Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 11/07/23 | nº 942 | ANO V | www.cnc.org.br |
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O Jornal da Globo (TV Globo) relata que, mesmo com a melhora relativa da situação do emprego e mesmo com alívio da inflação, o grupo dos brasileiros que se consideram muito endividados, atingiu em junho, o maior tamanho em uma década.
Reportagem expõe que a pesquisa da CNC considera como endividados aqueles consumidores que têm dívidas a vencer, como empréstimo, cheque especial, carnês de lojas, financiamentos e compras no cartão de crédito, por exemplo. Em média, 78,5% das famílias brasileiras estavam nessa situação no mês de junho, segundo a pesquisa, um aumento de 0,2 pontos percentuais em comparação com maio.
Os estados com maior índice de endividados são Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Os três acima dos 90%.
Telejornal revela que 18,5% das famílias se consideraram muito endividadas é o maior nível já registrado pela pesquisa em toda a série histórica feita desde 2010.
“Isso só vem a chancelar que as pessoas estão usando mais o crédito e não estão pensando no depois. Eu uso o crédito agora, mas preciso ter uma organização financeira para evitar que essa situação de superendividamento me leve à inadimplência”, disse a economista da CNC, Izis Ferreira.
O percentual de inadimplentes também voltou a crescer em junho, depois de seis meses de queda, 29% das famílias estão com dívidas atrasadas, ou seja, praticamente uma em cada três. E 12% delas disseram que não vão ter condições de pagar. Quase metade desses inadimplentes têm dívidas vencidas há mais de três meses.
Segundo a economista da CNC, a melhora no emprego e na renda e a redução da inflação nos últimos meses não resultaram numa queda na inadimplência no país, principalmente por causa da taxa de juros, que continua elevada, deixando as dívidas em atraso ainda mais caras. “Isso caracteriza pra gente que esse consumidor está com dificuldade de superar a inadimplência pq os juros altos encarecem o pagamento da dívida atrasada há mais tempo. Elas, provavelmente, não vão conseguir superar esse problema se não houver alguma iniciativa mais robusta para atacar a inadimplência”, completou Izis.
Reportagem semelhante foi exibida no Hora Um (TV Globo).
Correio Braziliense registra que o Conecta 2023, promovido pela CNC, começou ontem em Brasília e tem programação até hoje. O presidente da Confederação, José Roberto Tadros, falou aos cerca de 650 participantes na abertura e ressaltou que o evento foi planejado para ser “uma jornada de compartilhamento de conhecimentos, experiências e boas práticas sustentáveis, permitindo que as entidades ofereçam serviços e produtos eficazes e inovadores”. |
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Imposto de Renda Manchete em O Estado de S. Paulo traz que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou ontem que não vai esperar a conclusão da tramitação da reforma tributária dos impostos sobre consumo no Senado para enviar ao Congresso a segunda fase da mudança. De acordo com Haddad, a nova fase da tributária, que vai tratar dos tributos sobre a renda, precisa ser remetida ao Congresso com o projeto do Orçamento de 2024, já que o governo precisa incluir na proposta de Orçamento o aumento de arrecadação. Estão na mira do governo a volta da tributação de lucros e dividendos recebidos por pessoas físicas que são acionistas de empresas e o corte de renúncias fiscais concedidas no Imposto de Renda. Tributo estadual O Estado de S. Paulo pontua que possível permissão para que estados criem um novo tributo, incluída de última hora na votação da reforma tributária na Câmara, pode atingir em cheio os principais produtos da pauta de exportação brasileira. Para o presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, o artigo 20 da reforma funciona como um “imposto de exportação”, ao permitir a taxação com uma contribuição produtos primários e semielaborados até 2043. O relator da reforma tributária, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), nega que haja a permissão na emenda, mas admitiu no plenário da Câmara que o artigo 20 foi um atendimento aos governadores do Centro-Oeste. Reforma fatiada Folha de S.Paulo revela que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), levantou ontem possibilidade de fatiamento da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária. O objetivo é assegurar uma promulgação mais rápida dos trechos do texto que forem consenso entre senadores e deputados, dando assim mais tempo para discussão de temas nos quais houver divergência. O senador defendeu que o texto aprovado pela Câmara seja pouco alterado, ao mesmo tempo que lembrou que, por ser uma Casa onde há paridade de representação dos estados, temas regionais devem vir à tona com mais força nas discussões no Senado. O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico também abordam o assunto.
