Banco Central
Principais jornais destacam em manchete que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que seu número dois na pasta, Gabriel Galípolo, será indicado pelo governo à diretoria de Política Monetária, uma das mais importantes do Banco Central depois da presidência. Nome de confiança de Lula, Galípolo precisará se equilibrar entre a autonomia legal do BC e a missão de abrir caminho para o corte da Selic.
Apesar de ser visto como um nome técnico com bom trânsito no governo, parte do mercado avalia que a indicação de Gabriel Galípolo, é um sinal de interferência política na autoridade monetária. Há consenso de que a nomeação é um primeiro passo em direção a um Copom mais brando no combate à inflação. Analistas, no entanto, se dividem sobre o tempo e a intensidade dessa transição. Haddad também confirmou a indicação de Ailton de Aquino Santos, servidor de carreira do BC, para comandar a área de Fiscalização.
FGTS
Folha de S.Paulo informa que uma decisão do STF declarando a inconstitucionalidade da TR como índice de remuneração do FGTS e sua substituição por outro indicador pode levar a um efeito cascata e encarecer empréstimos já concedidos. Contratos de financiamento com recursos do fundo costumam ter uma cláusula determinando que a atualização do saldo devedor ocorre mensalmente “pelo mesmo coeficiente de atualização aplicável às contas vinculadas do FGTS”.
Assim, a depender da decisão do STF, pode ocorrer a substituição da TR por outro indicador escolhido pelo tribunal, encarecendo contratos já assinados e em fase de amortização. A depender do formato final da decisão, não seriam somente os novos empréstimos concedidos pelo FGTS que podem ficar mais caros, mas também os antigos. Isso pode atingir até contratos firmados em outras décadas, já que financiamentos habitacionais têm prazos de amortização de até 35 anos.
Legislação de dados
Reportagem do Valor Econômico afirma que os executivos-chefes (CEOs) dos cinco principais grupos de tecnologia da União Europeia pediram que Bruxelas altere a proposta de legislação sobre compartilhamento de dados, com o argumento de que as novas regras obrigariam suas empresas a revelarem segredos comerciais e dariam uma vantagem competitiva à China.
A intervenção dos líderes de SAP, Brainlab, Datev, Siemens e Siemens Healthineers (uma empresa separada) marca a mais nova reação das empresas de tecnologia contra a Lei de Dados da UE, parte de uma série de regras para a esfera digital que tem como objetivo dar à Europa uma vantagem competitiva no acesso de dados. |