Reforma tributária
O Estado de S. Paulo (03/06) expôs que o relatório da reforma tributária que será apresentado na Câmara vai sugerir um IVA dual, com cobrança pela União e pelos Estados e municípios, e alíquotas diferenciadas por setor. O relatório não é definitivo.
O relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), vai se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com os governadores.
Folha de S.Paulo acrescenta, hoje, que o grupo de trabalho da Câmara que discute a reforma tributária marcou para amanhã a apresentação, discussão e votação do relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que apresentará uma nova proposta.
O texto vai trazer as diretrizes da reforma, prevendo a substituição de cinco tributos sobre o consumo por dois novos, um federal e outro para estados e municípios, dentro do chamado de IVA Dual (dois impostos sobre valor agregado).
A ideia é votar a reforma na Câmara antes do recesso parlamentar de julho. A adesão ao novo sistema será opcional para as empresas do Simples Nacional.
Desoneração
O Estado de S. Paulo (04/06) relatou que o governo tenta impedir a aprovação de um projeto de lei que diminui a contribuição previdenciária das prefeituras. O projeto também prorroga a desoneração da folha para 17 setores da economia.
O governo alega que a medida vai gerar perda de receita e prejudicar o ajuste fiscal. O projeto beneficia 3 mil municípios pequenos e pode ser aprovado sem passar pelo plenário do Senado.
Varejo
Folha de S.Paulo (03/06) abordou as dificuldades enfrentadas pelo varejo no primeiro trimestre de 2023. A reportagem citou alguns motivos para o mau desempenho do setor, como a crise econômica, os juros altos, o endividamento das famílias, o escândalo da Americanas e a retirada de recursos da poupança.
O jornal contrastou essa situação com o fim da emergência sanitária da Covid-19 e a flexibilização do uso de máscaras.
Indústria
O Globo e O Estado de S. Paulo (03/06) registraram que a produção industrial em abril caiu 0,6%, segundo o IBGE. A queda foi maior do que o esperado pelos analistas e que a indústria é o elo fraco da economia. Dezesseis dos 25 ramos industriais tiveram redução na produção em abril.
Carros populares
Valor Econômico adianta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá nesta segunda-feira com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil) para discutir o programa de incentivos a carros populares, ônibus e caminhões. O encontro está marcado para as 9 horas no Palácio do Planalto e, segundo fontes do governo, o Desenrola, programa que terá como objetivo diminuir o número de famílias inadimplentes no país, também estará na pauta.
Mercosul-UE
Folha de S.Paulo (03/06) repercutiu as declarações do presidente Lula sobre o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia.
O petista defende que o Brasil não aceitará as condições impostas pela UE, especialmente no que se refere à abertura do setor de compras governamentais.
Além disso, Lula ressalta a importância de proteger e incentivar a indústria nacional, apostando em empresas brasileiras e em políticas públicas para o desenvolvimento industrial.
Exportação
Manchete em O Globo noticia que o governo federal prepara medidas que podem aumentar em cerca de R$ 30 bilhões a arrecadação anual com empresas exportadoras, principalmente do setor de petróleo.
As mudanças beneficiarão estados e municípios produtores da commodity e colocam o país em linha com normas da OCDE. No setor de petróleo, as alterações ocorrerão em duas frentes: pela Receita Federal e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em uma das iniciativas, o Fisco trabalha em novos critérios para calcular o preço do petróleo exportado para fins de cobrança de IRPJ e CSLL das petroleiras que atuam no Brasil.
Além disso, a ANP trabalha num novo preço de referência mínimo para o petróleo nacional, maior que os valores praticados atualmente.
Impacto no refino
O Globo acrescenta que a questão tributária que faz o preço de exportação ser mais baixo tem impacto na compra de óleo pelas refinarias privatizadas.
Embora a atual gestão da Petrobras vá rever o processo de venda das unidades de refino da empresa, algumas unidades foram privatizadas nos últimos anos.
Cerca de 20% do mercado de refino do país estão fora da Petrobras. Essas empresas hoje reclamam que não conseguem ter acesso ao petróleo a preço competitivo para refinar o óleo no Brasil.
Petrobras
Valor Econômico entrevista o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Ele afirma que a empresa tem condições de atender às condicionantes apresentadas pelo Ibama para perfurar um poço na bacia da Foz do Amazonas.
Segundo Prates, “a licença não deve ser dada a qualquer custo, mas é nosso dever recorrer”. Ele reconhece que a decisão sobre a atividade na região cabe ao Ibama e que o órgão pode manter o indeferimento.
Em relação à paridade internacional, o executivo explica que “abrasileirar os preços não é nacionalizar os preços nem fazer tabelamento ou isolar [a Petrobras e o Brasil] do mundo”.
Para ele, a transição energética de uma empresa de petróleo “é duplamente desafiadora”. Segundo o presidente da estatal, “descarbonizar a Petrobras ou outra grande empresa do setor é mudar o produto que vende com o carro andando”. |