Monitor – 10 de maio de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
10/05/23 | nº 899 | ANO V |  www.cnc.org.br
Reportagem no Valor conta que as confederações patronais entraram em campo para evitar a aprovação no Senado da MP que destinou 5% dos recursos de duas entidades que compõem o Sistema S para financiar a Embratur a partir de 2024.

Os presidentes das cinco confederações que formam o Sistema S — Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Agricultura e Pecuária (CNA), da Indústria (CNI), dos Transportes (CNT) e das Cooperativas (CNCoop) — subscrevam uma carta-manifesto endereçada aos 81 senadores, pleiteando a rejeição da matéria.

O principal argumento das confederações é que esse meio de financiamento seria inconstitucional. Outra alegação é que o dispositivo seria um “jabuti”. “A questão da inconstitucionalidade já quebra de morte a intenção da Embratur”, disse ao Valor o diretor jurídico e sindical da CNC, Alain Mac Gregor.

Coluna Capital S/A (Correio Braziliense) também repercute a iniciativa da CNI, CNA, CNT e CNCoop de se unirem à CNC contra o PL que retira 5% do orçamento anual do Sesc e Senac. O Sesc-DF também organizou uma manifestação pacífica em frente ao Congresso contra o projeto. Do outro lado, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, segue em intensa agenda de reuniões com as bancadas de senadores.

O Globo relata que a Associação Comercial do Rio de Janeiro escolherá seu novo presidente na semana que vem, numa eleição marcada pelos efeitos d  proposta de venda do edifício-sede da entidade. A negociação do imóvel — que seria comprado por R$ 40 milhões pela  CNC — era apontada como saída para equilibrar as finanças da Associação, mas foi rejeitada por ampla maioria em reunião do conselho superior da entidade realizada em fevereiro.

Em entrevista ao jornal, o advogado Daniel Homem de Carvalho, um dos candidatos à presidência da entidade, diz que a ACRJ está em articulação com a Fecomércio, a CNC e outras instituições para recuperar o Centro do Rio de Janeiro.

Endividamento das famílias
Com chamada de capa, Valor conta que o endividamento das famílias brasileiras, que bateu recorde em 2022, dá sinais de arrefecimento. Segundo economistas, há explicações mais benignas para o movimento — a desaceleração da inflação e a resiliência do emprego, por exemplo — e outras nem tanto, como o esgotamento da capacidade dos agentes de oferecer e tomar crédito e a perspectiva de desaceleração da economia.

A relação entre o valor das dívidas das famílias com o Sistema Financeiro Nacional e a renda acumulada por elas nos últimos 12 meses foi de 48,6% em fevereiro deste ano, último dado do Banco Central. Em julho de 2022, esse valor chegou a 50%, mas vem recuando gradualmente desde então.

Já o comprometimento de renda das famílias com dívidas está, desde a virada de 2022 para 2023, estável ao redor de 27,4%.

Venda de ativos
Manchete do Valor destaca que as empresas aceleraram a venda de ativos neste ano, que vão de lojas e fábricas à sede das próprias companhias. A escalada dos juros nos últimos meses, que fez disparar as dívidas, e as limitações de crédito obrigaram vários grupos a buscar alternativas de financiamento de forma mais barata e rápida.

Desde janeiro, foram anunciadas, ou estão em andamento, operações que envolvem R$ 5,7 bilhões em ativos de varejistas, empresas de consumo e indústrias, segundo levantamento do Valor. Ao incluir eventuais negociações de ativos da Americanas, em recuperação judicial, a conta chega a R$ 9 bilhões.

O GPA, por exemplo, chegou a pedir R$ 270 milhões por sua sede em São Paulo. A empresa analisa vender o imóvel e alugá-lo em seguida (“sale and leaseback”).

Outros casos são os do Carrefour, Assaí, Riachuelo, BRF e São Carlos Participações. Há ainda transações de maior peso, caso da venda da Aesop pela Natura por R$ 12,5 bilhões, em abril, como solução rápida para diminuir o endividamento crescente do grupo.

IPC-Regional
Valor
 e Folha relatam que a inflação sentida por consumidores de baixa renda no Nordeste opera acima da média nacional desde o início da pandemia. Entre as cinco principais regiões do país, também é a mais elevada, de janeiro de 2020 a março de 2023.

A conclusão consta do Índice de Preços ao Consumidor Regional (IPC-Regional), novo indicador do FGV/Ibre. Segundo os pesquisadores, entre janeiro de 2020 e março de 2023 a inflação do varejo no Nordeste medida pelo IPC subiu 26,46% entre consumidores de baixa renda. No mesmo período, avançou 23,51% no resto do Brasil, excluindo Nordeste, também entre consumidores com ganhos de até 1,5 salário-mínimo mensal.

Reforma tributária
O Globo
 divulga declaração do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que o Congresso vai aprovar a reforma tributária “possível”. Durante evento em Nova York, Lira fez críticas indiretas ao governo, dizendo que falta segurança jurídica ao país.

