ICMS
Jornais informam que a União venceu, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mais uma valiosa discussão tributária — avaliada em R$ 2,4 bilhões. Envolve empresas que recolhem Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL pelo regime do lucro presumido, com faturamento anual de até R$ 78 milhões. Os ministros decidiram pela inclusão do ICMS na base de cálculo desses tributos federais.
A decisão tem efeito vinculante e deve ser seguida pelas instâncias inferiores da Justiça. As empresas podem regularizar sua situação de IRPJ e CSLL até 31 de julho, quando começa a fiscalização da Receita, sem acréscimo de multa moratória (20%) ou de ofício (75% ou mais).
Fundos de crédito
Manchete do Valor destaca que mais de R$ 120 bilhões saíram de fundos de investimento dedicados a crédito privado desde a revelação de inconsistências contábeis na Americanas, em 11 de janeiro. Além da varejista, outros eventos de deterioração de dívidas vieram na sequência, a exemplo da Light.
O volume já representa 74% do resgate recorde de R$ 162,9 bilhões na indústria de fundos como um todo no ano passado.
Juros de longo prazo
Após ter alcançado 6,5% em março, o juro real de longo prazo chega a níveis abaixo de 6% pela primeira vez desde novembro. Segundo o Valor, a melhora na percepção de risco, desde que a proposta do arcabouço fiscal foi divulgada, ajudou a sustentar a procura pelas NTN-Bs (títulos públicos indexados à inflação) de prazos mais longos. Mesmo após recuo significativo do prêmio de risco no mercado de juro real, investidores veem espaço para queda adicional nas taxas desses títulos.
IGP-M
Valor reporta que a primeira prévia do IGP-M de maio teve a mais forte queda em mais de quatro anos, de 1,13%, abrindo espaço para deflação em índice completo do mês. Segundo a FGV, preços mais baixos no atacado, principalmente em commodities, levaram ao resultado.
Expectativas
O Globo publica entrevista com o diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, que alega que país venceu primeira etapa do combate à inflação, mas há pressões sobre serviços.
Ele também diz que é preciso ver os efeitos do arcabouço fiscal nas expectativas de inflação antes de se iniciar corte de juros. Responsável pela elaboração das atas do Copom, Guillen defende “paciência e serenidade”.
Regulação
Chamada de capa no Valor destaca que empresários e investidores nacionais e estrangeiros estão preocupados com eventuais retrocessos nas reformas e mudanças de regras em áreas como energia, saneamento e na gestão macroeconômica. “Não podemos viver no passado, revendo o que foi feito na Eletrobras, no saneamento ou no Banco Central”, disse o CEO da Suzano, Walter Schalka, no Brazil Summit, promovido pelo Financial Times em parceria com o Valor, em Nova York.
Apesar da incerteza, o clima geral ainda é positivo, com a aposta de que as instituições vão manter um equilíbrio entre as mudanças e a previsibilidade para os negócios.
Reformas
Presente ao Brazil Summit, o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que Câmara e Senado são formados por “congressistas reformadores, liberais” e que irão cuidar do “legado das reformas”aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro.
Lira disse que é sua “obrigação” colocar em pauta a reforma tributária, mas reconheceu que é um tema “delicado”. Segundo ele, as opções são “fazer uma reforma mais dura com prazo de transição maior” ou “uma reforma possível, com transição menor”.
Tributária
Estadão e Valor informam que o grupo de trabalho (GT) da reforma tributária na Câmara adiou a entrega do relatório da proposta, antes prevista para a próxima terça-feira. De acordo com o coordenador do GT, deputado Reginaldo Lopes (PTMG), o documento deve vir à público no fim de maio, ou, no máximo, no início de junho.
Arcabouço fiscal
Manchete do Estadão destaca que o deputado Cláudio Cajado (PP-BA) vem sendo pressionado por parlamentares a endurecer o relatório do projeto de arcabouço fiscal elaborado pelo Ministério da Fazenda.
Os deputados pedem que Cajado inclua sanções e gatilhos para cortar despesas em caso de descumprimento da meta. Entre as propostas, está a proibição de dar aumento acima da inflação a servidores. A apresentação do texto, cogitada para hoje, deve ficar para a próxima semana. |