Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 06/07/23 | nº 939 | ANO V | www.cnc.org.br |
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Em O Estado de S. Paulo, artigo do economista Roberto Macedo analisa como o brasileirolida com poupança e também com os gastos. Texto registra que, segundo a CNC, o porcentual de famílias com dívidas a vencer alcançou 78,3%. “Não conheço dados internacionais, mas essa taxa parece-me alta. Chama também a atenção a preponderância do cartão de crédito entre os tipos de dívida, com 86,8% das famílias recorrendo a ele, mas seria importante saber as porcentagens das famílias que pagam o cartão integralmente no vencimento da fatura mensal e das que recorrem ao financiamento pelo cartão, que é caríssimo. Em segundo lugar vêm os carnês (17%), que implicitamente têm juros altos; depois, o crédito pessoal (9%), que não é barato; e o financiamento de carros (8,2%). Famílias com dívidas em atraso são 29,1% do total, e 11,8% declararam não ter condições de pagá-las”, detalha.
Correio Braziliense traz entrevista com o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire. Ele discutiu os impactos da reforma tributária na população e explicou o por quê a votação deveria ser adiada para o segundo semestre de 2023.
Freire ressaltou que todas as confederações, todo o setor produtivo, todos têm trabalhado bastante e discutido muito com o governo. As equipes técnicas, tanto do governo, como do setor produtivo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e das outras confederações envolvidas, possam discutir melhor esse assunto para que seja demonstrado, realmente, qual é o impacto dessa reforma tributária.
A coluna Comércio em Pauta, publicada hoje no Valor Econômico e produzida pela CNC, registra que eventos em Brasília marcam fortalecimento da atuação e unidade do Sistema Comércio. Nos dias 10 e 11 de julho acontecerá o Conecta, dedicado ao compartilhamento de boas práticas das 34 federações estaduais e nacionais, sindicatos, Sesc e Senac. Já de 12 a 14 de julho é a vez do Sicomércio, quando dirigentes e equipes de mil sindicatos terão uma intensa imersão em cases de sucesso que poderão ser replicados ou servir de exemplo para melhor atender os empresários representados.
O conteúdo também noticia que o Sesc estimula a formação de jovens com o programa LABmais, voltado para cultura digital. Por fim, a coluna informa que um jovem aprendiz do Senac ganhou uma bolsa para estudar tecnologia nos Estados Unidos. |
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Reforma tributária Em manchete, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo destacam que o relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), divulgou ontem nova versão do texto com ajustes, após dia de negociações intensas com governadores, parlamentares e setores econômicos. Parte das demandas dos governadores foi atendida, como a mudança no cronograma de implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que vai unir ISS (municipal) e ICMS (estadual). Novos ajustes serão divulgados hoje. O parecer tem 142 páginas. Membros da oposição pediram o adiamento da discussão para que tivessem tempo de analisar o documento, mas o pleito foi rejeitado. No Valor Econômico, manchete ressalta que Republicanos, PL e União Brasil sinalizaram ontem que poderão dar um número considerável de votos a favor da reforma tributária, depois que prefeitos e o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), intensificaram a atuação em favor da proposta. A reportagem observa que a base do governo também se mobilizou, reforçando o cenário mais otimista para a apreciação do relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Consumo Folha de S.Paulo mostra que a reforma tributária resolve divergências que representam ao menos 95% do contencioso envolvendo os cinco principais impostos e contribuições sobre o consumo, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas em Tributação do Insper. Conforme o estudo, maioria das questões que geram disputas bilionárias em torno dos tributos que serão extintos não se aplica aos que serão criados com a reforma. Novos tributos seguem o sistema adotado em mais de 170 países conhecido como IVA. Carf e arcabouço Folha de S.Paulo situa que apesar da insistência do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em iniciar a votação da reforma tributária nesta semana, o governo tem centrado esforços na tentativa de destravar a tramitação do projeto do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e do novo arcabouço fiscal. A reportagem detalha que para a equipe econômica e auxiliares palacianos, as duas propostas têm preferência na ordem de prioridades do Executivo, embora a reforma também seja considerada uma pauta estratégica.
