IPCA Principais jornais informam que a inflação caiu 0,08% em junho, após alta de 0,23% em maio. Foi a primeira deflação em nove meses e a menor variação para o mês desde 2017, quando o índice ficou em -0,23%. Em 12 meses, a taxa acumulada recuou de 3,9% em maio para 3,2%. O resultado ficou abaixo do centro da meta para a inflação, de 3,25% em 2023.
A redução nos preços de alimentos (-0,66%) e transportes (-0,41%) foram as principais influências. Segundo o analista do IBGE André Almeida, os dois grupos são os “mais pesados” dentro da cesta de consumo das famílias e representam quase 42% do IPCA.
O IBGE também identificou efeito da queda do dólar na inflação, tanto em alimentos quanto nos eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
Valor destaca que chamou atenção a inflação de serviços, que passou de -0,06% em maio para 0,62% em junho. Para Luciana Rabelo, economista do Itaú Unibanco, a expectativa é que a inflação dos serviços rode pressionada ao longo de todo o segundo semestre.
Juros O Globo relata que, apesar da deflação em junho, a queda dos juros pode não ser tão rápida. Um dos indicadores observados pelo BC é o núcleo da inflação, que não tem variações bruscas. O resultado de junho ainda sinaliza que os núcleos estão elevados, afirma Luiza Benamor, analista de inflação da Tendências.
Reforma tributária Designado relator da reforma tributaria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM) afirmou ontem que o texto aprovado na Câmara será apreciado de maneira integral, sem ser fatiado. Segundo Braga, seu texto deve ser votado até outubro.
Para acelerar a votação, a intenção do governo era aprovar e promulgar os pontos de consenso, enquanto as questões polêmicas continuariam sendo discutidas pelo Congresso.
Braga também defendeu mudanças na composição do Conselho Federativo, que será responsável pela gestão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), futuro substituto do ICMS e do ISS. Para ele, a versão aprovada na Câmara gera um “desequilíbrio” entre os Estados. “Também há a questão do fundo, a questão da governança, todas essas questões precisam ser olhadas”, afirmou.
Concorrência Estadão revela que o Brasil perdeu, em uma década, participação de mercado em metade dos produtos fornecidos a países vizinhos da América do Sul, segundo estudo feito pela Federação das Indústrias de São Paulo em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais. Os concorrentes, principalmente a China, tomaram, em média, 11% desses mercados, o equivalente a US$ 10,7 bilhões (R$ 52 bilhões) que deixaram de ser exportados à região. |
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Varejo Manchete do Valor conta que as varejistas brasileiras se mobilizaram contra as plataformas estrangeiras e passaram a cobrar, de forma oficial, ações mais duras do governo frente à maior ocupação do mercado por produtos asiáticos. A reação, liderada pelo IDV, ocorre após decisão do governo de isentar de imposto de 60% as remessas internacionais de até US$ 50.
A medida foi mal recebida por empresários como Luiza Trajano (Magazine Luiza), Flávio Rocha (Riachuelo), José Galló (Renner) e Sergio Zimerman (Petz), membros do instituto, dizem fontes, e foi criticada pela indústria de consumo. O mercado já penaliza as ações das redes que podem ser mais duramente atingidas pela medida.
Analistas do Bank of America e do Citi relataram os efeitos negativos das medidas, especialmente para as redes de vestuário, em disputa direta com a Shein. Papéis de C&A, Magalu, Renner e Riachuelo caíram entre 3% e 8% nesta semana.
A Fazenda já disse que haverá alíquota intermediária, no lugar da taxa de 60%, e defendeu a isenção para motivar as plataformas a aderirem ao programa “Remessa Conforme”.
A reportagem apurou que o IDV enviou ofícios aos Correios e à Senacon com solicitações de dados sobre entrada de remessas no país nos últimos cinco anos, e detalhes do acordo logístico dos Correios com o Alibaba. Também quer saber o que os Correios têm feito, ou planejam fazer, para coibir possíveis fraudes em importações.
O instituto também fez pedido de investigação à Senacon sobre práticas de marketplaces que promovam a entrada de produtos falsificados ou fora das normas de segurança.
Indicador Valor repercute a sexta edição do Índice de Atividade Econômica Stone Varejo, que sinaliza que as vendas no varejo terminaram o primeiro semestre em queda e devem finalizar 2023 sem crescimento.
Na leitura do indicador, as vendas do comércio caíram 0,1% ante maio. Na comparação com junho do ano passado, o recuo foi de 4,2% e, no primeiro semestre, a queda foi de 3,4%, ante igual período em 2022.
Inadimplência e endividamento elevados, que reduzem espaço para novas compras no orçamento das famílias, levaram ao quadro negativo do setor até junho, segundo o cientista de dados da Stone Matheus Calvell.
B3 Coluna do Broadcast (Estadão) conta que o índice de consumo da B3 caiu 0,98% ontem. Entre as maiores desvalorizações do segmento ficaram Minerva (-3,93%) e CVC (-2,99%). Segundo analistas, a alta de 0,62% nos serviços do IPCA de junho afetou o segmento, mais sensível às taxas de juros.
Computadores Dados da consultoria IDC Brasil divulgados pelo Valor mostram que as vendas de computadores pessoais no Brasil registraram recuo na casa de dois dígitos no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. É o segundo trimestre consecutivo de retração.
Entre janeiro e março deste ano, os fabricantes venderam 1,85 milhão de máquinas no país, queda de 6% ante igual período de 2022. O relatório final da IDC Brasil com os números do setor será finalizado na próxima semana.
Americanas Jornais informam que o juiz Paulo Assed Estefan, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, deferiu ontem pedido da Americanas para prorrogação por mais 180 dias do “stay period”, período durante o qual ficam suspensas ações e execuções contra a empresa em recuperação judicial.
Joalherias Reportagem no Valor relata a busca de joalherias por insumos mais sustentáveis e aponta que ouro com origem rastreada e diamantes de laboratório são tendência do setor.
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CPMI Principais jornais informam que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou ontem na CPI mista dos Ataques Golpistas, no Senado, que permaneceria em silêncio diante das perguntas dos parlamentares que aguardavam o seu depoimento. A postura resultou numa reclamação do presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União-BA). Ele adiantou que apresentará uma denúncia contra Cid por desrespeito à ordem da Corte.
Cade Valor publica que já começaram as movimentações para preenchimento de quatro vagas do Tribunal do Cade, que serão abertas neste segundo semestre. Sete nomes são cotados para quatro vagas, suficientes para alterar a maioria da autarquia e, consequentemente, os rumos da política concorrencial no Brasil.
O Valor apurou que Mario Macieira (advogado), Camila Cabral (economista), Lauro Seixas (advogado), Diogo Thompson (hoje superintendente-adjunto), Carlos Jacques (consultor do Senado), Celso de Barros Correia Neto (diretor-geral da Câmara) e Silvia Fagá (economista) são os principais nomes.
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O dólar comercial fechou ontem em baixa de 0,43%, cotado a R$ 4,86. Euro caiu 0,35%, chegando a R$ 5,35. A Bovespa operou com 117.219 pontos, baixa de 0,61%. Risco Brasil em 223 pontos. Dow Jones subiu 0,93% e Nasdaq teve alta de 0,55%.
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