Monitor – 25 de maio de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
25/05/23 | nº 910 | ANO V |  www.cnc.org.br
O Globo publica hoje a coluna Comércio em Pauta. Conteúdo produzido pela CNC destaca que milhares de pessoas participaram das manifestações em defesa do Sesc e do Senac em todo o Brasil. O chamado Dia S também coletou adesões para o abaixo-assinado contra o desvio de 5% do Sistema S para a Embratur. A petição pública já conta com mais de 1 milhão de apoios.

“Esta mobilização inédita mostra que o Sesc e o Senac têm o tamanho do Brasil e que a população brasileira é contra a redução da quantidade e qualidade dos serviços que são prestados com excelência há mais de 70 anos”, disse o presidente da confederação José Roberto Tadros.

Carta de leitor no Correio Braziliense também aborda o assunto.

Arcabouço fiscal
Folha de S.Paulo
 informa que o plenário da Câmara Federal concluiu ontem a votação do novo arcabouço fiscal, garantindo vitória ao governo. O texto-base passou com um placar de 372 votos a 108.

Os deputados rejeitaram todos os destaques e agora a proposta segue para o Senado. Num deles, o PL sugeriu a supressão de artigo que, se ocorresse, o governo deixaria de ter cerca de R$ 20 bilhões para gastar em 2024.

O parecer do relator Cláudio Cajado (PP-BA) prevê que a Lei Orçamentária Anual de 2024 será elaborada sob a regra dos 70% da alta das receitas em 12 meses até junho, mas o governo poderá fazer ajuste no ano que vem, com base na expectativa de crescimento real das receitas em 2024.

Gasto extra
Folha de S.Paulo 
detalha que o governo poderá fazer um gasto extra de R$ 15 bilhões a R$ 28 bilhões em 2024 caso consiga elevar a arrecadação no ano que vem, conforme dispositivo incluído pela Câmara no novo arcabouço fiscal.

O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado. O relator, deputado Cláudio Cajado (PP- BA), incluiu em seu parecer dispositivo que inicialmente, restringe a expansão de gastos, mas autoriza a abertura de novos créditos em caso de surpresa positiva nas receitas.

Dados da consultoria da Câmara indicam que o texto aprovado deve resultar em um aumento inicial no limite de despesas de 1,15% a 1,8% acima da inflação – 70% da alta real de receitas prevista para ocorrer em 12 meses até junho deste ano.

Desafio
Folha de S.Paulo 
mostra que, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, proposta aprovada do arcabouço fiscal ficou “mais apertada”, ampliando o desafio fiscal do governo nos próximos anos, mas com condições de ser cumprida.

De acordo com Ceron, o Executivo precisa de algumas exceções em 2024 para acomodar um crescimento de despesas já contratado para o ano que vem.

Regras mais duras
O Globo 
registra que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que as mudanças feitas pelo relator, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), deixaram as regras mais duras e que isso será percebido por economistas do mercado financeiro.

“Qualquer investidor que saiba fazer conta vai ver que é uma regra dura, ficou mais dura, mas foi a regra que angariou o maior apoio possível. O desenho de sustentabilidade está garantido”, disse Haddad.

Senado
O Estado de S. Paulo 
veicula que a proposta de novo arcabouço fiscal deve ganhar trâmite acelerado no Senado a depender do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele pretende levar o tema à votação diretamente no plenário, o que agradaria ao governo.

A decisão será tomada em conjunto por líderes do governo e do PSD, partido que deve assumir a relatoria do projeto no Senado.

No entanto, parte dos parlamentares defende que o tema passe por uma avaliação preliminar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sob a relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM).

Isenções
O Estado de S. Paulo 
relata que a Receita Federal divulgou ontem três listas com mais de 15 mil empresas que receberam benefícios fiscais em 2021, atendendo a pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para abrir a “caixa-preta” do órgão.

A lista mostra que 57 empresas tiveram deduções fiscais de mais de R$ 100 milhões cada em 2021, totalizando R $34 bilhões, ou seja, 67% do total, que é de R$ 50,6 bilhões.

Em média, a Receita concedeu R$ 3,2 milhões para cada uma das 15.671 empresas. A maior delas foi para a Vale, de R$ 20 bilhões.

Economia real
O Estado de S. Paulo 
noticia que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, assumiu o compromisso de fazer pesquisas frequentes com empresários para captar o pulso da economia real. A ideia é fazer um novo indicador para monitorar as expectativas do ponto de vista das empresas.

