mercês, manifestou o entendimento da Confederação sobre a iniciativa da REceita de buscar coibir transações desleais, diante da dificuldade de fiscalização das remessas de pessoas físicas, principalmente de bens de consumo. Contudo, Mercês alertou para o fato de que a medida traz uma dificuldade de competição para o país, especialmente para o varejo de rua.
O conteúdo contou, ainda, que julho foi marcado por diversos eventos promovidos pelo Sesc que tiveram a Educação como tema. Coluna também registrou que o Senac-RJ e o Sebrae-RJ formaram 120 alunos no Projeto Impulsiona. |
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Juros Manchetes dos principais jornais destacam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros. Com isso, a Selic passou de 13,75% para 13,25% ao ano. Folha observa que tamanho do afrouxamento gerou divergências e o placar final ficou apertado (5 a 4), mas os diretores foram unânimes em antever novas quedas de 0,5 ponto nas próximas reuniões. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, deu o voto final e decisivo pela redução. Já a parte minoritária dos diretores votou na reunião por um corte menor, de 0,25 ponto.
Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico mostram que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou a redução da Selic e disse que a decisão foi técnica, não uma concessão ao governo após meses de críticas à política da autoridade monetária. “Era uma situação de votação apertada, mesmo, com várias opiniões do mercado, muitos economistas falando sobre o assunto, todas as opiniões dignas e legítimas”, explicou Haddad. Impacto limitado Em O Estado de S. Paulo, informação é de de que, segundo economistas, a redução de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros deve ter impacto limitado no curto prazo, devido ao alto endividamento da população – o que inibe a disposição dos bancos para conceder crédito. A reportagem indica que reduções ou elevações na Selic normalmente levam de seis a nove meses para chegar efetivamente ao custo do crédito, e para que consumidores e empresas consigam tomar empréstimos pelo novo patamar dos juros.
Juros reais Valor Econômico afirma que, mesmo após o corte da taxa Selic ontem, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países com os maiores juros reais, que desconta a expectativa de inflação. A taxa é de 6,9%. O México aparece em primeiro lugar na lista, com taxa de juros reais de 7,4%. O levantamento considera apenas os países do G-20, composto por 19 nações e pela União Europeia, que representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) global.
Cartão Folha de S.Paulo e Valor Econômico contam que, embora ainda não tenham chegado a um acordo, os bancos e o governo Lula (PT) estão mais próximos de uma solução para reduzir os juros cobrados no rotativo do cartão de crédito. A negociação tem avançado sob o temor de que a decisão fique nas mãos do Congresso. Há receio de que uma eventual aprovação da proposta inserida no projeto de lei que vai receber o conteúdo do Desenrola possa abrir precedente para tabelamento de juros também de outras modalidades.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ontem que uma solução para o rotativo sairá em 90 dias. Ele disse que o governo federal vai contratar com o sistema bancário uma transição para um sistema melhor do que o atual. “Teremos um freio.” Na mira do governo Lula, a taxa média de juros cobrada pelos bancos de pessoas físicas no rotativo do cartão de crédito em junho foi de 437,3% ao ano, segundo dados do BC.
Arcabouço fiscal Valor Econômico registra que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negou ontem que tenha adiado a votação do arcabouço fiscal para aguardar a reforma ministerial, segundo relato do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. No entanto, ainda de acordo com Haddad, Lira “não se comprometeu com prazo”. Ele se reuniu com o parlamentar no gabinete da presidência da Câmara. A jornalistas, o ministro disse que “provavelmente” Lira “deve chamar uma reunião com os líderes” e o relator do texto na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), na semana que vem. Reforma tributária Valor Econômico também reporta que o relator da Reforma Tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), defendeu ontem que o texto final da proposta contenha alíquotas mínima e máxima para o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Segundo o parlamentar, essa seria uma forma de evitar a chamada guerra fiscal entre os estados. Na versão aprovada na Câmara dos Deputados, a PEC da reforma não define alíquotas para o novo imposto. “Na minha visão, deveria haver um alíquotas máxima e mínima no comando constitucional. Mínima porque existe uma coisa chamada guerra fiscal. Se eu não estabeleço alíquota mínima eu desequilibro o sistema tributário”, argumentou o senador. |
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Meios de pagamento Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) relata que o principal meio de pagamento nas compras online no mundo são as carteiras digitais. Segundo pesquisa da Worldpay, empresa de tecnologia para pagamentos, elas eram 49% das compras pela internet em 2022 e devem chegar a 54% em 2026. Populares na Ásia, movimentaram US$ 18 trilhões em 2022 incluindo o varejo físico. O cartão de crédito ficou com 20% e deve cair para 16% em três anos. No Brasil, 39% faziam compras online com cartão de crédito sem intermédio de carteiras, e 24% usavam ferramentas como o Pix. As carteiras respondiam por 18%, em terceiro lugar. |
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Adiamento Correio Braziliense assinala que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), convocou sessão extraordinária hoje, a fim de iniciar a votação de medidas econômicas cruciais para o governo, entre elas, a Reforma Tributária. A reportagem destaca que governadores tentam barrar o texto. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está em meio a uma mobilização junto a deputados estaduais e federais do estado na tentativa de adiar a votação. A ideia do governador é formar bloco de pressão contra Lira e o relator da reforma na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Ele tem enfatizado que não é contra a reforma, mas quer barrar a mudança na cobrança do imposto de origem.
Reforma ministerial Valor Econômico mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se na noite dessa quarta-feira no Palácio da Alvorada com o ministro da Secretaria das Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Em pauta, as mudanças na Esplanada que podem retirar um dos ministérios ocupados pelo PT para entregá-lo ao Centrão.
Dias Em entrevista para O Globo, o petista Wellington Dias, à frente da pasta mais cobiçada pelo Centrão na reforma ministerial, a do Desenvolvimento Social, critica a possibilidade de um integrante do bloco de partidos assumir o seu lugar e afirma que não é “razoável” levar o Bolsa Família para outra estrutura. Sob pressão, o ex-governador do Piauí pontua que cabe ao presidente Lula decidir sobre sua permanência, reconhece que já ouviu reclamações do chefe sobre sua atuação, mas se diz “entusiasmado” com a tarefa que exerce.
Zambelli Principais jornais reportam que a Polícia Federal prendeu ontem Walter Delgatti, conhecido como o “hacker da Vaza Jato”, e fez operações de busca no gabinete da deputada Carla Zambelli (PL) em uma investigação que apura a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça e de dados pessoais do ministro do STF Alexandre de Moraes para tumultuar as eleições de 2022. A operação amplia a lista de evidências de ataques ao Judiciário vindos do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro, que buscou se afastar da aliada.
Anistia O Estado de S. Paulo informa que a Câmara dos Deputados instalou ontem a comissão especial que analisará a PEC da Anistia, proposta de emenda à Constituição que isenta legendas e políticos que cometeram crimes eleitorais de 2015 a 2022. A sessão também elegeu o presidente do colegiado, deputado Diego Coronel (PSDBA), e o relator, Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP). Esse é último passo antes de a PEC ir a votação no plenário da Casa. |
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| O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,33% cotado a R$ 4,80. Euro caiu 0,05%, chegando a R$ 5,25. A Bovespa operou com 120.858, queda de 0,32%. Risco Brasil em 390 pontos. Dow Jones caiu 0,98% e Nasdaq teve queda de 2,17%. |
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