“Se for mais dura, com mais transição. Se for mais leve, com menos transição. Não teremos nenhum tipo de dificuldade de negociar com transparência e cautela para que essa reforma saia definitivamente”, disse.

Meta da inflação
Estadão
 relata que diretores do BC avaliaram, na ata da mais recente reunião do Copom, que as expectativas de inflação seguem “desancoradas”.

Os membros do colegiado também destacaram que houve uma “deterioração” nas estimativas. O Copom citou “preocupação e segue avaliando que expectativas desancoradas elevam o custo de trazer a inflação de volta à meta”.

Na análise, a inflação atual é “movida por excessos de demanda, em particular no segmento de serviços”.

Juros
O Globo publica que, na ata do Copom divulgada ontem, o Banco Central não indicou queda dos juros, mas reforçou como “menos provável” o cenário que poderia levar à retomada do ciclo de aperto. O texto pede, por três vezes, “paciência” na condução da política monetária.

No documento, o BC ressalta que continua “vigilante”, para verificar se a estratégia de manter os juros altos por período prolongado “será capaz de assegurar a convergência da inflação”.

Carro popular
Manchete do Estadão conta que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio discute o retorno do carro popular para impulsionar a indústria automobilística. A proposta é trazer de volta um carro simples, que custe de R$ 45 mil a R$ 50 mil. Montadoras pedem crédito mais acessível ao consumidor, enquanto especialistas apontam impostos e dificuldades na alteração dos modelos como desafios.

Ações
Coluna do Broadcast (Estadão) conta que as ações do setor de varejo foram destaques de alta ontem na B3, com os investidores animados pelo bom resultado da Natura e a crescente perspectiva de corte de juros. Nota registra a alta de Magazine Luiza (7,2%), Via (5%) e Assai (4,5%).

Home office
O número de trabalhadores remotos caiu de 17%, em 2022, para 6,5% este ano, segundo pesquisa da Ticket divulgada pela Coluna do Broadcast (Estadão). O trabalho presencial é mais comum entre pessoas com mais de 35 anos. Enquanto 72% dos profissionais com até 34 anos vão para a empresa todos os dias, entre os mais velhos o percentual sobe para 82%,

CVC
A CVC Corp registrou no primeiro trimestre deste ano receita líquida de R$ 295,5 milhões, leve aumento de 0,89% na comparação anual. O prejuízo líquido caiu 23,3%, para R$ 128 milhões. Segundo o Valor, o presidente da companhia, Leonel Andrade, não ficou satisfeito e está mudando a estratégia, para focar em sua clientela típica, das classes C e D, enquanto renegocia dívidas e estuda como vai captar mais recursos.

O vilão do trimestre foi o “take rate”, taxa que mostra o que a CVC fatura em embarques realizados, depois de pagar fornecedores como hotéis e aéreas. Essa taxa caiu 2,3 pontos percentuais, para 7,4%.

Natura
Valor informa que a Natura &Co teve prejuízo de R$ 652,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 1,4% em relação ao prejuízo do mesmo trimestre de 2022. A receita líquida caiu 2,8%, para R$ 8,02 bilhões. Apesar da queda de faturamento e prejuízo ainda grande, as ações dispararam nesta terça-feira na B3, após analistas de mercado observarem que podia ser pior e que as margens operacionais melhoraram.

Ataques 8/01
O Globo
 ressalta que o ministro Alexandre de Moraes votou ontem para tornar réus mais 250 acusados de participar dos ataques às sedes dos três Poderes, o que pode elevar para 800 o número de pessoas que responderão pelos ataques às instituições.

Em outra frente de trabalho, investigações da Polícia Federal têm revelado diferentes tramas golpistas que foram planejadas para derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

PL das Fake News
Jornais reportam que o Telegram enviou a usuários mensagem em que distorce conteúdo do PL das Fake News para afirmar que o texto acaba com a liberdade de expressão. Integrantes do governo e parlamentares criticaram a empresa, que foi questionada pela Procuradoria. O STF marcou para quarta (17) julgamento sobre redes sociais.

O dólar comercial fechou em baixa de 0,48%, cotado a R$ 4,98. Euro teve baixa de 0,82%, chegando a R$ 5,46. A Bovespa operou com 107.113 pontos, alta de 1,01%. Risco Brasil em 258 pontos. Dow Jones teve baixa de 0,17% e Nasdaq caiu 0,63%.

Valor Econômico
Empresas tentam vender R$ 5,7 bi em ativos para reduzir dívidas

O Estado de S. Paulo
Plano de volta do carro popular avança; fábricas manifestam ceticismo

Folha de S.Paulo
Morre Rita Lee, rainha rebelde do rock brasileiro

O Globo
Trump é condenado por abuso sexual e difamação

Correio Braziliense
‘Meu sonho ê ser imortal, meu amor’

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