Infraestrutura O Globo situa que um artigo, incluído no texto da Reforma Tributária para atrair o apoio de alguns governadores, permite que os estados criem um novo tributo para substituir fundos locais no financiamento de obras de infraestrutura. Segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de tributaristas, ao menos 17 estados possuem fundos desse tipo e estariam aptos a criar a nova tributação. Para especialistas, a medida embute o risco de bitributação.
Inflação na meta O Estado de S. Paulo assinala que queda da inflação em ritmo mais rápido do que o previsto nos últimos meses fortaleceu no mercado a avaliação de que há chance de o IPCA ficar abaixo do teto da meta ainda neste ano (de 4,75%). Isso interromperia uma sequência de descumprimento do alvo quem vem desde 2021. A reportagem pontua que, embora esse ainda não seja o cenário-base da maioria das instituições, economistas afirmam que a possibilidade de sucesso no controle de preços entrou no radar do mercado. O centro da meta de inflação que o Banco Central precisa alcançar neste ano é de 3,25%, mas há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Carf O Globo noticia que o Ministério da Fazenda, com a intenção de aumentar a arrecadação do governo, incluiu no projeto do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) um trecho que cria mais uma renegociação de dívidas. Na proposta aprovada pela Câmara e enviada ao Senado, devedores inscritos na dívida ativa poderão ganhar um desconto de até 65% e parcelar o pagamento em até 120 meses. Crédito Valor Econômico afirma que as projeções feitas pelos bancos para o mercado de crédito neste ano registraram ligeira piora. É esperada alta de 7,8%, ante 8,1% na edição anterior da Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas. A revisão foi puxada pelo menor crescimento esperado para a carteira livre da pessoa jurídica, que passou de 3,9% para 2,4%.
Na outra ponta, houve nova melhora na expectativa para o desempenho do crédito livre destinado às famílias, revisado de 8,5% para 9,3%, “beneficiado pelo mercado de trabalho aquecido e razoável dinamismo das linhas atreladas ao consumo”. Quanto à inadimplência, a expectativa para a taxa da carteira livre neste ano permaneceu em 4,8%. Assim, os participantes esperam certa estabilidade do indicador até o final do ano.
Banco Central Em entrevista à Folha de S.Paulo, a diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Guardado, diz que críticas aos juros fazem parte do trabalho, mas vê como injusta a interpretação de que o Copom tem uma atuação política. A diretora conta ter integrado o grupo mais cauteloso no último encontro do colegiado quanto à sinalização dos passos futuros do BC, mas ressalta que houve nuances mesmo entre os membros que defendiam indicar a possibilidade de corte de juros em agosto se a inflação continuar em queda.
De acordo com Guardado, a atuação do Copom está mais dependente dos dados desde junho, e as decisões sobre a flexibilização (ou não) da política monetária e a magnitude dos próximos movimentos serão tomadas a cada reunião. “As nossas projeções de inflação são a principal bússola”, diz. |
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Turismo Reportagem do Valor Econômico conta que a demanda reprimida continua a ditar o turismo no Brasil, que mantém um olhar otimista com a temporada de férias de julho. Nem mesmo as tarifas aéreas elevadas afastaram o viajante. As aéreas ofertarão 72,5 mil voos nesta temporada, igualando a oferta doméstica ao período pré-pandemia pela primeira vez para o mês desde o início do caos sanitário, segundo dados compartilhados por Gol, Azul e Latam ao Valor.
