Endividamento das famílias
Com chamada de capa, Valor conta que o endividamento das famílias brasileiras, que bateu recorde em 2022, dá sinais de arrefecimento. Segundo economistas, há explicações mais benignas para o movimento — a desaceleração da inflação e a resiliência do emprego, por exemplo — e outras nem tanto, como o esgotamento da capacidade dos agentes de oferecer e tomar crédito e a perspectiva de desaceleração da economia.
A relação entre o valor das dívidas das famílias com o Sistema Financeiro Nacional e a renda acumulada por elas nos últimos 12 meses foi de 48,6% em fevereiro deste ano, último dado do Banco Central. Em julho de 2022, esse valor chegou a 50%, mas vem recuando gradualmente desde então.
Já o comprometimento de renda das famílias com dívidas está, desde a virada de 2022 para 2023, estável ao redor de 27,4%.
Venda de ativos
Manchete do Valor destaca que as empresas aceleraram a venda de ativos neste ano, que vão de lojas e fábricas à sede das próprias companhias. A escalada dos juros nos últimos meses, que fez disparar as dívidas, e as limitações de crédito obrigaram vários grupos a buscar alternativas de financiamento de forma mais barata e rápida.
Desde janeiro, foram anunciadas, ou estão em andamento, operações que envolvem R$ 5,7 bilhões em ativos de varejistas, empresas de consumo e indústrias, segundo levantamento do Valor. Ao incluir eventuais negociações de ativos da Americanas, em recuperação judicial, a conta chega a R$ 9 bilhões.
O GPA, por exemplo, chegou a pedir R$ 270 milhões por sua sede em São Paulo. A empresa analisa vender o imóvel e alugá-lo em seguida (“sale and leaseback”).
Outros casos são os do Carrefour, Assaí, Riachuelo, BRF e São Carlos Participações. Há ainda transações de maior peso, caso da venda da Aesop pela Natura por R$ 12,5 bilhões, em abril, como solução rápida para diminuir o endividamento crescente do grupo.
IPC-Regional
Valor e Folha relatam que a inflação sentida por consumidores de baixa renda no Nordeste opera acima da média nacional desde o início da pandemia. Entre as cinco principais regiões do país, também é a mais elevada, de janeiro de 2020 a março de 2023.
A conclusão consta do Índice de Preços ao Consumidor Regional (IPC-Regional), novo indicador do FGV/Ibre. Segundo os pesquisadores, entre janeiro de 2020 e março de 2023 a inflação do varejo no Nordeste medida pelo IPC subiu 26,46% entre consumidores de baixa renda. No mesmo período, avançou 23,51% no resto do Brasil, excluindo Nordeste, também entre consumidores com ganhos de até 1,5 salário-mínimo mensal.
Reforma tributária
O Globo divulga declaração do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que o Congresso vai aprovar a reforma tributária “possível”. Durante evento em Nova York, Lira fez críticas indiretas ao governo, dizendo que falta segurança jurídica ao país.
“Se for mais dura, com mais transição. Se for mais leve, com menos transição. Não teremos nenhum tipo de dificuldade de negociar com transparência e cautela para que essa reforma saia definitivamente”, disse.
Meta da inflação
Estadão relata que diretores do BC avaliaram, na ata da mais recente reunião do Copom, que as expectativas de inflação seguem “desancoradas”.
Os membros do colegiado também destacaram que houve uma “deterioração” nas estimativas. O Copom citou “preocupação e segue avaliando que expectativas desancoradas elevam o custo de trazer a inflação de volta à meta”.
Na análise, a inflação atual é “movida por excessos de demanda, em particular no segmento de serviços”.
Juros
O Globo publica que, na ata do Copom divulgada ontem, o Banco Central não indicou queda dos juros, mas reforçou como “menos provável” o cenário que poderia levar à retomada do ciclo de aperto. O texto pede, por três vezes, “paciência” na condução da política monetária.
No documento, o BC ressalta que continua “vigilante”, para verificar se a estratégia de manter os juros altos por período prolongado “será capaz de assegurar a convergência da inflação”.
Carro popular
Manchete do Estadão conta que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio discute o retorno do carro popular para impulsionar a indústria automobilística. A proposta é trazer de volta um carro simples, que custe de R$ 45 mil a R$ 50 mil. Montadoras pedem crédito mais acessível ao consumidor, enquanto especialistas apontam impostos e dificuldades na alteração dos modelos como desafios. |