Arcabouço fiscal
O Estado de S. Paulo relata que o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse ontem ter a expectativa de que a votação do arcabouço fiscal no Senado seja encerrada nesta semana.
De acordo com Padilha, a proposta está bem calibrada e combina responsabilidade fiscal e social, além de ser a “prioridade absoluta no Senado”. Ela deve ser votada hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e depois segue para o plenário.
Reforma tributária
Em O Estado de S. Paulo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em meio a especulações e torcida de alguns setores, como o varejista, de adiamento da votação da reforma tributária, disse que o calendário está mantido para a primeira semana de julho.
Para Lira, o prazo de 15 dias para que o texto possa ser criticado e negociado é suficiente até a votação. “Vou chegar para ajustar a parte política”, afirmou.
Crédito
Valor Econômico relata que o saldo total da carteira de crédito deve voltar a crescer em maio, com alta estimada de 0,6% ante abril, após apresentar queda no mês anterior, segundo a Pesquisa Especial de Crédito da Febraban. O ritmo anual deve seguir desacelerando, passando para 10,5%, de 11,1% no mês anterior. A expansão do estoque de crédito deve ser puxada pelo crédito livre, com alta projetada de 0,8% em maio, enquanto o direcionado deve crescer bem menos, apenas 0,2%.
Segundo a Febraban, as linhas atreladas ao consumo, especialmente os gastos no cartão à vista, foram beneficiadas pela resiliência do mercado de trabalho e pelas medidas de transferência de renda do governo. Na divisão por tipo de recebedor, o crédito para pessoa física deve crescer 0,7% em maio, enquanto para pessoa jurídica deve avançar 0,4%.
Inadimplência
Valor Econômico informa que o número de registros de inadimplentes caiu 1,8% em maio ante abril, na série dessazonalizada, segundo levantamento da Boa Vista. Em abril, o dado já havia recuado 1,1%. Na comparação anual, houve alta de 8,0% em maio, uma desaceleração antes os 8,2% de um mês antes. Já o indicador de recuperação de crédito recuou 0,5% na comparação mensal, somando a segunda queda mensal consecutiva. Ante maio de 2022 houve alta de 12,2%.
Selic
Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo trazem que analistas anteciparam o primeiro corte da taxa básica de juros para agosto, além de projetarem uma Selic mais baixa tanto no fim deste ano quanto de 2024, segundo pesquisa Focus divulgada ontem. A divulgação impulsionou a Bolsa brasileira, que encerrou o dia com alta de 0,92%.
A primeira redução da Selic, na avaliação do mercado, deve ser um corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Copom de agosto. Para o final deste ano, a estimativa é que a taxa básica de juros esteja em 12,25% ao final deste ano —até a semana passada, a projeção era de 12,50%. As revisões no levantamento vêm na esteira de dados melhores divulgados recentemente, e na véspera do primeiro dia de reunião do Copom.
Competitividade
Principais jornais informam que o Brasil perdeu uma posição e volta a ocupar a 60ª colocação no Anuário de Competitividade Mundial do IMD, elaborado pelo IMD Competitiveness Center, que conta com a parceria do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral. Como o ranking analisa apenas 64 países, o desempenho significa que o ambiente econômico brasileiro é considerado o quinto menos competitivo. África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela são os países menos competitivos do que o Brasil.
O levantamento considera indicadores econômicos dos países, assim como pesquisas de opinião com executivos e empresários.
Câmbio
Veículos de circulação nacional apontam que o real continuou ontem a ganhar força em relação ao dólar, num dia em que a moeda americana fechou em queda de 0,9%, cotada a R$ 4,7751, o nível mais baixo desde o fim de maio de 2022. Para vários analistas, há espaço para uma valorização adicional do câmbio, com a melhora na percepção de risco, a resiliência da atividade e o maior apetite por ativos brasileiros.
Mínimo existencial
Folha de S.Paulo noticia que o presidente Lula decidiu ontem elevar o mínimo existencial de R$ 303 para R$ 600. Este é o valor da renda mensal que os bancos não podem tomar de superendividados. Segundo o presidente, “essa iniciativa faz parte de uma série de esforços do governo para garantir crédito e condições de consumo para o povo brasileiro, contribuindo para o aquecimento da economia”.
Cálculos do Ministério da Fazenda na elaboração da medida previam que a medida pode atingir 14 milhões de brasileiros (5 milhões a mais do que atualmente), que terão direito a pleitear um procedimento especial de repactuação de dívidas com a União. |