Emprego formal
Manchete no Valor Econômico destaca que a recuperação do mercado de trabalho brasileiro tem sido capitaneada pela criação de vagas no setor formal, em especial as com carteira assinada.
A modalidade de emprego também vem surpreendendo, levando analistas a revisarem suas projeções para o mercado de trabalho no fim do ano.
A reportagem detalha que, conforme o Caged, a economia abriu 1,9 milhão de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado nos últimos 12 meses até abril, na série ajustada. Destes, 705 mil apenas nos quatro primeiros meses do ano.
PAC
Manchete do jornal O Globo destaca que o “Novo PAC” (Programa de Aceleração do Crescimento), previsto para ser lançado em julho, terá como uma das principais linhas o financiamento dos projetos por meio de bancos públicos.
As instituições devem dar crédito para obras que serão feitas via concessão à iniciativa privada e por estados e municípios. O programa vai reunir os principais empreendimentos do governo, sejam projetos de concessão ou obras públicas.
Conforme a reportagem, haverá obras inteiramente públicas; e aqueles listados como concessões e empreendimentos locais (como rodovias estaduais). A ideia é garantir o financiamento das concessões e também das obras regionais.
Nessa mesma frente, O Globo mostra que o lançamento do “Novo PAC” poderá marcar uma mudança no papel do BNDES no financiamento às obras de infraestrutura, ainda que sem “gigantismo” das gestões anteriores do PT.
A reportagem acrescenta que, desde o início do atual governo, a nova diretoria do banco, liderada por Aloizio Mercadante, vem dando sinais de um apetite maior para financiar.
O diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos, Nelson Barbosa, no entanto, tem evitado citar as concessões de infraestrutura no rol de financiamentos que poderiam voltar a receber subsídios.
Aportes diretos
Valor Econômico inclui que o BNDES quer voltar a investir diretamente em empresas por meio do seu braço de participações, o BNDESPar.
A reportagem detalha que, depois de oito anos sem fazer esse tipo de alocação e dando prioridade a uma agenda de desinvestimento, a instituição de fomento recriou o departamento de investimentos diretos e está reavaliando a estratégia.
“A expectativa é ter uma política de investimentos definida no terceiro trimestre ”, disse Natália Dias, diretora de mercado de capitais e finanças sustentáveis do BNDES.
Arcabouço fiscal
Folha de S.Paulo situa que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adiou para hoje a votação do novo arcabouço fiscal após pedido de vista coletivo de senadores da oposição, após o relator Omar Aziz (PSD-AM) propor a ampliação das despesas que ficarão fora do projeto.
Conforme a reportagem, o pedido de vista foi formalizado nesta terça (20) pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), com endosso de parlamentares como Tereza Cristina (PP-MS). A ideia do governo agora é votar o texto na comissão e no plenário no mesmo dia.
No relatório, Aziz retirou o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e o FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal) dos limites de gastos da regra e ampliou a lista de exceções para liberar das travas também despesas com ciência, tecnologia e inovação.
O Estado de S. Paulo e Correio Braziliense avançam em frente semelhante.
Desoneração da folha
Folha de S.Paulo informa que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou ontem, em votação suplementar, o projeto de lei que prorroga até o fim de 2027 a desoneração da folha de salários para empresas de 17 setores da economia.
Apesar de poder seguir direto da Câmara, a base do governo pretende apresentar um recurso para que o projeto seja analisado pelo plenário do Senado para ganhar tempo e empurrar a votação para o segundo semestre.
O Estado de S. Paulo e O Globo também informam.
Juros
O Estado de S. Paulo expõe que o governo, sem expectativa de que haverá queda de juros na reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) que termina hoje, conta como certo que o BC vai sinalizar o início da redução a partir de agosto.
A reportagem pontua que, se o sinal dado no comunicado do Copom for na direção contrária, e apontar que é preciso esperar mais tempo para as expectativas de inflação se “ancorarem”, o conflito entre o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o governo deve se acirrar.
De acordo com Estadão, a equipe econômica enxerga risco de que ocorra novo descolamento da curva de juros, retardando o início do ciclo de flexibilização da Selic no Brasil.
Transição
Valor Econômico comunica que o Ministério da Fazenda está empenhado em montar um “Plano de Transição Ecológica”, como vem sendo chamado provisória e internamente um pacote de medidas “verdes”.
Conforme Valor, a criação do mercado regulado de carbono, taxonomia sustentável e regulamentação e emissão de títulos verdes são peças importantes da estratégia. A iniciativa é do ministro Fernando Haddad.
A reportagem detalha que Haddad acredita que um plano deve alavancar a pauta e ser uma oportunidade para ativar a economia, gerar emprego, tecnologia local, agregar valor em cadeias produtivas.
MCMV
Principais jornais informam que o Conselho Curador do FGTS ampliou o valor máximo do imóvel do Minha Casa, Minha Vida para R$ 350 mil. Antes, esse teto era de R$ 264 mil. O Conselho é a instância responsável por determinar como os recursos do fundo são aplicados. A nova versão do programa, que foi relançado em fevereiro, aumentou o limite de renda para a família poder acessar o financiamento habitacional.
No novo desenho, que manteve a diferenciação das taxas de juros por regiões do país, a mais baixa aplicada será de 4% ao ano e a mais alta, 8,16% ao ano). O conselho decidiu ainda aumentar o subsídio que famílias com renda de até R$ 4,4 mil conseguem acessar pelo financiamento do FGTS para até R$ 55 mil – era R$ 47,5 mil. |