Atacarejo
Manchete do Valor informa que o atacarejo enfrenta sua fase mais dura desde o boom do setor, a partir de 2015. Parte do problema está no processo acelerado de abertura e conversão de lojas, que ajudou a sustentar o período de ouro do segmento.
A concorrência entre lojas das próprias atacadistas — após recorde de aquisições de unidades — e a deflação de preços de certos alimentos já fazem analistas alertarem sobre estes riscos.
Pela 1ª vez desde o início das pesquisas da NIQ Ebit, o mercado de São Paulo registrou queda nas vendas das “mesmas lojas” (com mais de um ano de operação). Ao considerar abril e maio, até o dia 7, o recuo atingiu 4,8%. No acumulado do ano, também até 7 de maio, caiu 1,5% na capital e região metropolitana, em relação a igual período de 2022.
Houve uma deterioração do cenário ao longo dos meses. Até março, apenas capital e região metropolitana de São Paulo encolhiam. Mas, ao se considerar o período de abril a 7 de maio, já eram quatro áreas nessa situação — além de São Paulo, também o Rio, o Centro-Oeste e interior de São Paulo.
Cálculos da NIQ Ebit mostram que mesmo unidades recém-inauguradas sentem a concorrência. Grandes redes admitem que o momento é de desequilíbrio, mas preveem normalização à frente.
Varejo
Principais jornais publicam que o volume de vendas no varejo cresceu em março, com o varejo ampliado surpreendendo positivamente. Os dados indicam atividade econômica robusta no primeiro trimestre, mas esse cenário não deve se manter nos próximos meses, afirmam economistas.
O volume de vendas no varejo restrito teve alta de 0,8% em março, ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo IBGE. Em fevereiro, o comércio restrito mostrou estabilidade ante janeiro, segundo dado revisado após divulgação de recuo de 0,1%. Na comparação com março de 2022, o varejo restrito avançou 3,2%.
Hotéis
O Globo informa que a Gafisa concluiu a aquisição do Praia Ipanema, hotel de quatro estrelas que funcionou por 42 anos na Avenida Vieira Souto, em Ipanema. A construtora controlada por Nelson Tanure pagou cerca de R$ 180 milhões pelo edifício. O plano da nova proprietária é fazer uma remodelagem arquitetônica para transformá-lo em um empreendimento de “alto luxo”. |