Juros Manchete no Valor Econômico traz que início da flexibilização da taxa de juros é dado como certo na reunião de quarta-feira (2) do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), mas magnitude do ajuste é um ponto que divide os agentes. Não há consenso em relação à votação do Copom e à comunicação do colegiado. Para alguns, é possível que a decisão seja unânime, mas uma ala espera dissenso com a chegada de novos diretores ao comitê. Em levantamento, o veículo constatou que 82 casas (ou 64,6% do total) projetam uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Já a aposta em uma queda de 0,5 ponto na taxa básica de juros é defendida por 44 casas (ou 34,6% do total). O Globo avança sobre setores beneficiados com o esperado início da trajetória de queda na taxa básica de juros. Conforme estudo da Teva Índices, entre outubro de 2016 e março de 2021, quando a Selic saiu de 14,25% para 2% ao ano, o Ibovespa subiu 83,5%. Além disso, o índice de commodities brasileiras saltou 175%. Por outro lado, o índice de ações do comércio subiu 123%; o de energia, 120,5%; e o de construção civil, 100,3%. O que reunia ações de bens de consumo e varejo ficou em linha com o Ibovespa, alta de 86,8%. Já as ações industriais, financeiras e de serviços subiram menos que o Ibovespa.
Haddad Folha de S.Paulo (29/07) relatou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alertou que o recuo na taxa de desemprego no Brasil não deve iludir, pois a economia está sofrendo uma desaceleração devido aos juros altos, que estão em torno de 10%. Ele destacou a importância de uma resposta adequada da política monetária para que os bons resultados possam se repetir no segundo semestre.
O Globo (29/07) acrescentou que Fernando Haddad afirmou que espera uma redução da taxa básica de juros na próxima reunião do Copom. Ele mencionou que a taxa neutra para o país seria abaixo de 5%, o que implicaria cortes de meio ponto percentual em cada reunião do colegiado até o fim do mandato do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em dezembro de 2024. Inversão na Reforma Manchete em O Globo reporta que a tramitação da Reforma Tributária no Senado terá uma inversão na correlação de forças políticas em comparação com as negociações na Câmara, com maior influência dos estados das regiões Norte e do Nordeste. Entre as mudanças estão os critérios de decisão do Conselho Federativo, a divisão dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) e o prazo de transição de 50 anos entre a atual cobrança de impostos na origem da empresa e a futura, no destino, onde o consumidor compra. O governo quer ter a reforma promulgada até o fim do ano, mas apoia correções do Senado. Um dos pontos que mais interessa à equipe econômica é a redução na quantidade de setores e produtos inscritos pelos deputados como exceções.
Reforma tributária A coluna Painel (Folha de S.Paulo, 30/07) expôs que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, considera que o aumento nas exceções para o setor de serviços é a maior ameaça à reforma tributária em tramitação no Senado. Ela destaca que as ressalvas não devem comprometer a neutralidade da reforma em termos de carga tributária, mas enfatiza que a medida precisa representar um progresso para a sociedade. Tebet ressalta a importância do protagonismo do Senado na reforma. Quanto ao prazo de aprovação, a ministra não se compromete, mas enfatiza a importância de promulgar a reforma até 31 de dezembro.
Desemprego No sábado, os jornais repercutiram que, no segundo trimestre, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 8%, o menor índice em nove anos. A redução ocorreu devido ao aumento de postos de trabalho no setor público e de vagas informais, sem carteira assinada. De acordo com dados da Pnad Contínua do IBGE, o número de desempregados diminuiu para 8,6 milhões, o menor desde 2015. No entanto, economistas destacam que o crescimento da população ocupada foi mais concentrado no mercado informal.