No setor rodoviário, a proximidade das férias escolares é motivo de otimismo para as empresas, que desde março registraram uma queda média de 10% no volume de passageiros transportados em relação aos três primeiros meses do ano. Esse resultado acompanha a tendência de desaceleração do setor de serviços. A disparada da tarifa aérea – que bateu os maiores níveis dos últimos dez anos – colaborou para uma maior procura no modal rodoviário.
“Apesar dessa retração dos últimos meses, acreditamos numa recuperação do setor rodoviário com a chegada das férias de julho, que é historicamente o mês com maior número de passageiros transportados, superando meses como dezembro e janeiro”, disse Letícia Pineschi, conselheira e porta-voz da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati).
Segundo a entidade, a estimativa para julho é transportar 4 milhões de passageiros. Em 2019, antes da pandemia, foram cerca de 3,7 milhões. Em 2021, já sob o impacto da crise sanitária, foram 2,5 milhões.
Consumo Valor Econômico afirma que a demanda por maquiagem vem se recuperando e até superando os patamares de 2019, após a retração das vendas durante a pandemia. As brasileiras voltaram às compras e estão buscando produtos que não podiam usar quando estavam usando máscara para proteção contra a covid-19: gloss, que deixa os lábios com brilho, batom e blush. E buscam também maquiagem que trate a pele, o que os especialistas chamam de “medicalização da beleza”.
A consultoria Circana informou que as vendas, em valor, no primeiro trimestre deste ano cresceram 36% no país, em relação ao mesmo período de 2022 e 37% ante o primeiro trimestre de 2019. As vendas no segmento de alto padrão, o chamado mercado de prestígio, cresceram 47% em relação ao primeiro trimestre de 2022. Já o crescimento no mercado de produtos com preços mais acessíveis foi de 23% no mesmo período. Batom, gloss e blush estão na lista dos produtos mais vendidos.
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Haddad Valor Econômico reverbera que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que está se “sentindo menos na frigideira do que há três meses”. Ele reconheceu que no fim do ano passado e no começo deste ano houve “muitas discussões” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da direção da política econômica, mas disse que o fogo “amigo” e o “inimigo” diminuíram. “A nossa relação (com Lula) na economia só melhora”, afirmou em entrevista com transmissão ao vivo para o podcast O Assunto.
PL O Estado de S. Paulo ressalta que os deputados Vinicius Gurgel (PL-AP) e Yury do Paredão (PL-CE) afirmam que têm sido perseguidos por colegas da bancada do PL por não votarem alinhados às posições do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Câmara. As queixas apareceram primeiro em grupos de WhatsApp do partido e acabaram por abrir uma crise que demandou a intervenção do líder do partido na Casa, Altineu Côrtes (RJ). Ele promete recorrer a Valdemar e a Bolsonaro para pacificar conflito.
Desenvolvimento Social O Globo indica que o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, reforçou as movimentações para neutralizar a cobiça das siglas que vêm se aproximando do governo e ensaiando a entrada no primeiro escalão. Enquanto auxiliares do Palácio do Planalto já admitem a possibilidade de troca, o ex-governador do Piauí tem recebido mais parlamentares e prefeitos, buscado encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, na ofensiva para se segurar no cargo, tem o apoio da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
Bolsonaro Folha de S.Paulo traz que o ministro Gilmar Mendes, do STF, anulou uma decisão da Justiça Federal no Distrito Federal que arquivou parte de uma investigação sobre suspeitas de irregularidades e omissões cometidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por integrantes da sua gestão durante a pandemia da Covid-19. Na decisão, que está em segredo de Justiça e à qual a Folha teve acesso a trechos, Gilmar afirma que o arquivamento das investigações não poderia ter sido decidido pela Justiça Federal, mas sim pelo Supremo.
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O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,34%, cotado a R$ 4,88. Euro caiu 0,61%, chegando a R$ 5,37. A Bovespa operou com 117.942, queda de 0,8%. Risco Brasil em 228 pontos. Dow Jones subiu 0,42% e Nasdaq teve alta de 0,18%.
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