E-commerce
Reportagem no Valor conta que celulares são os líderes absolutos nas vendas pela internet, que atingiram o total de R$ 12,6 bilhões no ano passado. Em segundo lugar, estão aparelhos de televisão, com R$ 6,2 bilhões. Os dados são do Dashboard do Comércio Eletrônico Brasileiro, lançado ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O painel mostra que, de 2016 a 2022, o comércio eletrônico nacional movimentou R$ 628,2 bilhões, sendo R$ 187,13 bilhões somente no ano passado. As transações deram um salto em 2020, ano de início da pandemia, quando atingiram R$ 107,24 bilhões, ante R$ 57,44 bilhões um ano antes.
Apesar do crescimento, o governo estima que o comércio digital represente hoje algo como 10% do varejo tradicional. Os dados serão base para a elaboração de políticas públicas para o setor, segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira.
Dia das Mães
Reportagem na Folha conta que o Dia das Mães deve impulsionar a venda de flores, após o setor murchar na pandemia. Apesar disso, floristas ainda enfrentam os efeitos da pandemia, como preços elevados e dificuldade de abastecimento.
Americanas
Com chamada de capa, Valor informa que a Americanas e seus credores avançaram num acordo que poderá encerrar o litígio entre as partes. Na proposta em discussão, bancos, debenturistas e detentores de dívida externa receberão parte do valor à vista, outra em debêntures e a última em ações. Essa possibilidade não estava prevista no plano de recuperação judicial, que indicava dívida de R$ 43 bilhões.
Marisa
Valor e Estadão contam que a rede Marisa, em processo de reestruturação de dívidas, teve dois pedidos de falência solicitados por credores nos últimos dias. Ainda há uma terceira ação que continua em andamento desde abril, da Plasútil Indústria e Comércio de Plásticos. No total, estão em aberto dívidas de R$ 882,7 mil. A companhia afirma que tratam-se de valores “muito pequenos” e vai se defender nos autos.
Supermercados
Coluna do Broadcast (Estadão) conta que grandes redes de supermercado e atacarejos têm visto seus lucros despencar no primeiro trimestre. O Carrefour teve o primeiro resultado negativo desde 2016, com prejuízo líquido de R$ 375 milhões. O Assaí viu seu resultado cair 66% e registrou lucro líquido de R$ 72 milhões no período. Segundo especialistas, o setor enfrenta um cenário de consumidor com renda comprometida e dívidas altas.
Carrefour
O Carrefour Brasil deu início a negociações exclusivas com a Barzel para a venda de cinco centros de distribuição e cinco lojas próprias do grupo por um valor aproximado de R$ 1,3 bilhão, que representa cerca de R$ 1,1 bilhão líquido de impostos e taxas.
Segundo comunicado, esses ativos serão arrendados de volta ao Grupo por meio de contratos com prazos de 20 anos, renováveis por períodos adicionais de cinco anos (“sale and leaseback”, em inglês). |