Gás Valor Econômico repercute declaração do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, de que a Petrobras precisa apresentar um plano de como vai ampliar o volume de gás ao mercado e discutir com os brasileiros de forma transparente qual o volume do insumo que a companhia reinjeta hoje. O veículo adiciona que Silveira tem entrado em rota de colisão com a companhia por cobrar de maneira contundente maior oferta do insumo ao setor industrial. Segundo ele, essa proposta tem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Oferta Valor Econômico adiciona que o setor industrial brasileiro segue intensa agenda com o governo para tentar viabilizar maior oferta de gás natural para o que vem chamando de “neoindustrialização” impulsionada pelo choque de energia barata. A reportagem cita como “calcanhar de Aquiles” a oferta de gás natural a preços competitivos. O setor defende a entrada de novos fornecedores do produto no mercado, pois a Petrobras ainda detém mais de 80% do mercado firme de gás natural. |
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Comércio eletrônico Valor Econômico noticia que representantes do varejo, de plataformas estrangeiras e da Receita Federal se reuniram ontem para tentar avançar no debate do novo programa de remessas internacionais do governo. O Valor apurou que, pelo que foi discutido, uma portaria deve ser publicada pela Receita nos próximos dias sobre como será o processo de adesão às novas regras.
Ainda há, porém, uma série de dúvidas sobre o funcionamento do programa e da capacidade de fiscalização dos Correios e da Receita sobre as mercadorias importadas, após a chegada das remessas. Participaram da reunião virtual o subsecretário da Receita, Jackson Corbari, membros do IDV, principal entidade de empresas do varejo, e representantes de plataformas como Shein e Shopee, apurou o Valor.
Shein Valor Econômico conta que a empresa de condomínios logísticos GLP fechou um contrato com a varejista chinesa de roupas Shein para locação de 135 mil metros quadrados no empreendimento GLP Guarulhos II, a 18 quilômetros de São Paulo.
É o segundo contrato da empresa de moda com a de galpões logísticos, para o mesmo local. A Shein já locava 81 mil metros quadrados ali, em dois galpões. Os novos 135 mil metros quadrados irão para um único galpão, o maior já feito pela GLP, explica Mauro Dias, presidente da empresa no Brasil.
Felipe Feistler, gerente geral da Shein no Brasil, diz que a locação dos galpões próximos a São Paulo é um passo em linha com os investimentos anunciados no país, e que a agilidade na entrega é um dos fatores para oferecer uma melhor experiência de compra.
Em abril, a companhia afirmou querer que 85% de suas vendas aqui tenham origem nacional até o fim de 2026. Na semana passada, o presidente da Coteminas, Josué Gomes, afirmou que sua empresa vai produzir peças da marca em Macaíba (RN) a partir deste mês.
Vale refeição Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que o vale-refeição e o auxílio-alimentação se tornaram um problema de R$ 150 bilhões para o governo que, para regulamentar as novas regras, enfrenta o interesse dos maiores bancos do país. Conhecidas como tiqueteiras, as três grandes empresas do ramo — Alelo (Bradesco e Banco do Brasil), Ticket (Santander e Itaú), e Sodexo — tentam, por meio de emendas junto a deputados federais, modificar a legislação que, na prática, pôs fim à compra e venda de vales e tenta quebrar a concentração nesse ramo.
No Congresso, essas empresas, representadas pela ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador) e também por seus acionistas, apresentaram quase 60 emendas ao texto da MP em discussão no momento. Na prática, essas emendas tornam a legislação inócua.
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Saúde O Globo evidencia que o presidente deixou claro que a titular da Saúde, Nísia Trindade, não perderá o cargo por pressão do Centrão. Já Daniela Carneiro, sem apoio partidário, deixará o Turismo. O petista articula criar um hospital na Baixada para compensar seu grupo político, além de negociar uma nova posição no governo para a própria ministra, que é deputada federal licenciada.
Desenvolvimento Social Folha de S.Paulo conta que o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social), que cuida do Bolsa Família, tem acumulado críticas no Palácio do Planalto e no Congresso. Lula (PT) considera que Dias tem de apresentar mais agendas positivas. Líderes do centrão, que deram apoio a Jair Bolsonaro (PL), cobram articuladores políticos do Planalto para que o dinheiro seja distribuído e atenda a projetos e obras em redutos eleitorais de aliados do governo e da cúpula do Congresso Nacional.
Emendas Folha de S.Paulo mostra que o presidente Lula (PT) liberou um lote de R$ 2,1 bilhões em emendas parlamentares e bateu um novo recorde em meio a negociações no Congresso de projetos da área econômica. A autorização de repasses ocorreu nesta terça (4) e se concentrou em recursos do Ministério da Saúde, que vinha sendo bastante criticado pelo centrão pela demora na destinação do dinheiro.
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O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,20%, cotado a R$ 4,85. Euro caiu 0,05%, chegando a R$ 5,26. A Bovespa operou com 119.549, alta de 0,4%. Risco Brasil em 220 pontos. Dow Jones caiu 0,38% e Nasdaq teve queda de 0,18%.
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