Reforma tributária
Valor Econômico 
mostra que representantes das 27 unidades federativas, reunidos ontem com o relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), cobraram detalhes do parecer que deve ser apresentado em junho.

O relator voltou a defender a adoção do modelo de um Imposto sobre Valor Adicionado único para União, Estados e municípios, e não dual. A maioria dos governadores, por outro lado, defendeu a segunda opção.

Indústria
Valor Econômico 
assinala que o presidente Lula anunciará medidas de apoio à indústria hoje, segundo informou ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, vice-presidente Geraldo Alckmin.

Alckmin participou da instalação da Frente Parlamentar Mista da Indústria, à qual pediu apoio para estruturar a nova política industrial brasileira. Ele disse que o BNDES anunciará uma “importante” linha de crédito para a exportação.

O vice-presidente também defendeu a volta do Brasil ao Convênio de Créditos Recíprocos (CCR), mecanismo de financiamento ao comércio intrarregional, do qual se desligou em 2019.

Além disso, o ministro ainda sinalizou com a possibilidade de o Banco do Brics colocar recursos no CCR, provocando um “boom de funding”. E mencionou que Lula assinará uma medida provisória e outros instrumentos.

Petrobras
O Globo 
adianta que a Petrobras vai protocolar, ainda esta semana, pedido ao Ibama para reconsiderar a negativa de licença ambiental para perfurar um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá, na chamada Margem Equatorial.

Em comunicado ao mercado, a estatal afirmou que esse procedimento está previsto na legislação. E assegurou ter cumprido “todas as exigências técnicas demandadas pelo Ibama para o projeto”, acrescentando que “a estrutura de resposta a emergência proposta pela companhia é a maior do país, inclusive do que as existentes nas Bacias de Campos e Santos.”

A petrolífera, no entanto, admitiu que está disposta a “atender a demandas adicionais porventura remanescentes.”

Em O Globo, pauta indica que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o projeto de exploração de petróleo na Foz do Amazonas pela Petrobras, um dia após a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmar que a decisão do Ibama será mantida. Segundo ele, a decisão do Ibama que indeferiu a licença ambiental é inadmissível.

Em audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, Silveira contou que, há três semanas, pediu ao presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, que a decisão fosse precedida de um debate de governo, dada a importância estratégia do projeto.

Segundo o ministro, se for encontrado petróleo na região da Margem Equatorial, na faixa de litoral entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, seria “a última grande fronteira de exploração desses minerais fósseis no Brasil.”

Valor Econômico comunica que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta quarta-feira (24) que a análise de um eventual novo pedido de licenciamento ambiental para exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode levar até dois anos e meio.

Em audiência na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Marina afirmou que o governo já decidiu que o empreendimento terá que ser submetido a uma análise ambiental estratégica — mecanismo estabelecido por meio de portaria interministerial, em 2012. “Não é olhar para cada furo, é para o conjunto da obra. Uma avaliação dessas leva de dois anos a dois anos e meio”, disse.

O Estado de S. Paulo situa que Petrobras confirmou, ontem, em comunicado, que pedirá ao Ibama para que o órgão ambiental reconsidere a decisão de negar a solicitação da estatal para a perfuração de um poço exploratório de petróleo na Foz do Rio Amazonas.

No pedido, a companhia se compromete a ampliar a base de estabilização de fauna no município de Oiapoque (AP). Assim, segundo a Petrobras, na eventual ocorrência de um acidente com vazamento, o atendimento à fauna poderá ser realizado com mais agilidade.

PMEs 
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que mais da metade dos empreendedores de pequeno e médio portes operam com 30% de seu caixa comprometido para pagar dívidas ou juros por prestações atrasadas. A situação é pior para os microempresários. Seis entre dez afirmam empenhar mais de 30% das receitas com despesas financeiras. É o que mostra a pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, feito pelo Sebrae em parceria com o IBGE.

Diante desse cenário, donos de pequenos negócios estão fugindo de novos empréstimos junto a bancos —73% disseram não ter buscado crédito no mercado. O número é cinco pontos percentuais superior ao da primeira edição da pesquisa, feita em agosto do ano passado.