Pacote Verde Em O Globo (29/07), um grupo de empresários entregou ao ministro Fernando Haddad propostas para serem incluídas no Pacote Verde, plano com medidas de desenvolvimento econômico sustentável. O Plano de Transição Ecológica prevê a regulação do mercado de carbono e outras ações em seis eixos, incluindo a criação de títulos verdes (green bonds). O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável propõe um Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões para incentivar a compra e venda de créditos de carbono.
Desenrola O Globo registra que o Desenrola Brasil terminou a sua primeira fase na sexta (28) com 6 milhões de dívidas retiradas dos registros de negativados. Não é possível afirmar se os 6 milhões de débitos retirados equivalem ao mesmo número de pessoas, já que um mesmo CPF pode ter mais de uma dívida cadastrada. Os birôs de crédito, que concentram os registros, não podem compartilhar dados de CPFs.
Bancos estão disputando o espaço que será liberado no orçamento das famílias, para conceder novos empréstimos. “Temos visto bancos que, apesar de não terem o benefício regulatório que nós estamos dando para fazerem a renegociação estão fazendo ofertas para a população”, diz o secretário de Reformas Econômicas, Marcos Barbosa Pinto.
Combustíveis O Estado de S. Paulo mostra que preços da gasolina e do diesel nos postos de abastecimento do Brasil ficaram praticamente estáveis na semana de 23 a 29 de julho, registrando inclusive leve queda em relação à semana anterior. O movimento se deu mesmo com as altas registradas no mercado internacional, segundo levantamento semanal da ANP. Desde que abandonou a política de paridade de importação (PPI), em maio, a Petrobras deixou de ter a obrigação de praticar preços “dos seus concorrentes”. |
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Remessa Conforme Folha de S.Paulo (29/07) explicou o que muda com o início, na terça-feira (1º), do programa Remessa Conforme, do Ministério da Fazenda, para regulamentar compras importadas e cobrar impostos na origem antes do envio das mercadorias para o Brasil. Empresas que aderirem ao programa terão isenção do imposto federal de importação em compras abaixo de US$ 50. O ICMS, tributo estadual, será recolhido com alíquota fixa de 17% em remessas de qualquer valor.
Vale-refeição Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que o fim da exclusividade das maquininhas que aceitam vale-refeição e alimentação vai gerar uma economia de R$ 5,2 bilhões aos bares e restaurantes, segundo pesquisa da LCA encomendada pelo iFood. Hoje, cada equipamento só opera com um tipo de tíquete.
Neste momento, o Congresso discute a regulamentação da chamada interoperabilidade das maquininhas, em que os sistemas são compartilhados e aceitam vouchers de qualquer empresa.
A economia bilionária corresponde ao valor que os restaurantes deixariam de pagar para receber pagamentos usando vale-refeição e alimentação pelas maquininhas das bandeiras tradicionais.
Hoje, essa taxa varia entre 7% e 13%, porém, com os sistemas compartilhados, as taxas devem cair para 2% —as mesmas praticadas por operadoras de cartão de crédito e débito. |
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Reforma ministerial O Globo indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir com caciques da Câmara nesta semana para destravar a reforma ministerial e sacramentar a entrada de PP e Republicanos no governo. As mudanças deverão começar pela comando da Caixa Econômica Federal, cuja favorita para assumir é a ex-deputada Margarete Coelho, nome de confiança do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Um encontro entre o parlamentar alagoano e Lula está previsto para os próximos dias.
Congresso Valor Econômico observa que propostas econômicas devem dominar a pauta do Congresso após os parlamentares retornarem do recesso do meio do ano. Apesar das constantes divergências, os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), estão alinhados sobre a necessidade de manter nos próximos meses o ritmo célere dos trabalhos do Legislativo. |
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| O dólar comercial fechou sexta-feira em queda de 0,59% cotado a R$ 4,73. Euro caiu 0,09%, chegando a R$ 5,21. A Bovespa operou com 120.187, alta de 0,16%. Risco Brasil em 202 pontos. Dow Jones subiu 0,50% e Nasdaq teve alta de 1,90%. |
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