CVC
Valor Econômico e O Estado de S. Paulo 
informam que o presidente da CVC Corp, Leonel Andrade, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (24) após cerca de três anos no comando da holding da maior agência de viagens do país. Desde o mês passado, após a saída de Marcelo Kopel, o executivo acumulava a posição de diretor-financeiro.

Segundo a empresa, em comunicado, o conselho de administração já iniciou o processo de sucessão do diretor presidente, do diretor financeiro e do diretor de relações com investidores — o antigo renunciou há um mês.

Valor ressalta que as mudanças no comando ocorrem em um momento delicado para o grupo. A companhia tem até novembro para concluir um aumento de capital, fruto de uma renegociação com credores.

As ações da CVC encerraram o pregão de ontem com queda de 7,57%, — a maior queda do Ibovespa, dando sequência à trajetória negativa do papel nos últimos 12 meses.

Americanas
Valor Econômico 
relata que a Americanas fechou abril com quase metade de sua área ociosa, pagando fornecedores em pouco mais de uma semana e caixa sustentado por aporte dos acionistas de referência. As informações estão no último monitoramento mensal elaborado pelo administrador judicial (AJ). Desde o anúncio do rombo contábil, em janeiro, o grupo perdeu 5 mil postos. O material de monitoramento mostra caixa total de R$ 1,4 bilhão em abril, sendo que neste número está parte do R$ 1 bilhão de uma linha de dívida com apoio dos sócios controladores.

O montante representa 38% do que a empresa tinha em abril de 2022 (R$ 3,7 bilhões). Em março de 2023, eram R$ 1,31 bilhão e em fevereiro, R$ 1,5 bilhão.á o caixa disponível total ao grupo (exclui bloqueio de bancos) atingia R$ 1 bilhão em 30 de abril, próximo dos R$ 962 milhões em março. Frente ao ano anterior, a soma é R$ 300 milhões menor.

Meios de pagamento
Valor Econômico 
conta que, enquanto o Pix internacional não é oficialmente lançado, a PagBrasil, empresa especializada em pagamentos eletrônicos, desenvolveu uma solução que permite que lojistas de outros países, como Argentina, Uruguai e Estados Unidos, aceitem o instrumento de pagamento instantâneo em seus estabelecimentos. A fintech espera, em 2025, alcançar o patamar de US$ 1,2 bilhão ao ano em volume transacionado por meio do recurso.

Na prática, será como se a PagBrasil “emprestasse” sua chave Pix para o estabelecimento no exterior. Ao contratar a tecnologia, hotéis, restaurantes e lojas poderão cobrar o cliente usando um celular ou tablet, que funcionará como uma “maquininha” na transação.

Meio Ambiente
Manchete em O Globo e Folha de S.Paulo expõem que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sofreu ontem três derrotas no Congresso. Em uma delas, uma comissão aprovou relatório, com o endosso do Palácio do Planalto, que esvazia as atribuições da pasta.

Marina também entrou em rota de colisão com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a Petrobras e parlamentares da Região Norte ao travar a exploração de petróleo na região da foz do Rio Amazonas.

Manchete em O Estado de S. Paulo, na mesma frente, situa que, se nada mudar nas votações de plenário, a ANA será agora subordinada ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e outras divisões do Meio Ambiente passarão por um processo de esvaziamento.

CPI
Valor Econômico
 traz que senadores do MDB fizeram um alerta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o risco de o governo não ter força suficiente para controlar a CPMI dos atos golpistas, cuja instalação está prevista para acontecer hoje. Segundo o jornal, Eduardo Braga (AM), líder do MDB no Senado, teria dito ao presidente Lula que não se sente confortável para assumir a relatoria da comissão, como havia sido cogitado, por conta da baixa articulação que o governo petista terá no colegiado.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,37%, cotado a R$ 4,95. Euro caiu 0,52%, chegando a R$ 5,32. A Bovespa operou com 108.799, queda de 1,03%. Risco Brasil em 244 pontos. Dow Jones caiu 0,77% e Nasdaq teve queda de 0,61%.

Valor Econômico
Receitas das empresas desaceleram no 1º tri

O Estado de S. Paulo
Centrão muda ministérios e dá demonstração de força a Lula

Folha de S.Paulo
Congresso impõe derrota a Marina com aval de Lula

O Globo
Governo avaliza acordo que esvazia poder de Marina Silva

Correio Braziliense
DF vai tentar reverter no Senado as perdas do Fundo

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